Emagrecimento

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Trecho do Livro: 100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma
100 Dicas para Emagrecer
Autor: Dr. Fred A. Stutman
Editora: Sextante
ISBN: 9788575425503

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Sou médico há bastante tempo e já perdi a conta dos pacientes que me procuram em busca de conselhos para emagrecer e manter o peso. Eles sempre me perguntam se recomendo a dieta que está na moda naquele momento – todos querem encontrar uma espécie de solução mágica para o problema do sobrepeso e da obesidade.

Minha resposta tem sido a mesma ao longo desses anos: “Coma menos e se exercite mais.” É uma fórmula simples, porém quem faz dieta costuma querer algo mais radical, como o regime da moda, que, em teoria, proporciona uma rápida perda de peso. Pesquisando diversos programas de emagrecimento e tópicos nutricionais, levantei dados científicos que embasam a dieta alimentar e a nutrição e os transformei em dicas fáceis de seguir. Essas sugestões estão divididas pelas áreas mais comuns de interesse.

Portanto, este é um livro muito versátil, um guia para o sucesso, independentemente do caminho que você prefira seguir. Leia-o do início ao fim para ter uma noção geral dos hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios. Ou se concentre nos aspectos do emagrecimento que são mais difíceis para você ou sobre os quais deseja obter mais informações. Para aumentar a sua motivação, experimente ler uma dica por dia e incorporá-la ao seu cardápio ou à sua programação de atividades diárias.

Use as sugestões fáceis, saborosas e saudáveis de lanches e refeições que apresento aqui para emagrecer com facilidade e manter o peso ideal com segurança, sem as ameaças à saúde ocultas nas perigosas dietas da moda, como aquelas que são pobres em carboidratos. Destaco a caminhada como a melhor e mais eficiente modalidade de atividade física. Além disso, ela não apresenta os riscos das opções que exigem maior esforço físico. Até mesmo as pessoas que têm um cotidiano atribulado encontram muitas maneiras de encaixar esse exercício em sua rotina. Por exemplo, parar o carro na última vaga do estacionamento e subir pela escada em vez de usar o elevador contribui para a queima de calorias. De forma geral, a caminhada beneficia quem é muito ocupado para fazer dieta ou se exercitar.

Combinadas, essas dicas formam um conjunto prático de medidas fundamentais que vão ajudar você a emagrecer, adquirir condicionamento físico e desenvolver hábitos alimentares saudáveis. Escolha aquelas que são mais apropriadas ao seu estilo de vida.

Todas as sugestões apresentadas neste livro foram rigorosamente pesquisadas com o objetivo de comprovar sua autenticidade em termos médicos. São seguras, eficazes e proporcionam um método de emagrecimento único e fácil de seguir. Você não será vítima do efeito sanfona e, o mais importante, será mais saudável; portanto, é provável que viva mais. Além disso, se sentirá melhor, mais jovem e mais disposto. Cada dica que seguir o ajudará a emagrecer. Os quilos perdidos não voltarão, pois você terá adotado bons hábitos alimentares e estará se exercitando com regularidade – duas práticas que podem ser mantidas pelo resto da vida.

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Tudo o que você precisa saber sobre calorias e carboidratos

Dica 1. Acredite: as calorias contam
Dica 2. Conheça um método simples de emagrecimento
Dica 3. Adote maneiras rápidas e fáceis de cortar calorias
Dica 4. Evite os maus carboidratos
Dica 5. Conte as calorias, não os carboidratos
Dica 6. Concentre-se nos carboidratos complexos
Dica 7. Emagreça com os bons carboidratos
Dica 8. Experimente carboidratos saudáveis e saborosos

DICA 1

Acredite: as calorias contam

Apesar do que dizem as dietas da moda, não existe uma fórmula mágica para emagrecer. Talvez você obtenha sucesso seguindo diversos regimes alimentares. No entanto, a única maneira de perder peso é fazer com que o número de calorias ingeridas seja menor do que o número de calorias queimadas. Para se manter sempre em forma, coma alimentos saudáveis e nutritivos e livre-se das calorias extras praticando exercícios.

Um estudo publicado no Journal of American Medicine em abril de 2003 revelou que o melhor meio de emagrecer é manter o consumo calórico diário em um nível mais baixo durante um longo período. A única – e a mais saudável – dieta de emagrecimento que você pode seguir para ter saúde e permanecer em forma é a que estabelece uma alimentação com pouca gordura, muitas fibras e quantidades moderadas de proteína e de carboidratos complexos. Com ela, você não estará exposto a efeitos colaterais perigosos nem sentirá fome. Além disso, conservará o peso ideal e terá os benefícios de um programa alimentar balanceado e nutritivo.

Tornando seu prato mais pobre em gordura e rico em fibras, você terá menos chance de apresentar problemas cardíacos, hipertensão, derrame e diversos tipos de câncer. Essa alimentação é, por natureza, uma dieta de baixa caloria disfarçada. E o melhor é que ela dá certo e continua a funcionar enquanto é seguida. Esse é um plano alimentar que você pode seguir pelo resto da vida se desejar emagrecer, manter o peso ideal, ter saúde, obter condicionamento físico e viver por mais tempo – adotando uma dica de cada vez.

DICA 2

Conheça um método simples de emagrecimento

Uma técnica fácil para emagrecer é ingerir menos 300 calorias por dia e aumentar o nível de atividade física para queimar 200 calorias diariamente. Isso corresponde a uma perda diária de 500 calorias. Como 3.500 calorias equivalem a cerca de 500g de gordura, você conseguirá perder em torno de meio quilo por semana com pouco ou nenhum esforço. O cálculo é o seguinte: consuma 300 calorias a menos por dia e queime 200 calorias extras com atividades físicas, como caminhadas. Isso lhe permitirá perder 500 calorias por dia, sete dias por semana (500 x 7 = 3.500 calorias). Se você ingerir 500 calorias a menos sem aumentar o nível de atividade física, ainda assim perderá meio quilo por semana (500 calorias eliminadas da dieta x 7 dias = 3.500 calorias, ou meio quilo a menos). Pense, então, nas possibilidades de emagrecimento que você terá se reduzir a ingestão calórica diária e passar a se exercitar ainda mais.

A perda de peso lenta e estável proporcionada por ajustes na ingestão de calorias é a maneira mais segura e eficiente de emagrecer e se manter em forma pelo resto da vida. Esse método permite que você se habitue a uma mudança permanente em seus hábitos alimentares, enquanto a prática regular de exercícios condiciona seu corpo a realizar atividades físicas todos os dias para obter a sensação de bem-estar. Parece simples? E é.

DICA 3

Adote maneiras rápidas e fáceis de cortar calorias

Veja a seguir dicas para cortar calorias sem nem mesmo perceber:

– Substitua o leite integral pela mesma quantidade de leite desnatado. Opte também por adicionar leite desnatado ao café ou ao cappuccino.

– Use mostarda, ketchup ou maionese light no lugar da maionese comum em saladas e sanduíches.

– Se você não consegue resistir à batata frita, tente dividir uma pequena porção com um amigo ou coma apenas três ou quatro batatinhas.

– Uma boa maneira de cortar calorias e carboidratos refinados dos sanduíches é retirar o miolo do pão antes de acrescentar a margarina ou requeijão e os demais ingredientes.

– Corte uma fatia de pizza ao meio e guarde o restante para comer mais tarde.

– Preste muita atenção nos tamanhos das porções tanto em lanchonetes quanto em restaurantes. Use as sugestões a seguir para comer menos nesses lugares. Por exemplo:

– 1/2 xícara de cereal ou de massa cozida equivale a uma porção. Os restaurantes, porém, servem uma quantidade quase três vezes maior do que essa como se fosse apenas uma porção – e antes da adição do molho.

– Uma panqueca ou waffle pequeno feito em casa corresponde a uma porção. Nos restaurantes, entretanto, uma panqueca grande equivale a cerca de duas porções e meia.

– Ao pedir uma salada, tempere-a com molhos light, que têm 1/3 das calorias dos molhos comuns. Se não for possível, opte por azeite de oliva e vinagre. Peça o molho à parte para controlar a quantidade.

– Verifique sempre os tamanhos das porções de qualquer alimento industrializado que você comprar. Em geral, as pessoas acreditam que um pacote desses produtos equivale a uma porção, quando, na verdade, ele pode conter várias porções.

– Tome cuidado com os alimentos industrializados feitos com gorduras do tipo trans. Esse tipo de gordura, que é muito prejudicial à saúde, pode estar discriminado no rótulo da embalagem como gordura “hidrogenada” ou “parcialmente hidrogenada”.

– No restaurante, antes mesmo de começar a comer, peça ao garçom que embrulhe metade da refeição para viagem. Se você esperar para fazer isso quando já a estiver saboreando, acabará comendo mais do que queria, e a quantidade de calorias ingeridas irá para a estratosfera.

– Substitua o queijo comum por queijos com pouca ou nenhuma gordura. Queijo de cabra light, queijo feta, mozarela light e ricota são boas opções.

– Retire toda a pele e toda a gordura visível das carnes de aves e da carne vermelha antes de prepará-las.

– Evite tomar refrigerantes comuns, chás e sucos adoçados. Para acompanhar os lanches, beba chás e café descafeinados, refrigerantes diet ou sucos frescos de laranja e de grapefruit. (Se for tomar suco de tomate em lata, use a versão com pouco sódio.) O melhor, no entanto, é tornar a água a sua bebida favorita.

– Faça as refeições com calma. Sirva-se de porções pequenas, coma devagar e mastigue bem os alimentos. Faça pausas durante a refeição. Isso permite que o organismo tenha tempo de se sentir saciado e impede que você consuma calorias desnecessárias.

DICA 4

Evite os maus carboidratos

Todos os carboidratos que ingerimos são transformados em açúcar (glicose), que as células do corpo usam como combustível. Quando as moléculas de glicose passam dos intestinos para a corrente sanguínea, o pâncreas (glândula situada na parte posterior do estômago) produz o hormônio insulina, que avisa as células de que elas devem absorver a glicose. Assim que as células (da pele, dos órgãos internos, dos tecidos, dos músculos, de gordura e outras) assimilam a glicose, os níveis de insulina no sangue voltam ao normal.

O principal fator que diferencia os bons carboidratos dos maus carboidratos é a velocidade com que esses alimentos são convertidos em açúcar no intestino e absorvidos pela corrente sanguínea. Esse fator é conhecido como índice glicêmico (IG). Os alimentos que apresentam um IG alto são considerados maus carboidratos. Entre eles estão: arroz branco, farinha de trigo branca refinada e altamente processada (usada na confecção de pães, massas, produtos de confeitaria, panquecas, waffles, etc.); sucos de frutas, refrigerantes açucarados e isotônicos; bolos, tortas, sorvetes, biscoitos recheados, doces e a maioria das sobremesas; batatas chips; bolachas salgadas; e algumas hortaliças (milho e batata-inglesa).

Os maus carboidratos são rapidamente convertidos em glicose no intestino e absorvidos muito depressa pela corrente sanguínea. Esse súbito aumento nos níveis de açúcar no sangue causa uma brusca elevação nas taxas de insulina. Por conta da alta produção desse hormônio, a glicose cai depressa, privando os tecidos orgânicos e o cérebro de energia. Em resposta, o cérebro envia sinais de fome para que a pessoa faça logo outra refeição e restaure as taxas de glicose. Esse círculo vicioso provoca um consumo exagerado de calorias, o que acarreta um aumento excessivo do peso.

Os elevados níveis de insulina necessários para que as células sejam abastecidas de açúcar inibem também a produção de um hormônio chamado glucagon, que orienta as células adiposas a queimar o combustível estocado quando as taxas de glicose estão abaixo do nível crítico. Com a redução da taxa desse hormônio, as células adiposas passam, então, a armazenar mais gordura em vez de usá-la para gerar energia. Assim, quanto menos energia é produzida, mais gordura é acumulada.

Além de promover o aumento excessivo de peso, a ingestão exagerada de alimentos com IG alto pode desencadear graves problemas de saúde. Quando, em resposta ao consumo desse tipo de alimento, o pâncreas secreta insulina em excesso repetidas vezes, as células que a produzem podem entrar em exaustão e fabricá-la numa quantidade cada vez menor. Muitas vezes, isso causa diabetes e resistência à insulina, distúrbio em que os tecidos do organismo não reagem satisfatoriamente aos sinais emitidos por esse hormônio para que a glicose seja transferida do sangue para as células.

As dietas ricas em açúcar podem aumentar o risco de câncer de mama

De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention em agosto de 2004, as mulheres que comem grandes quantidades de carboidratos refinados correm um risco duas vezes maior de desenvolver câncer de mama em comparação com aquelas que consomem menos açúcar e menos amiláceos (alimentos ricos em amido). Segundo os cientistas, isso acontece porque a ingestão excessiva de carboidratos refinados provoca uma elevação súbita nas taxas de glicose, levando às alturas os níveis de insulina no sangue. As altas taxas desse hormônio podem fazer com que as células normais se dividam muito rápido e também elevar os níveis de insulina nas células da mama. Acredita-se que esses dois fatores concorram para a formação de células cancerosas no seio.

Tais estudos não sugerem que as pessoas sigam programas alimentares pobres em carboidratos, e sim que restrinjam a quantidade de carboidratos refinados e os substituam por carboidratos complexos, que contêm alta concentração de fibras. Um grande número de pesquisas revela que as dietas que privilegiam as fibras diminuem o risco de ocorrência de diversos tipos de câncer quando associadas a uma alimentação rica em proteína magra e com pouca gordura. (Por outro lado, ficou comprovado que as dietas com muita gordura elevam o risco de formação de vários tipos de câncer, sobretudo o de mama.) Essas descobertas aumentam a preocupação com mulheres que consomem açúcar refinado em excesso, pois elas podem estar mais sujeitas a ter câncer. Isso se aplica sobretudo àquelas que estão acima do peso, são diabéticas ou apresentam resistência à insulina.

DICA 5

Conte as calorias, não os carboidratos

Sabemos que não existe mágica para emagrecer. A única maneira de perder peso é fazer com que o número de calorias consumidas seja menor do que o número de calorias queimadas. O “truque” é reduzir a ingestão de calorias, mas sem passar fome.

Para funcionar adequadamente, o organismo necessita de carboidratos, porém não de calorias em excesso na forma de açúcares refinados, amidos e gorduras saturadas. O relatório sobre alimentação saudável divulgado em 2002 pelo Institute of Medicine da National Academy of Science recomenda que 45 a 65% das calorias consumidas por adultos sejam provenientes de carboidratos. Isso representa a ingestão diária de cerca de 520 calorias presentes em carboidratos, com base em uma dieta de 1.200 calorias.

O correto funcionamento do organismo depende, na verdade, de carboidratos complexos, como grãos integrais, frutas e hortaliças. Esses alimentos são ricos em nutrientes e contêm muito menos calorias do que grãos refinados e alimentos açucarados.

Os carboidratos se transformam em glicose, um açúcar simples, que é a fonte favorita de combustível do corpo e do cérebro. A restrição excessiva do seu consumo, como estabelecem alguns regimes alimentares, esgota o estoque de carboidratos armazenados nos músculos e no fígado. Assim, o organismo tem que produzir glicose a partir da proteína, um modo ineficiente de obter energia que pode causar fadiga, depressão, desequilíbrio de minerais e perda de proteína. Esses distúrbios sobrecarregam os rins, o fígado e outros órgãos, que ficam sujeitos a danos quando esse tipo de dieta não é corrigida. Os carboidratos sem valor nutricional, como biscoitos recheados, produtos de confeitaria e sorvetes, além de conterem açúcar, apresentam quantidades consideráveis de gordura. Para cada grama de gordura consumido, acumulam-se nove calorias; no caso de cada grama de carboidrato e de proteína, porém, são apenas quatro calorias. Assim, se você limitar o consumo de açúcares refinados, amiláceos e alimentos gordurosos, cortará naturalmente calorias da alimentação e emagrecerá com saúde.

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Trecho do Livro: Engordei ou Minha Roupa Encolheu?
Livro Engordei ou Minha Roupa Encolheu
Autor: Peter Walsh
Editora: Prumo
ISBN: 9788561618513

» Saiba onde encontrar este livro

A vida que você leva: qual é o peso que você suporta? Você sabia que pesquisadores estimaram que, até 2015, três quartos da população dos Estados Unidos estará obesa ou acima do peso? Isso representa mais do que 225 milhões de pessoas gordas!

Será que sua gordura é mesmo inofensiva? Ou ela permeia todos os aspectos de sua saúde e felicidade? Use o questionário abaixo para avaliar como ela influencia diferentes aspectos de sua vida.

QUESTIONÁRIO: O peso do peso

1 – Como está sua saúde física?

A. Tenho energia na maioria dos dias e geralmente me sinto bem. Meu médico diz que eu poderia perder alguns quilos.

B. Tenho meus altos e baixos, mas sobrevivo.

C. Tenho alguns problemas de saúde. Quem não tem?

2 – Se um grupo social de que você faz parte organizasse um jogo qualquer, você participaria?

A. Eu jogaria até o fim, não importaria a minha posição em campo.

B. Eu me ofereceria para reabastecer a geladeira do evento.

C. Eu ficaria em casa. Ninguém precisaria ver meu traseiro balançando em campo.

3 – Se você ganhasse um feriado com todas as despesas pagas para ir à praia, você aceitaria?

A. Eu embarcaria no primeiro avião.

B. Eu iria e me divertiria, mesmo querendo esconder-me num disfarce e proibindo que tirassem fotos.

C. Eu trocaria meu prêmio por dinheiro vivo. Ninguém vai me ver em traje de banho!

4 – Quando teve a oportunidade de experimentar algo novo pela última vez (freqüentar aulas de dança, montar um móvel, fazer um reparo doméstico, dirigir um carro alugado), qual reação abaixo descreveria melhor sua capacidade de manter o controle da situação?

A. Não sou ágil ou talentoso, mas me viro bem.

B. Costumo ser meio atrapalhado e lento.

C. Aulas de dança? Reparos domésticos? Você deve estar brincando. Eu nem chego perto dessas coisas!

5 – Qual das seguintes afirmações descreve melhor seu relacionamento atual ou mais recente?

A. Meu parceiro ama meu corpo e/ou gosta de mim pelo que sou como pessoa.

B. Sempre procuro ficar bonito/a para meu parceiro, mas nunca tenho certeza se ele sente atração por mim.

C. Meu parceiro critica meu corpo – mesmo que ele/ela não diga nada, eu percebo.

6 – Quando se trata da minha família…

A. Passamos muito tempo juntos fazendo várias atividades – uma mistura de atividades calmas e outras agitadas.

B. Acho que nos damos bem. Assistimos muito à tevê juntos!

C. Nem sempre tenho energia para ser o pai ou a mãe que eu gostaria de ser.

7 – Você gostaria de ter outra carreira?

A. Gosto do meu trabalho e das pessoas com quem trabalho. Sem queixas.

B. Não é o emprego ideal, mas paga minhas contas.

C. Sou frustrado no trabalho. Faço muitos esforços e nunca sou reconhecido. Posso até merecer um aumento ou promoção, mas isso nunca me foi oferecido.

8 – O que descreve melhor sua atitude no trabalho?

A. Sou capacitado no que faço e confio em minhas habilidades.

B. O trabalho sempre acumula e é difícil ter controle sobre ele. Está sempre prestes a sair de controle.

C. Estou fora da minha competência e mal sobrevivo aqui. Sinto o tempo todo que estão prestes a me despedir, e por que não o fariam? Outra pessoa poderia fazer esse trabalho muito melhor do que eu.

9 – Como você descreveria sua situação financeira?

A. Eu trabalho e economizo; creio que poderei me aposentar confortavelmente aos 65 anos.

B. Eu consigo me virar bem, mas deveria gastar menos.

C. Ganho para uma vida decente, mas tenho dívidas de cartão de crédito (ou outras) das quais não consigo me livrar.

10 – Quando penso na vida que estou levando…

A. Eu amo minha família e amigos. A vida não é perfeita, mas quando olho para o espelho e para minha casa, sinto-me feliz.

B. Às vezes eu não acredito que minha vida chegou a este ponto. Simplesmente não é o que eu esperava. De todas as vidas que eu poderia ter tido… não tenho a menor idéia de como vim parar aqui.

C. Não gosto de olhar no espelho e me lembrar de quem eu sou. Minha casa me deprime. Eu queria ser diferente, mas não consigo mudar.

Conte seus pontos. Se a maioria de suas respostas foi “A”:

Meus parabéns! Você está em boa forma. Seu peso não o incomoda. Você está relativamente feliz com seu corpo, tanto na aparência quanto nas sensações. Você está aberto para experimentar novidades. Tem bons relacionamentos com sua família e amigos. Seu trabalho é satisfatório. Sua vida está bem próxima de ser a vida que você quer. Você precisa mesmo perder peso? Ou seria melhor que você se libertasse de algum ideal contraditório? Não há nada de errado em você continuar a se esforçar para viver uma vida ideal. Você pode usar este livro para se aperfeiçoar. Mas quero que tenha certeza de que está sendo realista e que tira prazer da vida que leva.

Se a maioria das suas respostas foram “B”:

Você está no meio do caminho – não está apaixonado por sua vida, está meio confuso e inseguro, mas não está deprimido. Você está tentando lidar com um fardo pequeno, mas um tanto quanto problemático. É mais difícil mudar quando se está conseguindo dar um jeito nas coisas. Você sabe que tudo pode melhorar, mas a motivação vem mais fácil quando atingimos o fundo do poço. Por que esperar? Não se contente com uma vida mais ou menos. É hora de fazer uma mudança.

Se a maioria das suas respostas foi “C”:

Seu peso está atrapalhando sua vida. As áreas de sua vida que são mais importantes para você – família, relacionamentos, emprego ou ser ousado e divertido – estão sofrendo. Mas a boa notícia é que você já admitiu que precisa de uma mudança. Depois de se concentrar no que é importante e fazer escolhas que apóiem suas prioridades, você verá que a mudança vem rápida e naturalmente.

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO

Há muitas estatísticas sobre o processo de engorda da população dos Estados Unidos, sobre o que está causando isso e os problemas que vem gerando. Mas as estatísticas não importam para os indivíduos. Conhecer os “fatos” não garante um comportamento melhor. A solução para você, para o seu problema de peso, não está nas estatísticas ou na dieta recomendada pelo governo. Não está nos rótulos de alimentos ou em cálculos de IMC (Índice de Massa Corporal). O único jeito de mudar, e mudar para sempre, é você se interessar pelo seu próprio corpo e pelo que coloca dentro dele, informar-se e assumir a responsabilidade pela gordura extra que pesa sobre você e limita sua capacidade de viver a vida que você deseja. Controlar seu peso não implica necessariamente falar em dieta, mas em decisões. Nas suas próprias decisões.

VOCÊ É GORDO – SEM DESCULPAS

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Caro Peter,

O que eu faria comigo mesmo se todos esses problemas fossem resolvidos? O que eu faria se tivesse um peso com o qual me sentisse confortável? O que eu faria se não tivesse mais de tomar remédios para depressão e ansiedade? O que eu (e minha família) faríamos se nossa casa não fosse uma bagunça completa? É meio assustador pensar nisso – eu não teria mais nenhuma desculpa. Huuummmm…
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Se você tem um problema médico, é claro que deve procurar ajuda médica. Mas será que você tem mesmo um problema médico ou está indo ao consultório na esperança de transferir a responsabilidade do seu problema? Seja honesto. A verdade é que se você é gordo, você definitivamente está a caminho de ter problemas de saúde, mas muito antes que isso aconteça, você ainda tem forças para mudar o rumo das coisas. Já chega de desculpas! Dizer-lhe qual é a vida que você deve levar não é responsabilidade minha. Não tenho interesse em fazer isso. O caminho que você vai seguir é escolha sua. Mas entenda que quando fizer essa escolha, precisa aceitar as conseqüências ou encontrar outra rota.

NÃO SE ATREVA A ME CHAMAR DE GORDO!

Você já se perguntou por que estou usando a palavra “gordo” em vez de termos mais politicamente corretos, como “acima do peso” ou “obeso”? A razão é que “gordo” é uma palavra simples. É forte e direta. “Acima do peso” e “obeso”, por outro lado, soam muito formais, muito científicas, muito educadas. Vamos usar palavras reais para problemas reais. Para a maioria de nós, gordura não é um problema médico… ainda.

É claro, existem pessoas para quem o excesso de peso é um problema médico que requer intervenção médica. O bom senso nos diz isso. Mas o mesmo bom senso sugere que dois terços dos Estados Unidos não poderiam, em menos de uma geração, desenvolver um problema de peso que fosse um problema médico. Minha opinião é que os termos “obeso” e “acima do peso” são tão educados e científicos que afastam o problema de quem comeu toda aquela comida. No momento em que o seu peso é rotulado como um “problema médico”, a única maneira de resolvê-lo é através de consultas com um especialista, com a seleção das opções de tratamentos, consultas constantes, uso de medicação e uma longa espera para a tão desejada cura. Isso não é uma crítica à classe médica. Nos Estados Unidos, a prática médica concentra-se em tratamentos, e quando você bater à porta dos consultórios, é isto que vão lhe oferecer: um comprimido, uma indicação ou uma banda gástrica. A medicina não vai resolver seus problemas. Você, sim, vai. Somos gordos. Gordos. Gordos. Gordos. A solução que você procura está muito mais próxima do que a consulta ao médico.

Talvez você se reconheça em alguma das situações abaixo:

- Não tenho tempo para fazer o que você me mandar fazer.

- Já tentei fazer dieta, mas não funcionou.

- Adoro comida e não consigo parar de comer.

- A gordura é de família. É genética. Não posso evitar.

- Trapaceio nas dietas, então elas nunca funcionam.

Essas desculpas são incrivelmente parecidas com as que eu escuto a respeito da bagunça, todos os dias. Deixe-me confrontá-las, uma por uma:

Desculpa 1:

“Não tenho tempo para fazer o que você me mandar fazer”.

A vida é um equilíbrio constante de tempo e prioridades. Nossa vida é cheia e isso é uma coisa boa. Mas quero que pense um momento no tempo que você já gastou lidando com seu peso.

Você gasta tempo sentindo-se culpado pelo seu peso?

Você gasta tempo na frente do espelho, trocando de roupa, porque não se sente confortável com nenhuma das roupas que você tem?

Você gasta tempo comprando roupas porque é difícil encontrar alguma que lhe caia bem e esconda o que você está tentando esconder?

Você gasta horas na academia tentando queimar a sobremesa extra que se permitiu comer ontem à noite?

Você já experimentou tantos livros e programas de dieta que eles não passam de um borrão de barras de proteína e milkshakes químicos?

No ritmo em que está indo, você vai passar mais tempo no médico, lidando com os problemas que seu peso acabará lhe causando?

Pense em todo o tempo que seu peso consome. Considere toda a angústia mental que ele causa. Imagine-se livre disso. Imagine ser capaz de vestir qualquer coisa do seu guarda-roupas sabendo que a aparência não pode estar tão ruim, porque você está feliz com seu corpo e seu peso. Agora me diga que não tem tempo para investir em uma alimentação saudável, a nutrição que seu corpo merece.

Desculpa 2:

“Já tentei fazer dieta, mas não funcionou”.

De acordo. Dieta não funciona. Você já conheceu alguém que era gordo, mas que resolveu o problema há muito tempo? Essa pessoa provavelmente não diz: “Fiz dieta por dez anos”. Ela diz: “Aprendi a comer”. Pense nisso desta maneira: se seu novo plano alimentar funcionar, é uma mudança em sua vida. Se falhar, é uma dieta.

Este não é um livro de dieta e eu não estou falando sobre você fazer outra dieta. Quase 45 milhões de americanos fazem dieta todos os anos e a maioria deles acaba se sentindo um fracasso. Pior ainda, muitos recuperam o peso que perderam rapidamente, e mais um pouco. Dietas são constantemente apresentadas como o caminho para a perda de peso, mas nossa experiência nos diz que elas simplesmente não funcionam. Parte do problema é que uma dieta é algo que você simplesmente “liga”. Se você a “liga” em algum momento, terá de “desligá-la”. Você não pode limpar a bagunça da sua casa uma única vez e esperar que ela fique livre de bagunça dali por diante. Estamos falando de um processo contínuo, não de um evento isolado. Você pode fazer um planejamento alimentar, viver de acordo com ele por alguns meses até atingir seu peso ideal, e depois voltar a comer da maneira como sempre comeu. Não se trata de ter uma lista do que você pode ou não comer. Sua saúde não é uma proposta do tipo “liga-ou-desliga”. Para realmente mudar seu peso, você precisa mudar sua vida como um todo. Precisa mudar as escolhas que faz todo dia – como vive, como reage aos outros, como se sente, o que valoriza, o que ama, como passa seu tempo e como interage com o mundo à sua volta. Esse é o tipo de “dieta equilibrada” que trará resultados duradouros, a longo prazo. Vamos examinar sua relação com a comida e redefini-la considerando sua vida como um todo. Se você for honesto consigo mesmo, pode ter sucesso.

Desculpa 3:

“Adoro comida e não consigo parar de comer”.

Quem disse que você precisa parar de comer? Pelo contrário, quero que você adore a comida. Quero que a aprecie. E não quero que você se sinta mal depois. Existe, porém, uma diferença entre adorar comida e comer descontroladamente. Parte de se amar alguém implica a compreensão de que você também respeita essa pessoa. Não é diferente com a comida que você coloca para dentro de seu corpo. O alimento é essencial – sem ele, simplesmente não podemos continuar a existir. Respeitar e valorizar sua vida significa respeitar e valorizar seu corpo. Se você realmente ama a comida, então deve respeitar o que e como come. O que você ama é comida de verdade ou é um produto quimicamente processado, com muito sal, açúcar e gordura e pouco valor nutritivo? O que aconteceria se você substituísse esses produtos parecidos com alimentos, por comida de verdade, preparada por pessoas de verdade, com amor de verdade? O que aconteceria se você comesse com seus amigos ou familiares num lugar em que se sentisse feliz e confortável? O que aconteceria se você fosse plenamente consciente da comida que está colocando para dentro de seu corpo? Vamos ver o que acontece.

Desculpa 4:

“A gordura é de família. É genética. Não posso evitar”.

O que ouço nessa desculpa é o seguinte: “Não sou o único gordo. Minha família inteira tem o mesmo problema. Não é culpa minha, está em meus genes. Ah, então, passe mais um biscoito!”

Não estou surpreso que sua família toda tenha o mesmo problema, mas isso não transforma a gordura automaticamente em um problema do seu DNA. A desculpa genética ou médica é usada com freqüência como um salvo-conduto, um jeito de se desviar da própria responsabilidade. A chance é que vocês tenham crescido comendo as mesmas comidas e, provavelmente, têm a mesma relação com a comida. O que não escuto nessa desculpa é: “Eu me alimento de coisas boas, em porções razoáveis”. O que não escuto é: “Se eu mostrasse ao meu médico um diário alimentar honesto de tudo o que comi no último mês, ele diria que tive uma dieta maravilhosamente nutritiva e meu sangue reflete isso”.

É claro que os genes têm seu papel. Pode ser mais difícil para você ser magro do que é para seu gêmeo malvado que usa manequim 36. Não espero que você opere milagres. Quero que você viva com a confiança de que está fazendo o melhor.

Desculpa 5:

“Trapaceio nas dietas, então elas nunca funcionam”.

É claro que você trapaceia. Todos trapaceamos! Mas encare isto: se você trapaceia na sua dieta, está mentindo para si mesmo. É um comportamento autodestrutivo e você sabe disso. Então a questão é: por que está fazendo isso? O que o transformou em seu próprio inimigo e como você pode mudar? O que está levando você a perder o controle? É hora de pensar sobre suas escolhas alimentares de outro jeito. Você veio ao lugar certo.

A GORDURA ATRAPALHA SUA VIDA

É fácil ficar gordo. Fácil como comer uma torta. Tomar um sorvete, beber refrigerantes. E comer batata frita. Fácil como as fast-foods em tamanho gigante e centenas de canais de televisão disponíveis ao clique de um controle remoto. Tudo o que você precisa para ser gordo é seguir o fluxo. Coma o que os anunciantes querem que você coma. Compre o que os supermercados querem que você compre. Termine o que os restaurantes colocam no seu prato. Faça o que todos fazem durante mais ou menos uma década, e meus parabéns! Você estará gordo!

É fácil ficar gordo. Mas não é tão fácil ser gordo. Gordura não é apenas uma questão de não gostar do que você vê no espelho. Lembre-se: todas as partes da sua vida estão interligadas. Sua gordura está causando algum dos problemas a seguir? A gordura está atrapalhando a sua vida?

ATIVIDADE

Teste de realidade

Pode ser fácil convencer-se de que um quilinho extra aqui e outro ali não é perceptível. Experimente este pequeno exercício. Coloque uma câmera de vídeo num tripé ou estante, em algum lugar privado de sua casa. Programe a câmera para filmá-lo a uma distância de aproximadamente três metros. Fique apenas com sua roupa de baixo – ou sem ela, se você for corajoso – e faça alguns polichinelos na frente da câmera.

A fita vai dar-lhe a chance de ver como seu corpo se movimenta com o peso extra que você carrega. A intenção não é humilhá-lo ou deprimi-lo. É simplesmente dar-lhe uma oportunidade de perceber objetivamente qual é sua aparência. Acredite, eu mesmo fiz isso. Pode ser um verdadeiro sinal de alerta.

Agora destrua a fita! A internet pode ser algo perigoso!

Você também pode experimentar esse exercício na frente de um espelho de corpo inteiro. Toda noite, se for necessário. Tente prometer a si mesmo que antes de abrir a geladeira, vai fazer polichinelos despido. Um teste de realidade pode ser um belo inibidor de apetite.

A gordura lhe rouba oportunidades na carreira

Se você está acima do peso, não se surpreenda se tiver problemas em conseguir o emprego que almeja. Quando se trata de ser contratado e promovido, pessoas bem arrumadas e em boas condições físicas definitivamente levam vantagem sobre seus colegas gordos. Pesquisas recentes mostram que apenas 9% dos executivos masculinos estão acima do peso. Mostram também que pessoas acima do peso podem ganhar de 10 a 20% menos do que seus colegas mais magros. A discriminação do peso em local de trabalho é mais difícil de se provar e costuma estar oculta por trás de termos sutis, mas inconfundíveis. As mulheres são o principal alvo: um estudo estima que cerca de 60% dos empregadores dizem que não contratariam mulheres obesas, ou contratariam somente sob circunstâncias específicas. O estereótipo da pessoa gorda é de alguém letárgico, preguiçoso e sem autocontrole. Esse é um grande obstáculo para qualquer candidato com problema de peso.

A gordura ameaça sua saúde mental

A triste verdade é que pessoas gordas são freqüentemente alvo de piadas maldosas, estereótipo negativos ou zombaria. Ninguém convida a garota gorda do escritório para um encontro. As pessoas que nunca contam piadas racistas ou sexistas não pensam duas vezes, porém, antes de fazer uma piada sobre gordos. É errado e cruel.

O preconceito pode empurrar uma pessoa para uma espiral descendente de baixa auto-estima, desesperança e até mesmo auto-aversão. O desespero anda de mãos dadas com a impotência, e isso leva inevitavelmente a se procurar conforto daquele jeito que se conhece: mais comida. Às vezes, a única saída para o ciclo vicioso é trabalhar sobre ambos os problemas – a bagunça e a depressão – ao mesmo tempo.

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Caro Peter,

Sofro de depressão e finalmente comecei um tratamento no ano passado. O que logo percebi foi como eu havia desistido da vida. Quando olho para minha casa, vejo anos de negligência, por não ter estado presente, cuidando das coisas à minha volta. Com três crianças e um marido, os “cacarecos” podem realmente se acumular se ninguém os administrar. E percebo o mesmo em relação ao meu peso e minha saúde. Em vez de estar presente em minha vida, cuidando de mim mesma, alimentando-me de modo saudável etc., eu estava apenas existindo e comendo, e totalmente negligente em relação a mim mesma.

A casa abarrotada de bagunça e o corpo negligenciado são a causa e o efeito da minha depressão. Juntos, eles formam um círculo vicioso. Sua casa é frustrante e opressiva, seu corpo é frustrante e opressivo e é fácil “afastar-se”. Um comportamento que piora tudo.

À medida que passo a ter controle sobre meu ambiente externo (minha casa), isso ajuda a sentir-me forte para cuidar melhor do meu corpo.
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A gordura rouba sua saúde física

Ouvimos o tempo todo informações sobre os riscos que ser gordo representa para a saúde. Os mais comuns são diabetes, doenças do coração e derrame, mas a gordura também causa complicações na gravidez, incontinência, hérnias, azia, artrite, refluxo ácido e até algumas formas de câncer.

Mas espere, há mais. Ser gordo torna mais difícil movimentar-se, uma situação que se combina a danos nos ossos das articulações e das cartilagens. É provável que você tenha mais problemas em conseguir uma boa noite de sono devido à apnéia, ao ronco ou a outras complicações respiratórias simplesmente pela pressão nos pulmões. Será mais difícil acompanhar seus filhos, subir um lance de escadas ou tomar parte de atividades físicas que exigem esforço concentrado. A gordura atrapalha qualquer carreira que exija que você seja ativo e vigoroso. Você não precisa me contar nada disso. O fato é que a gordura afeta sua vida.

A gordura rouba sua qualidade de vida

A gordura o inibe de participar dos prazeres que a vida tem a oferecer. Pense um pouco: você já evitou ir à piscina ou à praia porque a idéia de comprar um traje de banho, que dirá de vestir um, é muito aterrorizante? Você se sente confortável numa pista de dança? A gordura causa desconforto físico: você se sente confortável num assento de avião? (Tudo bem, ninguém se sente confortável num assento de avião, mas sua gordura torna a experiência ainda pior?). Sair ou entrar no carro representa um esforço para você? Quando você planeja ir a um restaurante, você se preocupa com as cadeiras de aparência frágil?

A gordura é ruim para o orçamento

Quanto custa aos Estados Unidos ter 60% de sua população acima do peso? Estima-se que esses custos excedam os 117 bilhões de dólares anuais. Esses números representam tanto custos diretos – gastos com aumento de tratamentos e exames diagnósticos –, quanto custos indiretos – gastos com salários perdidos por incapacidade para o trabalho ou lucros perdidos devido a mortes prematuras associadas ao excesso de peso. A maioria desses custos resulta de despesas associadas a diagnósticos e tratamento de doenças cardíacas, hipertensão e diabetes do tipo 2.

Os Estados Unidos estão perdendo cerca de 40 milhões de dias de trabalho por ano devido à obesidade, estamos visitando nossos médicos 60 milhões de vezes mais do que precisamos, gastando cerca de 90 milhões de dias confinados à cama. Com o impacto disso sobre o sistema médico, não é de se admirar que você tenha de esperar mais de uma semana por uma consulta! Tudo isso porque somos simplesmente gordos demais.

Um estudo recente sugeriu que os custos médicos anuais de uma pessoa obesa são quase 40% maiores do que os de uma pessoa de peso normal. Esses custos já ultrapassaram os problemas de saúde relacionados ao fumo.

A VIDA QUE VOCÊ ESTÁ LEVANDO É QUE ESTÁ O DEIXANDO GORDO

Se você ficar parado na frente de um ônibus em movimento, vai se machucar. Se você se sentar na frente da tevê toda noite, das 19h30 até o jornal das 23h, tomando refrigerante e comendo fast-food, você será gordo. Ponto final. Fim da história. Não quero ouvir falar de problemas hormonais, ossos grandes ou supercélulas de gordura herdadas geneticamente. Suas escolhas têm conseqüências. Não existe cura mágica. A comida não é uma força mágica do mal, com poderes hipnóticos, contra a qual não temos forças. A comida é deliciosa. Ela nos dá energia. Comer é prazeroso. Deveria nos dar prazer, prazer que compartilhamos com nossa família e amigos. Não estou aqui para lhe dar receitas de frango de baixa caloria e instruções de como fazer uma salada. Você sabe tanto quanto eu o que constitui uma dieta saudável: muitas frutas e vegetais frescos, um pouco de proteína de carne magra, alguns grãos integrais. Vamos lá, você precisa mesmo que eu ou que outro livro de dieta ensine isso a você? Acho que não. Sabemos como comer direito, mas não comemos. Por quê?

Você é vítima da mesma cultura de tralhas e excessos que o resto de nós, mas isso não o livra da própria responsabilidade. A vida que você está escolhendo viver está o deixando gordo. Ninguém está forçando você a enfiar batatas fritas na boca. Ninguém está insistindo para que você limpe seu prato (ou não deveria estar!). Já é hora de você se mexer, retomar o controle e dirigir sua própria vida. Você tem o poder de tomar decisões alimentares saudáveis e saborosas. Mas você abriu mão desse poder para fabricantes de junk-food, que nos deixam a todos loucos por guloseimas adoçadas quimicamente e nulas em termos nutricionais; para uma sociedade que considera a gordura um problema que só os médicos podem resolver; para todas as dietas milagrosas que você quer que resolvam seus problemas instantaneamente e sem esforço. Mais do que tudo, você abriu mão do seu poder em favor de maus hábitos.

Já conversei com inúmeras pessoas que entram e saem, entram e saem de dietas. Elas perdem o peso que querem perder, vivem desse jeito por um tempo, depois o peso volta sorrateiramente e elas voltam a fazer dieta. Entrar e sair de dietas tem a ver com ganhar e perder o controle sobre o que você come – tem a ver com fazer e não fazer as melhores escolhas para você. Você vai mesmo fazer dieta pelo resto da vida? Não. Em vez disso, você precisa fazer escolhas positivas e ativas sobre o que vai comer todos os dias, até morrer. (E as chances são de que quanto mais controle você tiver, mais você vai viver). Da mesma maneira que as pessoas podem derrotar o enorme peso dos “cacarecos” em suas casas, você pode derrotar o teimoso peso extra em seus quadris. Pode ser feito, mas é você quem tem de fazer.

A TRALHA ENGORDA, A GORDURA ATRAVANCA

A tralha material também engorda

Os livros de receita que ocupam o balcão da sua cozinha, deixando-o sem espaço para preparar e cozinhar refeições saudáveis, engordam você. As roupas de magro que você espera que voltem a servir um dia também o engordam. As roupas folgadas por trás das quais você se esconde o estão engordando. A garagem cheia de equipamentos de ginástica não usados engordam você. As caixas de lembranças que o fazem viver em outra época o engordam. As prateleiras de guloseimas cheias de alimentos desorganizados também o engordam. Até a mesa de jantar coberta de correspondência engorda você.

Eu disse antes e vou dizer de novo: a bagunça atrapalha a vida que você quer ter. Torna mais difícil respirar. Torna mais difícil movimentar-se. Torna mais difícil enxergar com clareza. Torna mais difícil concentrar-se e permanecer motivado. Você precisa limpar o lado de fora para limpar o lado de dentro.

Juntar cacarecos é um hábito. Pode ser um hábito passivo – você deixa a correspondência se acumular – assim mesmo, é um padrão que você precisa quebrar. Em “It’s all too much” eu explico como quebrar esse padrão lidando com as questões fundamentais ao remover a tralha. Mas é uma questão de o que vem primeiro, o ovo ou a galinha? Você precisa esclarecer suas prioridades para fazer escolhas e livrar-se dos cacarecos. Porém, conforme seu espaço se torna aprazível e livre da bagunça, é mais fácil enxergar suas prioridades e fazer as escolhas certas: primeiro o ovo, depois a galinha. Estou aqui para ajudá-lo a descobrir as questões fundamentais ao mesmo tempo em que limpa seu comportamento.

Sim, a bagunça atrapalha seus relacionamentos, sua carreira, seu senso de plenitude, sua felicidade. Mas a ligação entre a bagunça física e o ganho de peso parece ser particularmente forte. Quanto mais atravancado é o seu espaço, mais peso você ganha. Quanto mais você engordar, mais tralha se acumulará. E conforme você for limpando, o peso desaparecerá. E quando o peso diminuir, você terá mais energia e assumirá o controle do seu espaço. É um ciclo de tralha-peso.

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Caro Peter,

Quando me apego aos cacarecos, normalmente estou desmotivado e adiando tudo, portanto, não estou me exercitando regularmente e, provavelmente, me refestelando em guloseimas, em resposta à pilha de papéis empilhando-se na minha mesa! Então, dois ou quatro quilos se acumulam. Eu me livro das tralhas, assumo o controle da minha vida de novo, sinto mais vontade de me exercitar e menos vontade de lambiscar. … Aí, o peso volta, sorrateiramente. São ciclos longos e graduais, com cerca de cinco anos. Como por razões emocionais e não físicas, pois, para mim, guardar cacarecos representa emoções e/ou pensamentos dos quais não consigo me livrar.
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Tralha emocional engorda

Do mesmo modo que o ato de juntar cacarecos está ligado a questões fundamentais, você tem hábitos alimentares ligados a certos gatilhos emocionais: uma época ou lugar em que você faz muitas autoconcessões, uma emoção que você alimenta com comida, uma necessidade de gratificação ou conforto instantâneo, ou o desejo de recompensar-se por uma realização, o sentimento de que você merece uma guloseima depois de um dia difícil. Você tem o hábito de satisfazer essas emoções comendo coisas que sabe que são ruins para você – ou saberia, se parasse para pensar nisso. É o mesmo ciclo tralha-peso que eu vejo na bagunça material. Conscientize-se de sua bagunça emocional e encontre novas maneiras de lidar com ela, e a gordura vai desaparecer. Conforme a gordura desaparece, você vai descobrir que controla melhor suas emoções. Assim que você deixar que suas emoções – sejam elas depressão, exaustão, raiva ou prazer – tomem as decisões alimentares por você, o peso vai voltar, e o peso extra vai levá-lo a mais depressão, exaustão e raiva, e não à alegria. Vou mostrar-lhe como identificar seus gatilhos emocionais e como formar novas associações para poder quebrar o hábito alimentar emocional.

É hora de classificar esses hábitos e fazer uma faxina pessoal. Faxina geral. Hora de limpar à sua volta e quebrar hábitos que o desviam para a direção errada.

Suas escolhas têm conseqüências. Toda vez que você saca seu cartão de crédito para comprar outro par de sapatos ou brinquedo de coleção, está optando por levar aquele item para sua casa, para ser somado ao seu problema de bagunça. Toda vez que você morde um bocado, está escolhendo colocar esse pedaço de comida para dentro de seu corpo, para somá-lo ao seu problema de peso. Mantenha isso em mente: cada gomo de gordura em seu corpo veio de algo que você escolheu colocar na boca. E cada quilo que desaparece se vai devido a uma decisão que você tomou.

Uma das maiores lições que aprendi ao ajudar pessoas a desatravancar a vida é que cada um de nós é mais forte do que pensa, e o compromisso inicial que você faz é o passo mais difícil para a mudança. Esta é a sua vida. É a única que você tem. Se você não estiver feliz e satisfeito, é um problema seu e você pode resolvê-lo. Vou apenas separá-lo em passos simples para você. Vou ajudá-lo a ver o que você quer e como conseguir. Eu não saberia contar uma caloria se minha vida dependesse disso. Na verdade, eu provavelmente conseguiria, mas não vou me incomodar porque não é esse o xis da questão.

ORGANIZAÇÃO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

A mudança do caos para a calma não é impossível. Quando se trata de desentulhar casas, eu me vejo dizendo às pessoas sempre as mesmas coisas, repetidamente. O bom senso e a confiança em seu “eu interior” devem ser seus guias. O mesmo serve para a perda de peso.

PRINCÍPIOS DA TRALHA

1 – Desentulhar sua casa é o primeiro passo para você viver sua vida ideal.

2 – Imagine a vida que você quer e agarre-se a essa idéia, coloque-a em sua cabeça enquanto trabalha no processo.

3 – Descubra qual é o seu objetivo para um determinado cômodo. Se um objeto não serve a esse objetivo, livre-se dele.

4 – Se você não usa, não veste ou não tem espaço para uma coisa, livre-se dela. É tralha.

5 – A tralha não apareceu da noite para o dia e não vai desaparecer da noite para o dia.

6 – Viva firmemente no presente, não no passado nem no futuro. Se você está se apegando a coisas que não usa, descubra por quê. Memórias? Esperança? Lembrança? Medo?

7 – Divida a organização em tarefas pequenas e administráveis.

8 – Se você não fizer da organização um meio de vida, os cacarecos vão voltar a se acumular em sua casa.

9 – Organizar ajuda você a identificar o que é importante e a fazer escolhas baseadas nessas prioridades.

10 – Reconheça e celebre cada espaço que ficou livre. Isso irá motivá-lo a continuar.

O que eu digo às pessoas é simples: você não pode colocar 160 metros cúbicos de cacarecos em 90 metros cúbicos de espaço. Você só tem o espaço que tem. Se você apenas trouxer coisas para sua casa e não tirar nada, mais cedo ou mais tarde não terá mais espaço. Se você não usa, mas ama e respeita alguma coisa, não há lugar para ela na sua casa. Só porque alguém lhe deu algo não significa que você tenha de guardar. Você deve respeitar os limites do espaço físico que tem, porque, se não o fizer, o espaço não pode funcionar e sua capacidade de discernimento se perde. Nada disso é novidade e nada do que recomendo é mágico: é só o bom e velho bom senso.

Você não pode perder peso se sua casa está fora de controle. Se sua casa não é acolhedora, você não quer passar tempo nela e, certamente, não se pode esperar que você aprecie fazer as refeições ali. Da mesma maneira que você deve respeitar os limites do espaço físico que tem, deve respeitar os limites do seu corpo. Se você consumir uma quantidade não-saudável de alimento, seu corpo vai deixar de ter boa aparência e de funcionar da maneira ideal. Vamos olhar para a mesma lista de princípios da tralha novamente, desta vez, substituindo tralha e organização por peso e perda de peso.

PRINCÍPIOS DA COMIDA-TRALHA

1 – Imagine a vida que você quer e agarre-se a essa idéia, coloque-a em sua cabeça enquanto trabalha no processo.

2 – Organizar onde, como e o que comer é o primeiro passo em direção à conquista de seu novo corpo.

3 – Descubra qual é o seu objetivo para seu corpo. Se um alimento não serve a esse objetivo, não coma.

4 – Se não é saudável e não faz parte de seu planejamento alimentar, não coma. É porcaria.

5 – A gordura não apareceu da noite para o dia, e não vai sumir da noite para o dia.

6 – Viva no presente, não no passado ou no futuro. Se você está comendo por razões emocionais, descubra por quê. Raiva? Desespero? Conforto? Medo?

7 – Concentre-se em apreciar a próxima refeição. Não deixe que um erro o faça desistir.

8 – Se você não fizer da alimentação consciente um modo de vida, a gordura voltará a se acumular.

9 – Separar um tempo para planejar suas refeições ensina-o a identificar o que é mais importante para você e a fazer escolhas baseadas nessas prioridades.

10 – Reconheça e celebre cada refeição que você apreciar. Isso irá lembrar-lhe das ótimas coisas que o alimento proporciona, além da simples comida.

A matemática do peso é a mesma da tralha: você só pode ter os livros que cabem nas suas prateleiras ou as camisetas que caibam penduradas com folga em seu guarda-roupas; se você comer mais calorias do que seu corpo precisa, elas serão acumuladas na forma de gordura. De todas as suas posses em casa, seu corpo deve ser o mais valorizado. Tratar seu corpo com dignidade e respeito significa que você está tratando a si mesmo com dignidade e respeito.

Novamente, o que estou dizendo não é nada de novo e não é mágica, mas se você viver segundo esses princípios, perceberá mudanças reais.

Não vou dizer-lhe, refeição por refeição, que alimentos você deve ou não deve colocar em seu corpo. Depois de todas aquelas dietas fracassadas, isso deve ser um alívio para você. O alimento é parte da equação – tem de ser. Então, sim, vou pedir-lhe que tome decisões sobre o que entra em seu corpo. E, sim, vou pedir que você se livre de alguns alimentos que estão entulhando seu armário. Mas não vou mandar que você coma um quinto de uma clara de ovo às seis da manhã, tomando uma bebida protéica e pulando para cima e para baixo. Em vez disso, vamos trabalhar em assumir o controle de sua vida, particularmente da parte relacionada ao seu peso.

Organização é controle, e essa é a chave para uma vida saudável. Organize sua casa e pare de sentir-se estressado e sobrecarregado. Organize suas refeições e não coma comida por entrega ou pizza congelada só porque é mais prático. Se você não tomar decisões conscientes, o mundo dá um jeito de obter o controle e fazê-las por você. E o mundo em que vivemos favorece a tevê, o açúcar, a gordura, o sal, a inatividade e uma miríade de outras opções causadoras de gordura.

É hora de começar a fazer escolhas pessoais. Escolhas que façam sentido para você. Agora, juntos, vamos começar a tomar decisões de novo. Vamos tomar o controle. Vamos nos organizar. O processo é simples. Eis como funciona:

1 – A vida que você deseja

Quando ajudo as pessoas a limparem suas casas, não começamos falando sobre o que jogar fora. Falamos sobre o que importa. Seu corpo é como sua casa. Vou pedir que pense sobre sua vida, descubra com o que ela se parece hoje, e como você quer que ela seja no futuro. Vamos definir a lacuna entre a vida que você vive e a vida que você quer. Redefinir a si mesmo e seus objetivos é o primeiro passo em direção a um novo começo. Em vez de escolher um peso ideal e se concentrar na balança, você vai traduzir seu peso ideal em objetivos tangíveis – como você quer se sentir e o que quer fazer. Ao fazer isso, você se coloca num caminho que é muito mais cheio de significado do que um número numa balança.

2 – As emoções que você enfrenta

Comemos porque somos humanos. Precisamos de calorias para viver. A certa altura, comemos demais porque inventamos comidas com açúcares processados e gorduras saturadas em quantidades que não são encontradas na natureza. Mas para a maioria de nós há um componente emocional em comer demais. Não conseguimos reunir forças para fazer escolhas sobre o que colocamos em nossos corpos. Vamos explorar essas questões e vou sugerir maneiras de você romper esses hábitos emocionais.

3 – O lar onde você mora

Lembra-se do ciclo tralha-peso? Se seu lar, onde você passa grande parte do seu tempo, está fora de controle, como você pode esperar ter controle sobre suas decisões alimentares? Já escrevi um livro inteiro sobre desentulhar sua casa, mas aqui vamos analisar especificamente a bagunça engordativa de sua casa e limpá-la, para que você tenha mais espaço e clareza para redefinir a relação com seu corpo.

4 – A cozinha que você tem

É impossível preparar alimentos saudáveis e apreciá-los se sua cozinha não é um lugar agradável de se estar. Vou guiá-lo em cada passo para transformar sua cozinha, seus armários e sua geladeira nos motores que impulsionam sua nova abordagem de vida.

5 – Os alimentos que você armazena

A seguir, vamos aprender a planejar. Planejar pode lembrar um monte de listas e tabelas, mas o que realmente significa planejar é descobrir o caminho em direção aos nossos objetivos. Já usou a internet para mapear uma rota de trânsito? Então você sabe que planejar economiza tempo. Vamos falar sobre descobrir tempo onde parece não haver nenhum, planejando refeições e decidindo o que comprar para prepará-las.

6 – As refeições que você prepara

Comer bem não implica apenas planejar refeições saudáveis. Você precisa separar algum tempo para essas refeições. Torne-as ricas e satisfatórias. Aprecie o ritual de preparar e comer seu alimento, seja comendo sozinho ou com outras pessoas. Se você não aprender a fazer isso, ainda estará procurando por satisfação rápida e calorias sem valor nutricional.

7- A vida que você vive

Tudo está interligado. Você nunca perderá peso se sua vida for atravancada, estressante ou insatisfatória. Olhe para todos os aspectos de sua vida, particularmente para seus hábitos de exercícios, para incentivar a energia que você tem para organizar uma dieta saudável.

8 – Os desafios que você enfrenta

Mesmo que você consiga preparar refeições saudáveis em casa, isso pode desmoronar quando você se aventurar no mundo real. Vamos identificar as situações de alto risco que disparam o excesso de consumo de comida não-saudável, e lhe daremos as táticas de como evitar ou derrotar tentações.

9 – O sucesso do qual você se beneficia

Finalmente, vamos falar sobre o sucesso e como sustentá-lo. Isso não é uma dieta. É uma abordagem completa de vida. Se você quer ter um peso saudável pelo resto da sua vida, vai ter de fazer mudanças permanentes para apoiar, encorajar e cultivar esse peso. Vamos estabelecê-las de uma vez por todas.

CHECK-LIST DO CAPÍTULO 1

- Tenha sempre em mente o teste sobre o peso do peso.

- Pare de inventar desculpas.

- Faça um teste usando a sua realidade: faça polichinelos em frente a uma câmera de vídeo.

seta2 Conheça também o livro Chega de Dieta!Livro Chega de Dieta

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Trecho do Livro: A Dieta de South Beach Aditivada
Livro A Dieta de South Beach
Autor: Dr. Arthur Agatston
Editora: Sextante
ISBN: 9788575424360

» Saiba onde encontrar este livro

Um novo estilo de vida: a Dieta de South Beach sempre se propôs a ser mais do que uma dieta. Na verdade, ela foi desenvolvida para ajudar meus pacientes diabéticos e cardíacos a emagrecer e a se prevenir contra infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Escrevi o livro original em 2003 porque queria contribuir para a mudança da alimentação de um modo geral. Sempre acreditei mais na busca de uma vida longa, saudável e ativa do que no simples emagrecimento.

Hoje, meu objetivo é outro: quero mudar o estilo de vida das pessoas, não apenas por meio de uma alimentação saudável e de um corpo magro, mas também melhorando seu nível de condicionamento físico. Isso significa eliminar os maus hábitos alimentares e o sedentarismo que nos tornam mais gordos e doentes.

Nas últimas décadas, uma epidemia de obesidade tomou conta dos Estados Unidos e de muitos outros países. As estatísticas mostram que 51% da população não pratica exercícios físicos regularmente. Além disso, um terço dos americanos adultos com mais de 20 anos está obeso e dois terços estão acima do peso. O número de crianças com sobrepeso triplicou. Os resultados são alarmantes porque a obesidade é responsável por várias doenças.

Além de despertar preocupações estéticas, o excesso de peso favorece uma série de problemas, como ataque cardíaco, AVC, pré-diabetes, diabetes, diversos tipos de câncer, doença de Alzheimer, degeneração macular, artrite, osteoporose, psoríase, acne, depressão e transtorno do déficit de atenção. E essa é apenas uma pequena amostra.

Se não revertermos essa tendência, o custo do excesso de peso em termos humanos e econômicos alcançará proporções críticas. A alimentação inadequada e o estilo de vida sedentário já estão nos cobrando um preço alto no que diz respeito a mortalidade e dinheiro. Esses dois fatores são responsáveis por cerca de 300 mil mortes prematuras por ano nos Estados Unidos. A má notícia é que não estamos sozinhos nesse cenário desolador. Ao exportarmos o estilo sedentário e a comida tipo fast-food para todas as partes do mundo, fazemos com que os problemas que eles causam afetem outros povos. A boa notícia é que, por entendermos melhor o que está acontecendo, podemos começar a criar soluções.

O sedentarismo na berlinda

Estudando as estratégias para deter e reverter a epidemia de obesidade, descobri que, se as pessoas forem colocadas a par dos problemas, podem se tornar os melhores parceiros na busca por soluções.

Usei minha formação em história para investigar as origens dessa situação e entender como chegamos a essa crise. Embora os maus hábitos alimentares e o estilo de vida prejudicial não sejam novos, as mudanças mais nocivas cresceram muito nos últimos anos. Já não vivemos mais na selva nem queimamos calorias caçando e coletando alimentos, mas nosso DNA é projetado para viver, comer e se exercitar da mesma forma que faziam nossos ancestrais caçadores-coletores. Isso não mudou quase nada desde então.

O que, de fato, há de novo é o ritmo acelerado do avanço tecnológico e das invenções cada vez mais incríveis que favoreceram a redução gradual dos níveis de atividade física em nosso cotidiano. Hoje, tanto no trabalho quanto em casa, passamos horas sentados diante do computador. Máquinas e equipamentos movimentam e transportam as coisas para nós, e a comunicação por e-mail faz com que muitas pessoas nem sequer se levantem da cadeira para conversar com colegas sentados no outro lado da sala.

A preponderância de equipamentos que poupam trabalho e esforço físico – de tratores e empilhadeiras ao controle remoto e ao computador – tem enorme impacto sobre o número de calorias que gastamos diariamente. Os efeitos disso são devastadores para nossos músculos, ossos, tendões e ligamentos. Sentar-se curvado diante do computador por horas a fio não faz bem à saúde.

Trato desse problema no capítulo 5 e também na parte dois, seções em que apresento o programa de atividade física de 20 minutos que ajuda a queimar calorias e também a fortalecer os músculos do abdômen, das costas, da pélvis e dos quadris, para evitar dores nas costas e outros problemas provocados pelo sedentarismo.

Ausência de nutrientes

A alimentação inadequada é o outro pilar desse estilo de vida pouco saudável. Desde que começamos a cultivar grãos, frutas e hortaliças, há cerca de 10 mil anos, o conteúdo nutricional dos alimentos sofreu grande deterioração. Investimos na durabilidade, no sabor e na aparência da comida em detrimento de sua capacidade de nutrir.

As frutas e as hortaliças disponíveis na maior parte dos supermercados são maiores, mais doces e mais bonitas do que as que nossos ancestrais coletavam. O problema é que elas contêm menos fibras, vitaminas e minerais do que o recomendável para a saúde.

Felizmente, os produtos orgânicos, cultivados com métodos sustentáveis e que recuperam o estado mais natural e nutritivo dos alimentos, estão cada vez mais populares. No capítulo 7, recomendo alguns itens poderosos em termos nutricionais que ajudam a manter a saúde e prevenir doenças crônicas e degenerativas.

Alimentos excessivamente processados

Além do desejo de cultivar e produzir alimentos quase que exclusivamente para torná-los agradáveis ao paladar, precisamos considerar também os aspectos sociais e tecnológicos envolvidos na baixa qualidade da comida que consumimos hoje. Até poucas décadas atrás, a maior parte das pessoas costumava andar diariamente até o mercado local para comprar os produtos que não cultivavam, bem como pão fresco e outros itens. O surgimento do automóvel e da geladeira, porém, permitiu que elas adquirissem comida suficiente para alimentar a família por uma semana ou mais.

Mas, para que essa mudança de hábito fosse possível, foi necessário aumentar a durabilidade dos alimentos na prateleira. Pena que esse processo tenha eliminado nutrientes importantes e, ao mesmo tempo, acrescentado substâncias como sódio e gorduras trans. No capítulo 3, abordo os efeitos prejudiciais dessas novidades tecnológicas sobre a saúde e o que fazer para evitá-los.

Está na hora de mudar

Hoje sabemos que o aumento de peso, a falta de condicionamento físico e a deterioração da saúde não são questões isoladas, mas parte do mesmo problema. Aprendemos também que o que é bom para manter a boa forma é melhor ainda para o coração, para o cérebro e para a saúde de modo geral. O próximo passo é começar a exigir que a indústria alimentícia, inclusive as redes de restaurantes e lanchonetes do tipo fast-food, ofereçam opções mais saudáveis.

Temos que proporcionar às crianças em idade escolar refeições ricas em nutrientes, e incorporar a educação nutricional ao currículo escolar. Na realidade, o ideal seria voltarmos a fazer as refeições à mesa, com a família, e, apesar da correria do dia-a-dia, dar um jeito de oferecer alimentos frescos aos nossos filhos. Essas medidas são a garantia de uma sociedade mais saudável, mais feliz, mais motivada e mais produtiva. Tenho certeza disso.

Não importa se você está com 2 ou 9 quilos a mais, se é ativo ou sedentário, o objetivo deste livro é ajudá-lo a se tornar saudável e recuperar a boa forma. Portanto, continue lendo e conheça os benefícios proporcionados pelo programa de alimentação e de condicionamento físico. Nas partes dois e três mostro detalhadamente como chegar lá. Torne-se parte da solução.

Cinco Anos de Sucesso: Deborah M., 43 anos: “Sou mais feliz desde que mudei meu estilo de vida.”
Foi em 2003. Eu e meu marido éramos hipertensos e, mesmo com o uso de medicação, não conseguíamos controlar a pressão. Eu estava acima do peso e nós dois sabíamos que precisávamos mudar. A Dieta de South Beach tinha acabado de sair e fui até a livraria dar uma olhada. Folheei o livro e fiquei entusiasmada com a parte das receitas. Adoro cozinhar e não conseguiria abrir mão disso. Depois de ler o livro, percebi que passava o dia comendo maus carboidratos (biscoitos doces e salgados). Assim que parei de consumir farinha branca refinada notei uma mudança completa, inclusive no humor e na energia. Emagreci 20 quilos ao longo de um ano, e meu marido, 9 quilos. Embora ele continue tomando remédio para hipertensão, sua pressão está sob controle.

Virei uma especialista em alimentação saudável. Nos almoços com os amigos, todos sabem que podem contar comigo para preparar um prato nutritivo, pois aprendi a substituir os maus carboidratos das receitas por bons carboidratos. Também faço questão de ensinar as pessoas a ler os rótulos para se certificarem de que estão comprando produtos feitos de grãos integrais, e não com farinha de trigo refinada.

Em 2005, hospedamos um menino de 11 anos pelo sistema de adoção temporária. Ele estava acima do peso e tomava medicação para hipertensão, pois vivia à base de junk food. Decidimos levá-lo ao médico, que recomendou não só uma mudança na alimentação como no estilo de vida. Essa criança passou então a comer da mesma maneira que nós e a praticar exercícios físicos. Ao fim de quatro meses, já não precisava mais tomar o remédio e, 18 meses depois, quando deixou nossa casa, havia perdido 15 quilos.

Estou feliz por ter emagrecido, mas me sinto ainda melhor por ter adotado um estilo de vida saudável.

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