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	<title>Tigre de Fogo &#187; Literatura Estrangeira</title>
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		<title>Os Arquivos do Semideus (Percy Jackson)</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Sep 2010 04:58:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1912/livros/os-arquivos-do-semideus-percy-jackson/">Os Arquivos do Semideus (Percy Jackson)</a></p><p>Trecho do Livro: Os Arquivos do Semideus Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca ISBN: 9788598078892 Confira o preço no Submarino ou na Livraria Cultura Querido jovem semideus, Se você está lendo este livro, só posso me desculpar. Sua vida está prestes a ficar muito perigosa. A essa altura, você provavelmente já descobriu que não é um [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1912/livros/os-arquivos-do-semideus-percy-jackson/">Os Arquivos do Semideus (Percy Jackson)</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Os Arquivos do Semideus</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/09/100-os-arquivos-do-semideus.jpg?25a3a7" border="0" alt="Os Arquivos do Semideus" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
Autor: Rick Riordan<br />
Editora: Intrínseca<br />
ISBN: 9788598078892</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <strong>Confira o preço</strong> no <a title="Submarino" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21858584/?franq=279991" target="_blank"><strong>Submarino</strong></a> ou na <a title="Livraria Cultura" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4413&amp;tipo=2&amp;isbn=9788598078892" target="_blank"><strong>Livraria Cultura</strong></a></p>
<p>Querido jovem semideus,</p>
<p>Se você está lendo este livro, só posso me desculpar. Sua vida está prestes a ficar muito perigosa.</p>
<p>A essa altura, você provavelmente já descobriu que não é um mortal comum. Este livro foi feito para dar a você uma visão privilegiada do mundo dos semideuses, que nenhuma criança humana seria autorizada a ter. Como escriba sênior do Acampamento Meio-Sangue, espero que as informações supersecretas aqui contidas deem algumas dicas e ideias que possam manter você vivo durante o seu treinamento.</p>
<p>Os arquivos do semideus contêm três das mais perigosas aventuras de Percy Jackson, nunca antes registradas. Você saberá como ele conheceu os imortais e terríveis filhos de Ares. Conhecerá a verdade sobre o dragão de bronze, há muito tido apenas como uma lenda do Acampamento Meio-Sangue. E descobrirá como Hades adquiriu uma nova arma secreta e como Percy foi forçado a ter uma participação não desejada na sua criação. Essas histórias não devem aterrorizá-lo, mas é importante você saber quão periculosa a vida de um herói pode ser.</p>
<p>Quíron também me deu permissão para divulgar entrevistas confidenciais com alguns de nossos mais importantes campistas, incluindo Percy Jackson, Annabeth Chase e Grover Underwood. Por favor, tenha em mente que as entrevistas foram dadas confidencialmente. Passe essas informações para qualquer não semideus e você poderá encontrar Clarisse avançando na sua direção com a lança elétrica dela. Acredite em mim, você não quer isso.</p>
<p>Finalmente, incluí ilustrações para ajudá-lo a se orientar. Você encontrará retratos de várias personalidades do Acampamento Meio-Sangue para que possa reconhecê-las quando as encontrar pessoalmente. Annabeth Chase permitiu que mostrássemos sua mala para que você pudesse ter uma ideia do que levar em seu primeiro verão. Há ainda um mapa do acampamento, o qual espero que o ajude a não se perder nem ser engolido por monstros.</p>
<p>Estude bem estas páginas, porque suas próprias aventuras estão apenas começando. Que os deuses estejam com você, jovem semideus!</p>
<p>Um abraço afetuoso,</p>
<p>Rick Riordan (Escriba sênior, Acampamento Meio-Sangue)</p>
<p>_______________</p>
<p>Percy Jackson e a Quadriga Roubada</p>
<p>Eu estava no quinto tempo, na aula de ciências, quando ouvi sons vindos de fora.</p>
<p>SCRAUC! AU! SCRECH! EIA!</p>
<p>Era como se alguém estivesse sendo atacado por uma galinha possuída. E, acredite, essa é uma situação que já vivi. Ninguém mais pareceu notar o tumulto. Estávamos no laboratório, e todo mundo estava conversando, então, não foi difícil olhar pela janela enquanto fingia que lavava meu béquer.</p>
<p>Como eu suspeitava, havia uma garota no beco empunhando uma espada. Ela era alta e musculosa como uma jogadora de basquete, tinha cabelos castanhos oleosos e usava jeans, coturnos e jaqueta de brim. Estava golpeando um bando de pássaros pretos do tamanho de corvos. Havia penas presas a suas roupas em vários lugares. Um corte acima de seu olho esquerdo sangrava. Enquanto eu a observava, um dos pássaros lançou uma pena como se fosse uma flecha, que se alojou no ombro dela. Ela praguejou e tentou acertar o animal, mas ele voou para longe.</p>
<p>Infelizmente, reconheci a garota. Era Clarisse, minha antiga inimiga no acampamento para semideuses. Ela costumava passar o ano inteiro no Acampamento Meio-Sangue. Eu não tinha ideia do que Clarisse fazia no Upper East Side no meio de um dia de aula, mas, obviamente, ela estava com problemas. E não ia aguentar por muito mais tempo.</p>
<p>Fiz a única coisa que podia.</p>
<p>— Sra. White — chamei —, posso ir ao banheiro? Acho que vou vomitar.</p>
<p>Sabe quando os professores ensinam que as palavras mágicas são por favor? Isso não é verdade. A palavra mágica é vomitar. Ela tira você da sala de aula mais rápido do que qualquer outra coisa.</p>
<p>— Vá! — respondeu a sra. White.</p>
<p>Corri para a porta, tirando os óculos de proteção, as luvas e o avental do laboratório. Então saquei minha melhor arma: uma caneta esferográfica chamada Contracorrente.</p>
<p>Ninguém me parou nos corredores. Saí pelo ginásio. Cheguei ao beco a tempo de ver Clarisse acertar um pássaro demoníaco com a lateral da espada como numa rebatida de beisebol. O pássaro guinchou e voou para longe em espiral, batendo na parede de tijolos e escorregando para dentro de uma lixeira. Mesmo assim, ainda havia uma dúzia deles em volta dela.</p>
<p>— Clarisse! — gritei.</p>
<p>Ela me lançou um olhar furioso, descrente.</p>
<p>— Percy? O que você está fazendo&#8230;</p>
<p>Ela foi interrompida por uma saraivada de penas que zuniram sobre sua cabeça e espetaram-se na parede.</p>
<p>— Essa é a minha escola.</p>
<p>— Que sorte a minha — Clarisse resmungou, mas estava muito ocupada para reclamar mais.</p>
<p>Destampei minha caneta, que se tornou uma espada de bronze de um metro de comprimento, e entrei na batalha golpeando os pássaros e desviando as flechas com a lâmina. Juntos, Clarisse e eu atacamos e atingimos os pássaros até que todos fossem reduzidos a pilhas de penas no chão.</p>
<p>Nós dois respirávamos com dificuldade. Eu tinha alguns arranhões, mas nada além disso. Arranquei do meu braço uma pena. Ela não tinha me perfurado muito. Se não fosse venenosa, eu ficaria bem. Tirei um saquinho de ambrosia do bolso da jaqueta, onde sempre o mantinha para emergências, parti um pedaço ao meio e ofereci um pouco a Clarisse.</p>
<p>— Não preciso da sua ajuda — murmurou ela, mas pegou a ambrosia mesmo assim.</p>
<p>Engolimos alguns pedaços, mas não muitos, já que a comida dos deuses pode queimar até as cinzas se ingerida em excesso. Acho que é por isso que não há muitos deuses gordos. De qualquer forma, em poucos segundos nossos cortes e arranhões desapareceram.</p>
<p>Clarisse colocou sua espada na bainha e bateu a sujeira da jaqueta.</p>
<p>— Então&#8230; a gente se vê.</p>
<p>— Espere aí! — retruquei. — Você não pode ir embora assim.</p>
<p>— Claro que posso.</p>
<p>— O que está acontecendo? O que está fazendo fora do acampamento? Por que aqueles pássaros estavam perseguindo você?</p>
<p>Clarisse me empurrou, ou tentou me empurrar. Eu estava bastante acostumado com seus truques, então apenas dei um passo para o lado e deixei que ela passasse direto por mim.</p>
<p>— Vamos lá — insisti. — Você quase foi morta na minha escola. Isso agora virou assunto meu.</p>
<p>— Não virou, não!</p>
<p>— Deixe eu ajudar você.</p>
<p>Ela deu um breve suspiro. Senti que realmente queria me bater. Mas, ao mesmo tempo, havia desespero em seus olhos, como se ela estivesse com sérios problemas.</p>
<p>— São meus irmãos — começou ela. — Eles estão aprontando comigo.</p>
<p>— Ah — respondi, sem muita surpresa. Clarisse tinha muitos irmãos no Acampamento Meio-Sangue. Todos implicavam uns com os outros. Acho que isso era esperado, já que são filhos e filhas do deus da guerra, Ares. — Que irmãos? Sherman? Mark?</p>
<p>— Não — respondeu ela, parecendo assustada como eu nunca tinha visto. — Meus irmãos imortais. Phobos e Deimos.</p>
<p>Sentamos num banco do parque enquanto Clarisse me contava a história. Eu não estava muito preocupado em voltar para a escola. A sra. White chegaria à conclusão de que a enfermeira teria me mandado para casa, e o sexto tempo era aula de trabalhos manuais. O sr. Bell nunca fazia chamada.</p>
<p>— Então me deixe entender isso direito. Você pegou o carro do seu pai para dar uma volta e agora ele sumiu.</p>
<p>— Não é um carro — rosnou Clarisse. — É uma quadriga de guerra! E ele me disse que pegasse. É como&#8230; um teste. Eu deveria trazê-la de volta ao pôr do sol. Mas&#8230;</p>
<p>— Seus irmãos roubaram o carro de você.</p>
<p>— Roubaram a quadriga — corrigiu ela. — Normalmente, são eles que a guiam, entende? E não gostam que ninguém mais o faça. Então, roubaram a quadriga e me perseguiram com esses pássaros idiotas que disparam flechas.</p>
<p>— Os animais de estimação do seu pai?</p>
<p>Ela assentiu, chateada.</p>
<p>— Eles guardam o templo. De qualquer forma, se eu não encontrar a quadriga&#8230;</p>
<p>Parecia que ela estava prestes a ter um ataque de nervos. Eu não a culpo. Já vi seu pai, Ares, ficar irritado, e não foi uma visão agradável. Se Clarisse o decepcionasse, ele pegaria pesado com ela. Muito pesado.</p>
<p>— Vou ajudar você — ofereci.</p>
<p>- Por que faria isso? Eu não sou sua amiga — devolveu ela, irritada.</p>
<p>Não pude argumentar diante daquilo. Clarisse tinha agido mal comigo um milhão de vezes, mas, ainda assim, eu não gostava da ideia de ela ou qualquer outra pessoa estar na mira de Ares. Eu tentava descobrir como explicar isso a ela quando ouvimos uma voz masculina.</p>
<p>— Ah, olhe só. Acho que ela andou chorando!</p>
<p>Um garoto mais velho estava encostado num telefone público. Usava jeans surrado, camiseta preta e jaqueta de couro, e uma bandana cobria seus cabelos. Tinha uma faca presa ao cinto. Seus olhos eram da cor de chamas.</p>
<p>— Phobos. — Clarisse cerrou os punhos. — Onde está a quadriga, seu idiota?</p>
<p>— Você a perdeu — provocou ele. — Não pergunte a mim.</p>
<p>— Seu&#8230;</p>
<p>Clarisse desembainhou a espada e partiu para o ataque, mas Phobos desapareceu bem no meio do golpe e a lâmina acertou o poste do telefone público.</p>
<p>Ele apareceu no banco ao meu lado. Estava rindo, mas parou quando encostei a ponta de Contracorrente em sua garganta.</p>
<p>— É melhor você devolver aquela quadriga — eu disse a ele. — Antes que eu me irrite.</p>
<p>Phobos me olhou com desprezo e tentou parecer durão, ou tão durão quanto alguém pode ficar com uma espada na garganta.</p>
<p>— Quem é o seu namoradinho, Clarisse? Agora você precisa de ajuda para vencer suas batalhas?</p>
<p>— Ele não é meu namorado! — Com um puxão, Clarisse tirou sua espada do poste. — Não é nem meu amigo. Esse é Percy Jackson.</p>
<p>Algo mudou na expressão de Phobos. Ele pareceu surpreso, talvez até nervoso.</p>
<p>— O filho de Poseidon? Aquele que deixou papai furioso? Ah, isso é muito bom, Clarisse. Você está andando com um arqui-inimigo?</p>
<p>— Eu não estou andando com ele!</p>
<p>Os olhos de Phobos brilharam num vermelho bem vivo.</p>
<p>— Por favor, não! — gritou Clarisse. Ela golpeou o ar como se estivesse sendo atacada por insetos invisíveis.</p>
<p>— O que está fazendo com ela? — eu quis saber.</p>
<p>Clarisse se afastou para a rua, balançando sua espada furiosamente.</p>
<p>— Pare com isso! — eu disse a Phobos.</p>
<p>Apertei minha espada um pouco mais fundo em sua garganta, mas ele simplesmente sumiu, reaparecendo perto do telefone público.</p>
<p>— Não se anime tanto, Jackson — disse Phobos. — Só mostrei a ela aquilo de que ela tem medo.</p>
<p>O brilho desapareceu dos seus olhos.</p>
<p>Clarisse se curvou, respirando com dificuldade.</p>
<p>— Seu desgraçado — arfou ela. — Eu vou&#8230; eu vou pegar você.</p>
<p>Phobos se virou para mim.</p>
<p>— E quanto a você, Percy Jackson? O que você teme? Sabe, vou descobrir. Eu sempre descubro.</p>
<p>— Devolva a quadriga. — Tentei manter minha voz calma. — Enfrentei seu pai uma vez. Você não me assusta.</p>
<p>— Nada a temer além do medo em si. Não é o que dizem? — Phobos riu. — Bom, deixe eu contar um segredinho a você, meio-sangue. Eu sou o medo. Se você quer a quadriga, venha pegar. Está sobre as águas. Você vai encontrá-la onde vivem os animaizinhos selvagens, exatamente o tipo de lugar a que você pertence. — Ele estalou os dedos e desapareceu numa cortina de fumaça amarela.</p>
<p>Preciso dizer: conheci muitos deuses inferiores e monstros de que não gostei, mas Phobos ganhou o prêmio máximo. Não gosto de valentões. Nunca pertenci à turma dos populares da escola, então passei a maior parte da minha vida me defendendo de punks que tentavam amedrontar a mim e a meus amigos. A forma como Phobos riu de mim e fez Clarisse desmoronar só com o olhar&#8230; Queria dar uma lição nesse cara.</p>
<p>Ajudei Clarisse a se levantar. Seu rosto ainda estava coberto pelo suor.</p>
<p>— Agora você quer ajuda? — perguntei.</p>
<p>Pegamos o metrô preparados para novos ataques, mas ninguém nos incomodou. Enquanto viajávamos, Clarisse me falou sobre Phobos e Deimos.</p>
<p>— Eles são deuses inferiores — explicou ela. — Phobos é o medo. Deimos é o pânico.</p>
<p>— Qual é a diferença?</p>
<p>Ela deu de ombros.</p>
<p>— Deimos é maior e mais feio, eu acho. Ele é bom em enlouquecer multidões. Phobos é mais, digamos, pessoal. Ele consegue invadir a sua mente.</p>
<p>— É daí que vem a palavra fobia?</p>
<p>— Sim — resmungou ela. — Ele tem muito orgulho disso. Todas aquelas fobias nomeadas em homenagem a ele. O idiota.</p>
<p>— E por que eles não querem que você conduza a quadriga?</p>
<p>— Isso costuma ser um ritual apenas para os filhos homens de Ares, quando completam quinze anos. Eu sou a primeira menina a ter uma chance em muitos anos.</p>
<p>— Bom para você.</p>
<p>— Diga isso a Phobos e a Deimos. Eles me odeiam. Eu tenho de levar aquela quadriga de volta ao templo.</p>
<p>— Onde é o templo?</p>
<p>— Píer 86. O Intrepid.</p>
<p>— Ah.</p>
<p>Aquilo fazia sentido, pensei na hora. Na verdade, eu nunca estivera a bordo do antigo porta-aviões, mas sabia que era usado como uma espécie de museu militar. Provavelmente, estava cheio de armas e bombas e outros brinquedos perigosos. Exatamente o tipo de lugar que um deus da guerra gostaria de frequentar.</p>
<p>— Talvez tenhamos cerca de quatro horas antes do pôr do sol — supus. — Pode ser tempo suficiente, se acharmos a quadriga.</p>
<p>— Mas o que Phobos quis dizer com &#8220;sobre as águas&#8221;? Estamos numa ilha, pelo amor de Zeus. Pode estar em qualquer lugar!</p>
<p>— Ele disse alguma coisa sobre animais selvagens — lembrei. — Animaizinhos selvagens.</p>
<p>— Um zoológico?</p>
<p>Concordei. Um zoológico sobre as águas pode ser o do Brooklyn, ou talvez&#8230; algum lugar de difícil acesso, com pequenos animais selvagens. Algum lugar onde ninguém pensaria em procurar uma quadriga.</p>
<p>— Staten Island — sugeri. — Há um pequeno zoológico lá.</p>
<p>— Talvez — respondeu Clarisse. — Esse parece o tipo de lugar fora do comum em que Phobos e Deimos esconderiam alguma coisa. Mas se estivermos errados&#8230;</p>
<p>— Não temos tempo para estarmos errados.</p>
<p>Descemos na Times Square e pegamos o trem número 1 para o centro de Manhattan, em direção ao cais das barcas.</p>
<p>Embarcamos para Staten Island às três e meia da tarde, com um monte de turistas que lotavam as grades do deque superior, tirando fotografias conforme passávamos pela Estátua da Liberdade.</p>
<p>— Ele a esculpiu em homenagem à mãe — comentei, observando a estátua.</p>
<p>— Quem? — Clarisse olhou para mim com desdém.</p>
<p>— Bartholdi — respondi. — O cara que fez a Estátua da Liberdade. Ele era filho de Atena e projetou a estátua de forma que se parecesse com a mãe dele. Bom, foi o que Annabeth me contou.</p>
<p>Clarisse revirou os olhos. Annabeth era minha melhor amiga e tinha loucura por arquitetura e monumentos. Acho que, às vezes, sua fixação pelo assunto acabava me contaminando.</p>
<p>— Inútil — Clarisse considerou. — Se não ajuda você na batalha, é uma informação inútil.</p>
<p>Eu poderia ter discutido com ela, mas, logo em seguida, a barca se inclinou como se tivesse batido em uma rocha. Os turistas escorregaram, derrubando uns aos outros. Clarisse e eu corremos para a frente do barco. A água abaixo de nós começou a borbulhar. Então, a cabeça de uma serpente marinha emergiu na baía.</p>
<p>O monstro era, no mínimo, tão grande quanto o barco. Era cinza e verde, e possuía uma cabeça de crocodilo e dentes em formato de lâminas afiadas. Cheirava como&#8230; bom, como alguma coisa que tivesse acabado de sair do fundo das águas do porto de Nova York. Montado em seu pescoço, estava um garoto forte que usava uma armadura grega de cor preta. Seu rosto estava coberto de feias cicatrizes, e ele segurava uma lança.</p>
<p>— Deimos! — berrou Clarisse.</p>
<p>— Olá, irmã! — Seu sorriso era quase tão terrível quanto o da serpente. — Que tal uma brincadeira?</p>
<p>O monstro rugiu. Os turistas gritaram e se dispersaram. Não sei exatamente o que viram, a Névoa geralmente evita que mortais vejam monstros em sua forma verdadeira. Mas, seja lá o que tenham visto, deixou-os aterrorizados.</p>
<p>— Deixe-os em paz! — berrei.</p>
<p>— Ou o quê, filho do deus do mar? — Deimos desdenhou. — Meu irmão me disse que você é um banana! Além disso, eu amo pânico. Eu vivo em meio ao pânico!</p>
<p>Ele incitou a serpente a golpear a barca com a cabeça, e, com o impacto, ela espalhou água para trás. Alarmes dispararam. Passageiros se atropelaram ao tentar fugir. Deimos gargalhava de felicidade.</p>
<p>— Chega — murmurei. — Clarisse, agarre aqui.</p>
<p>— O quê?</p>
<p>— Agarre meu pescoço. Vamos dar uma volta.</p>
<p>Ela não protestou. Agarrou-se a mim e eu comecei a contar:</p>
<p>— Um, dois, três&#8230; pule!</p>
<p>Pulamos do deque superior direto para dentro da baía, mas ficamos embaixo d&#8217;água só por um instante. Senti o poder do oceano tomar conta de mim. Induzi a água a fazer um redemoinho em torno de nós, aumentando a velocidade até que surgíssemos no topo de uma tromba-d&#8217;água de dez metros de altura. Então nos conduzi diretamente ao monstro.</p>
<p>— Acha que consegue cuidar de Deimos? — berrei para Clarisse.</p>
<p>— Eu pego ele! — respondeu ela. — Só me faça descer dez metros.</p>
<p>Avançamos rapidamente em direção à serpente. Assim que ela expôs sua presa, desviei a tromba-d&#8217;água para o lado e Clarisse pulou. Ela foi de encontro a Deimos e os dois caíram na água.</p>
<p>A serpente veio atrás de mim. Rapidamente, virei a tromba-d&#8217;água para encará-la. Então, reuni todo o meu poder e induzi a água a subir cada vez mais.</p>
<p>— Uouuuu!</p>
<p>Milhões de litros de água salgada atingiram o monstro. Pulei em sua cabeça, destampei Contracorrente e cortei com toda a minha força o pescoço da criatura. O monstro rugiu. Sangue verde jorrou da ferida, e a serpente afundou nas ondas.</p>
<p>Mergulhei e observei a criatura enquanto ela recuava em direção ao mar aberto. Isto é bom nas serpentes marinhas: elas se tornam bebês gigantes quando estão feridas.</p>
<p>Clarisse emergiu perto de mim; cuspindo e tossindo. Nadei até ela e a agarrei.</p>
<p>— Você pegou Deimos?</p>
<p>Clarisse balançou a cabeça.</p>
<p>— O covarde desapareceu enquanto lutávamos. Mas tenho certeza de que o veremos de novo. E a Phobos também.</p>
<p>Os turistas ainda corriam em pânico pela barca, mas não havia sinais de ninguém ferido. O barco não parecia estar danificado. Decidi que não devíamos ficar ali. Segurei Clarisse pelo braço e fiz com que as ondas nos levassem para Staten Island.</p>
<p>No oeste, o sol se punha sobre a costa de Jersey. Nosso tempo se esgotava.</p>
<p>Eu nunca tinha passado muito tempo em Staten Island. Percebi que era maior do que eu imaginava e não muito divertida para caminhadas. As ruas seguiam trajetos confusos e tudo parecia ficar no alto. Eu estava seco (nunca me molho no oceano, a menos que eu queira), mas as roupas de Clarisse ainda pingavam. Ela deixava pegadas imundas pela calçada e o motorista do ônibus não nos deixou entrar.</p>
<p>— Não vamos conseguir chegar a tempo — observou ela.</p>
<p>— Pare de pensar assim. — Tentei parecer otimista, mas eu também começava a duvidar. Gostaria que tivéssemos tido reforços. Dois semideuses contra dois deuses inferiores já não era uma disputa justa, e eu não tinha certeza do que faríamos quando encontrássemos Phobos e Deimos ao mesmo tempo. Ficava relembrando o que Phobos tinha dito: &#8220;E quanto a você, Percy Jackson? O que você teme? Sabe, vou descobrir.&#8221;</p>
<p>Depois de nos arrastarmos até a metade da ilha, de passarmos por várias casas de subúrbio, algumas igrejas e um McDonald&#8217;s, finalmente avistamos uma placa em que se lia zoológico. Viramos a esquina e seguimos pela rua sinuosa com algumas árvores em um dos lados até que chegamos à entrada.</p>
<p>A senhora da bilheteria nos observou com olhar de suspeita, mas, graças aos deuses, eu tinha dinheiro suficiente para pagar nossas entradas.</p>
<p>Andamos pelo viveiro dos répteis e Clarisse parou de repente.</p>
<p>— Lá está ela.</p>
<p>Ela estava estacionada num cruzamento entre a fazendinha das crianças e o lago das lontras: uma enorme quadriga vermelha e dourada atrelada a quatro cavalos pretos. A quadriga era decorada com incrível riqueza de detalhes. Seria bonita se todas as imagens não mostrassem pessoas morrendo dolorosamente. Os cavalos soltavam fogo pelas narinas.</p>
<p>Famílias com carrinhos de bebês passavam ao lado da quadriga como se ela não existisse. Acho que a Névoa em torno dela devia estar muito forte, pois o único disfarce da quadriga era um bilhete escrito à mão colado no peito de um dos cavalos em que se lia veículo oficial do zoológico.</p>
<p>— Onde estão Phobos e Deimos? — sussurrou Clarisse, desembainhando sua espada.</p>
<p>Não os via em lugar algum, mas isso só podia ser uma armadilha.</p>
<p>Eu me concentrei nos cavalos. Normalmente, consigo falar com cavalos, já que meu pai os criou. Ei, cavalos, labaredas legais essas. Venham aqui!, chamei.</p>
<p>Um deles relinchou desdenhosamente. Certo, consegui entender seus pensamentos. Ele me chamou de alguns nomes que não posso repetir.</p>
<p>— Vou tentar pegar as rédeas — Clarisse avisou. — Os cavalos me conhecem, me dê cobertura.</p>
<p>— Tudo bem.</p>
<p>Eu não estava certo de como deveria dar cobertura a ela com a espada, mas mantive meus olhos bem abertos enquanto Clarisse se aproximava da quadriga. Ela andou em volta dos cavalos, quase na ponta dos pés. E congelou quando uma senhora passou com uma garotinha de uns três anos de idade.</p>
<p>— Cavalinho pegando fogo! — disse a menina.</p>
<p>— Não seja boba, Jessie — a mãe respondeu com uma voz confusa. — Isso é um veículo oficial do zoológico.</p>
<p>A garotinha tentou argumentar, mas a mãe agarrou sua mão e elas continuaram andando. Clarisse chegou perto da quadriga. A mão dela estava a quinze centímetros do arreio quando os cavalos empinaram, relinchando e soltando chamas. Phobos e Deimos apareceram na quadriga, os dois agora vestidos com negras armaduras de guerra. Phobos deu uma risada, seus olhos vermelhos brilhando. As feições assustadoras de Deimos pareciam ainda mais terríveis de perto.</p>
<p>— A caçada começou! — gritou Phobos. Clarisse tombou para trás enquanto ele chicoteava os cavalos e conduzia a quadriga diretamente para cima de mim.</p>
<p>Bom, agora eu gostaria de poder contar a vocês que cometi um ato heroico, como permanecer parado diante um grupo feroz de cavalos lança-chamas munido somente com a minha espada. Mas a verdade é que eu fugi. Pulei uma lata de lixo e uma grade, mas não houve meio de eu ser mais rápido que a quadriga. Ela foi de encontro à grade logo atrás de mim, escavando tudo pelo seu caminho.</p>
<p>— Percy, cuidado! — gritou Clarisse, como se eu precisasse que alguém me dissesse aquilo.</p>
<p>Saltei e pousei numa ilha de pedra no meio da área das lontras. Fiz com que a água formasse uma coluna para fora do lago e se jogasse sobre os cavalos, apagando temporariamente suas chamas e deixando-os confusos. As lontras não ficaram felizes com isso. Elas tagarelaram e gritaram, e entendi que era melhor sair da sua ilha bem rápido, antes que mamíferos marinhos enfurecidos começassem a me perseguir também.</p>
<p>Corri enquanto Phobos xingava e tentava controlar seus cavalos. Clarisse aproveitou a chance para pular nas costas de Deimos justamente quando ele começava a empunhar sua lança. Os dois saltaram da quadriga no momento em que ela tombou para a frente.</p>
<p>Pude ouvir Deimos e Clarisse começarem a lutar, espada contra espada. Mas eu não tinha tempo para me preocupar com isso porque Phobos estava me perseguindo novamente. Avancei rapidamente em direção ao aquário com a quadriga em meu encalço.</p>
<p>— Ei, Percy! — provocou Phobos. — Tenho uma coisa para você!</p>
<p>Olhei para trás e vi a quadriga derreter e os cavalos se transformarem em aço, envolvendo uns aos outros como se bonecos de barro estivessem sendo retrabalhados. A quadriga se remodelou em uma caixa preta de metal com a parte de baixo como a de um trator, uma pequena torre e um longo cano de arma. Um tanque de guerra. Reconheci por causa de uma pesquisa que tivera de fazer para a aula de história. Phobos dava risadas para mim do alto de um tanque da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p>— Diga &#8220;X&#8221;! — disse ele.</p>
<p>Rolei para o lado quando a arma disparou.</p>
<p>CA-BUUUM! Um quiosque de suvenires explodiu, e bichos de pelúcia, canecas de plástico e câmeras descartáveis voaram em todas as direções. Enquanto Phobos recarregava sua arma, eu me levantei e mergulhei no aquário.</p>
<p>Eu queria me cercar de água. Isso sempre aumentava meu poder. Além do mais, era possível que Phobos não conseguisse fazer a quadriga passar pela porta. Claro que, se ele explodisse tudo, não faria diferença&#8230;</p>
<p>Corri pelas salas iluminadas por uma estranha luz azul-clara vinda dos tanques de exposição de peixes. Sépias, peixes-palhaços e enguias, todos me encararam à medida que eu passava correndo por eles. Filho do deus do mar! Filho do deus do mar!, eu podia ouvir suas pequenas mentes sussurrarem. É ótimo quando lulas o consideram uma celebridade.</p>
<p>Parei no final do aquário para escutar. Não ouvi nada. E então&#8230; vrum, vrum. Um tipo diferente de motor.</p>
<p>Olhei sem acreditar quando Phobos apareceu pilotando uma Harley-Davidson. Eu já tinha visto aquela moto: seu tanque de combustível decorado com chamas, seus coldres com espingardas, seu assento de couro parecido com pele humana. Aquela era a mesma moto que Ares pilotava quando o vi pela primeira vez, mas nunca imaginei que ela era apenas outra forma para sua quadriga de guerra.</p>
<p>— Oi, perdedor — Phobos me cumprimentou puxando uma enorme espada da bainha. — Hora de ficar com medo.</p>
<p>Empunhei minha espada, determinado a encará-lo. Então, os olhos de Phobos incandesceram e cometi o erro de olhar dentro deles.</p>
<p>De repente, eu estava num lugar diferente. Era o Acampamento Meio-Sangue, meu lugar favorito em todo o mundo, e ele estava em chamas. A floresta pegava fogo. Saía fumaça dos chalés. As colunas gregas do pavilhão do refeitório haviam tombado e a Casa Grande era uma ruína ardente. Meus amigos, ajoelhados, imploravam. Annabeth, Grover e todos os outros campistas.</p>
<p>Salve a gente, Percy!, eles choramingavam. Faça a escolha!</p>
<p>Fiquei paralisado. Era o momento que sempre temi: a profecia que deveria ser cumprida quando eu completasse dezesseis anos. Eu teria de escolher entre salvar ou destruir o Monte Olimpo.</p>
<p>Agora chegara o momento e eu não tinha a menor ideia do que fazer. O acampamento queimava. Meus amigos me encaravam, pedindo ajuda. Meu coração estava disparado. Eu não podia me mover. E se eu fizesse a coisa errada?</p>
<p>Então, ouvi as vozes dos peixes do aquário.</p>
<p>Filho do deus do mar! Acorde!</p>
<p>Subitamente, senti o poder dos oceanos me dominar novamente, milhares de litros de água salgada e centenas de peixes tentavam chamar minha atenção. Eu não estava no acampamento. Era uma ilusão. Phobos me mostrara meu temor mais profundo.</p>
<p>Pisquei e vi a espada de Phobos vindo na direção da minha cabeça. Empunhei Contracorrente e bloqueei o golpe segundos antes que ele me partisse em dois.</p>
<p>Contra-ataquei e acertei Phobos no braço. Icor dourado, o sangue dos deuses, ensopou sua camisa.</p>
<p>Phobos rosnou e avançou sobre mim. Desviei facilmente. Sem o seu poder do medo, Phobos não era nada. Ele não era nem um guerreiro razoável. Eu o contive, golpeando seu rosto e deixando-lhe um corte na bochecha. Quanto mais irritado ele ficava, mais desajeitadamente agia. Eu não podia matá-lo. Ele era imortal. Mas não era possível saber disso levando em conta somente sua expressão. O deus do medo parecia amedrontado.</p>
<p>Finalmente, chutei-o contra a fonte de água. Sua espada foi parar no banheiro das mulheres. Agarrei-o pelos cordões da sua armadura e o levantei até a altura do meu rosto.</p>
<p>— Você vai desaparecer agora — ordenei. — Vai sair do caminho de Clarisse. E se eu o vir de novo, vou lhe dar uma cicatriz maior e num lugar muito mais doloroso!</p>
<p>Ele engoliu em seco.</p>
<p>— Haverá uma próxima vez, Jackson! — E se dissolveu numa fumaça amarela.</p>
<p>Eu me virei para o tanque de exposição de peixes.</p>
<p>— Valeu, pessoal!</p>
<p>Então, observei a moto de Ares. Eu nunca havia pilotado uma superpoderosa quadriga Harley-Davidson de guerra. Quão difícil poderia ser? Subi na moto, acionei a ignição e saí do aquário para ajudar Clarisse.</p>
<p>Não tive problemas para encontrá-la, apenas segui o rastro de destruição. Grades foram derrubadas e animais corriam livremente. Texugos e lêmures estavam explorando a pipoqueira. Um leopardo gordo espreguiçava-se num banco do parque, rodeado de penas de pombo.</p>
<p>Estacionei a moto próximo à fazendinha das crianças, e lá estavam Deimos e Clarisse na área das cabras. Clarisse estava de joelhos. Corri até ela, mas parei subitamente quando vi como Deimos havia mudado sua forma. Agora ele era Ares: o grande deus da guerra, usando couro preto e óculos de sol. Todo o seu corpo soltava fumaça furiosamente enquanto ele levantava o punho para Clarisse.</p>
<p>— Você me decepcionou de novo! — o deus da guerra elevou a voz. — Eu a avisei do que aconteceria!</p>
<p>Ele tentou acertá-la, mas Clarisse arrastou-se para longe.</p>
<p>— Não! Por favor! — clamou ela.</p>
<p>— Garota boba!</p>
<p>— Clarisse! — gritei. — Isso é uma ilusão. Enfrente-o!</p>
<p>A forma de Deimos vacilou.</p>
<p>— Eu sou Ares! — insistiu ele. — E você é uma garota desprezível! Eu sabia que você me decepcionaria. Agora vai sofrer minha ira.</p>
<p>Eu queria avançar e lutar com Deimos, mas, de alguma maneira, sabia que não podia ajudar. Clarisse precisava fazer isso. Esse era o seu maior medo. Ela teria de superá-lo sozinha.</p>
<p>— Clarisse — chamei. Ela se virou e eu tentei sustentar seu olhar. — Enfrente-o — eu disse. — Isso é só fachada. Levante-se!</p>
<p>— Eu&#8230; eu não consigo.</p>
<p>— Sim, você consegue. Você é uma guerreira. Levante!</p>
<p>Ela hesitou. E então começou a se erguer.</p>
<p>— O que está fazendo? — Ares elevou a voz. — Humilhe- se por misericórdia, garota!</p>
<p>Clarisse deu um breve suspiro.</p>
<p>— Não — disse ela, calmamente.</p>
<p>— o quê?</p>
<p>— Estou cansada de ser amedrontada por você. — Ela empunhou a espada.</p>
<p>Deimos atacou, mas Clarisse se desviou do golpe. Ela cambaleou, mas não caiu.</p>
<p>— Você não é Ares — afirmou ela. — Você não é nem mesmo um bom guerreiro.</p>
<p>Deimos rosnou de frustração. Ele atacou de novo, Clarisse estava preparada. Ela o desarmou e o atingiu no ombro, não tão profundamente, mas o suficiente para ferir mesmo um deus inferior.</p>
<p>Ele uivou de dor e começou a incandescer.</p>
<p>— Não olhe! — avisei a Clarisse.</p>
<p>Desviamos nossos olhos enquanto Deimos explodia em luz dourada, sua verdadeira forma divina, e desaparecia.</p>
<p>Estávamos sozinhos, exceto pelas cabras da fazendinha, que mordiscavam nossas roupas em busca de migalhas.</p>
<p>A moto se transformou novamente em uma quadriga puxada a cavalos.</p>
<p>Clarisse me observou cautelosamente. Ela limpou a palha e o suor do rosto.</p>
<p>— Você não viu isso. Você nunca viu nada disso.</p>
<p>Eu dei uma risada.</p>
<p>— Você se saiu bem.</p>
<p>Ela olhou para o céu, que ficava vermelho atrás das árvores.</p>
<p>— Suba na quadriga — disse ela. — Ainda temos uma longa viagem a fazer.</p>
<p>Alguns minutos depois, chegamos à estação das barcas de Staten Island e relembramos o óbvio: estávamos numa ilha. A barca não transporta carros. Ou quadrigas. Ou motos.</p>
<p>— Ótimo — resmungou Clarisse. — O que fazemos agora? Conduzimos essa coisa pela Ponte Verrazano?</p>
<p>Nós dois sabíamos que não havia tempo. Existiam pontes para o Brooklyn e para Nova Jersey, mas ambos os caminhos exigiriam horas para levar a quadriga de volta a Manhattan. Mesmo se conseguíssemos induzir as pessoas a pensarem que aquilo era um carro normal.</p>
<p>Então, tive uma ideia.</p>
<p>— Vamos pegar um caminho direto.</p>
<p>— O que você quer dizer? — Clarisse franziu as sobrancelhas.</p>
<p>Fechei os olhos e comecei a me concentrar.</p>
<p>— Siga em frente. Vá!</p>
<p>Clarisse estava tão desesperada que não hesitou. Ela gritou &#8220;Eia!&#8221; e chicoteou os cavalos. Eles avançaram em direção à água. Imaginei o oceano se tornando sólido, as ondas se transformando numa superfície firme até Manhattan. A quadriga de guerra bateu na arrebentação, a respiração ardente dos cavalos espalhava fumaça ao nosso redor. Andamos por cima das ondas diretamente até o porto de Nova York.</p>
<p>Chegamos ao Píer 86 bem no momento em que o céu ganhava a cor roxa. O USS Intrepid, templo de Ares, era uma enorme parede cinza de metal diante de nós, a pista de decolagem pontilhada de aeronaves e helicópteros. Estacionamos a quadriga na rampa e descemos dela. Pelo menos uma vez eu me sentia feliz por estar em terra firme. Concentrar-me em manter a quadriga sobre as ondas foi uma das coisas mais difíceis que já fiz. Eu estava exausto.</p>
<p>— É melhor eu sair daqui antes que Ares chegue — eu disse.</p>
<p>Clarisse concordou.</p>
<p>— Ele provavelmente mataria você assim que o visse.</p>
<p>— Parabéns — cumprimentei-a. — Acho que você passou no seu teste de direção.</p>
<p>Ela enrolou as rédeas na mão.</p>
<p>— Sobre aquilo que você viu, Percy. Aquilo de que eu tenho medo, quer dizer&#8230;</p>
<p>— Não vou contar a ninguém.</p>
<p>Ela me olhou com desconforto.</p>
<p>— Phobos assustou você?</p>
<p>— Sim. Vi o acampamento em chamas. Todos os meus amigos imploravam por ajuda, e eu não sabia o que fazer. Por um instante, não consegui me mover. Eu estava paralisado. Sei como você se sentiu.</p>
<p>Ela baixou os olhos.</p>
<p>— Eu, hum&#8230; acho que eu devo dizer&#8230; — As palavras pareciam estar presas na sua garganta. Não tinha certeza se algum dia na sua vida Clarisse dissera &#8220;obrigada&#8221;.</p>
<p>— Não precisa se incomodar — eu disse.</p>
<p>Comecei a me afastar, mas ela me chamou.</p>
<p>— Percy?</p>
<p>— Sim?</p>
<p>— Quando você, hum&#8230; teve aquela visão com seus amigos&#8230;</p>
<p>— Você era um deles — dei minha palavra. — Só não conte a ninguém, está bem? Ou vou ter de matar você.</p>
<p>Um sorriso fraco passou pelo rosto de Clarisse.</p>
<p>— A gente se vê.</p>
<p>— A gente se vê.</p>
<p>Eu me encaminhei para o metrô. Aquele tinha sido um longo dia, e eu estava pronto para voltar para casa.</p>
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		<title>Pai Rico, Pai Pobre</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 18:49:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1824/livros/pai-rico-pai-pobre/">Pai Rico, Pai Pobre</a></p><p>Trecho do Livro: Pai Rico, Pai Pobre Autores: Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter Editora: Campus ISBN: 9788535206234 Confira o preço no Submarino ou na Livraria Cultura Tive dois pais, um rico e outro pobre. Um era muito instruído e inteligente; tinha o Ph.D. e fizera um curso universitário de graduação, com duração de [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1824/livros/pai-rico-pai-pobre/">Pai Rico, Pai Pobre</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Pai Rico, Pai Pobre</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/08/pai-rico-pai-pobre-100.jpg?25a3a7" border="0" alt="Pai Rico Pai Pobre" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
Autores: Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter<br />
Editora: Campus<br />
ISBN: 9788535206234</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <strong>Confira o preço</strong> no <a title="Submarino" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/busca?q=Pai+Rico+Pai+Pobre&amp;dep=1&amp;franq=279991" target="_blank"><strong>Submarino</strong></a> ou na <a title="Livraria Cultura" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4413&amp;tipo=2&amp;isbn=9788535206234" target="_blank"><strong>Livraria Cultura</strong></a></p>
<p>Tive dois pais, um rico e outro pobre. Um era muito instruído e inteligente; tinha o Ph.D. e fizera um curso universitário de graduação, com duração de quatro anos, em menos de dois. Foi então para a Universidade de Stanford, para a Universidade de Chicago e para a Northwestern University, sempre com bolsa de estudos. O outro pai nunca concluiu o segundo grau.</p>
<p>Ambos foram homens bem-sucedidos em suas carreiras e trabalharam arduamente durante toda a vida. Ambos auferiam rendas consideráveis. Contudo, um sempre enfrentou dificuldades financeiras. O outro se tornou o homem mais rico do Havaí. Um morreu deixando milhões de dólares para sua família, para instituições de caridade e para sua igreja. O outro deixou contas a pagar.</p>
<p>Ambos eram homens fortes, carismáticos e influentes. Ambos me ofereceram conselhos, mas não aconselharam as mesmas coisas. Ambos acreditavam firmemente na instrução mas não sugeriram os mesmos estudos.</p>
<p>Se eu tivesse tido um único pai, teria tido que aceitar ou rejeitar seus conselhos. Tendo dois, tive a escolha entre pontos de vista contrastantes; a visão de um homem rico e a visão de um homem pobre.</p>
<p>Em vez de aceitar ou rejeitar simplesmente um desses pontos de vista, me descobri pensando mais, comparando-os e escolhendo por mim mesmo.</p>
<p>O problema é que o homem rico ainda não era rico e o homem pobre ainda não era pobre. Ambos estavam no início de suas carreiras e lutavam por dinheiro e pela família. Mas tinham idéias muito diferentes sobre o dinheiro.</p>
<p>Por exemplo, um dos pais dizia: &#8220;O amor ao dinheiro é a raiz de todo mal.&#8221; O outro: &#8220;A falta de dinheiro é a raiz de todo mal.&#8221;</p>
<p>Quando garoto, a influência de dois pais, ambos homens fortes, era uma situação complicada. Eu queria ser um bom filho e ouvia, mas os dois pais não falavam a mesma língua. O contraste entre suas idéias, especialmente no que se referia ao dinheiro, era tão extremo que eu ficava curioso e intrigado. Comecei a pensar profundamente sobre o que cada um deles dizia.</p>
<p>Muito do meu tempo era gasto refletindo, fazendo-me perguntas como &#8220;Por que ele fala isso?&#8221;, a respeito das afirmações dos pais. Teria sido muito mais simples falar &#8220;Sim, ele está certo. Concordo com isso&#8221;. Ou simplesmente rejeitar o ponto de vista dizendo &#8220;O velho não sabe do que está falando&#8221;. Porém, tendo dois pais que eu amava, fui forçado a pensar e a escolher um dos caminhos por mim mesmo. Esse processo de escolher por mim mesmo se mostrou muito valioso no longo prazo, não se tratou simplesmente da aceitação ou da rejeição de um único ponto de vista.</p>
<p>Uma das razões pelas quais os ricos ficam mais ricos, os pobres, mais pobres e a classe média luta com as dívidas é que o assunto dinheiro não é ensinado nem em casa nem na escola. Muitos de nós aprendemos sobre o dinheiro com nossos pais. O que pode dizer um pai pobre a respeito do dinheiro para seu filho? Ele diz simplesmente: &#8220;Fique na escola e estude muito.&#8221; O filho pode se formar com ótimas notas; mas com uma programação financeira e uma mentalidade de pessoa pobre. Isso foi aprendido pelo filho em sua tenra idade.</p>
<p>O dinheiro não é ensinado nas escolas. As escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais mas não nas habilidades financeiras. Isso explica por que médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda a sua vida. Nossa impressionante dívida nacional se deve em boa medida a políticos e funcionários públicos muito instruídos que tomam decisões financeiras com pouco ou nenhum treinamento na área do dinheiro.</p>
<p>Muitas vezes penso no novo milênio e imagino o que acontecerá quando houver milhões de pessoas precisando de assistência financeira e médica. Eles se tornarão dependentes do apoio financeiro de suas famílias ou do governo. O que acontecerá quando o Medicare e a Seguridade Social ficarem sem dinheiro? Como uma nação sobreviverá se ensinar sobre dinheiro continuar sendo tarefa dos pais — cuja maioria será ou já é pobre?</p>
<p>Como tive dois pais a me influenciar, aprendi com ambos. Tive que refletir sobre os conselhos de cada um deles e ao fazê-lo percebi o poder e o impacto dos nossos pensamentos sobre nossa própria vida. Por exemplo, um pai costumava falar &#8220;Não dá para comprar isso&#8221;. O outro proibia o uso dessas palavras. Insistia em que eu falasse: &#8220;O que posso fazer para comprar isso?&#8221;</p>
<p>Num caso temos uma afirmação, no outro uma pergunta. Um deixa você sem alternativa, o outro obriga você a refletir. Meu pai-que-logo-ficaria-rico explicava que ao falar automaticamente &#8220;Não dá para comprar isso&#8221; seu cérebro pára de trabalhar. Ao perguntar &#8220;O que posso fazer para comprar isso?&#8221;, você mantém seu cérebro trabalhando. Ele não estava dizendo que comprasse tudo o que desejasse. Ele incentivava fanaticamente que exercitasse minha mente, o computador mais poderoso do mundo. &#8220;Meu cérebro fica mais forte a cada dia porque eu o exercito. Quanto mais forte fica, mais dinheiro ganho.&#8221; Ele acreditava que repetir mecanicamente &#8220;Não dá para comprar isso&#8221; era um sinal de preguiça mental.</p>
<p>Embora ambos os pais trabalhassem com afinco, observei que um deles tinha o hábito de pôr seu cérebro a dormir quando o assunto era dinheiro e o outro tinha o costume de exercitar seu cérebro. O resultado era que, ao longo do tempo, um dos pais ficava mais forte financeiramente, e o outro enfraquecia. Isso não é muito diferente do que ocorre quando uma pessoa faz exercícios físicos regulares enquanto a outra senta no sofá e fica assistindo à televisão. O exercício físico adequado aumenta suas chances de ter boa saúde, e o exercício mental adequado aumenta suas chances de ficar rico. A preguiça reduz tanto a saúde quanto a riqueza.</p>
<p>Meus dois pais tinham atitudes mentais diferentes. Um acreditava que os ricos deviam pagar mais impostos para atender os menos afortunados. O outro dizia: &#8220;Os impostos punem os que produzem e recompensam os que não produzem.&#8221;</p>
<p>Um dos pais recomendava: &#8220;Estude arduamente para poder trabalhar em uma boa empresa.&#8221; O outro falava: &#8220;Estude arduamente para poder comprar uma boa empresa.&#8221;</p>
<p>Um dos pais dizia: &#8220;Não sou rico porque tenho filhos.&#8221; O outro: &#8220;Tenho que ser rico por causa de vocês, meus filhos.&#8221;</p>
<p>Um incentivava as conversas sobre dinheiro e negócios na hora do jantar. O outro proibia que se falasse do assunto durante as refeições.</p>
<p>Um dizia: &#8220;Em questões de dinheiro seja cuidadoso, não se arrisque.&#8221; O outro: &#8220;Aprenda a administrar o risco.&#8221;</p>
<p>Um recomendava: &#8220;Nossa casa é nosso maior investimento e nosso maior patrimônio.&#8221; O outro: &#8220;Minha casa é uma dívida e se sua casa for seu maior investimento, você terá problemas.&#8221;</p>
<p>Ambos os pais pagavam suas contas no prazo, mas um deles pagava suas contas em primeiro lugar enquanto o outro as deixava para a última hora.</p>
<p>Um deles acreditava que a empresa ou o governo deveria cuidar de você e de suas necessidades. Estava sempre preocupado com aumentos salariais, planos de aposentadoria, benefícios médicos, licenças de saúde, férias e outros benefícios. Ele ficava impressionado com dois de seus tios que foram para o exército e se aposentaram com vários benefícios após vinte anos de serviço ativo. Ele adorava a idéia de assistência médica e serviços de reembolso de alimentos que os militares ofereciam a seus aposentados. Ele também se empolgava com as cátedras vitalícias do sistema universitário. A idéia de estabilidade no emprego e benefícios trabalhistas lhe parecia às vezes mais importante do que o próprio emprego. Dizia freqüentemente: &#8220;Trabalhei muito para o governo, mereço essas mordomias.&#8221;</p>
<p>O outro pai acreditava na total auto-suficiência financeira. Ele sempre se manifestava contra a mentalidade dos &#8220;direitos&#8221; e falava que isso estava criando pessoas fracas e financeiramente necessitadas. Ele dava muita ênfase à competência financeira.</p>
<p>Um dos pais lutava para poupar alguns poucos dólares. O outro simplesmente criava investimentos.</p>
<p>Um pai me ensinou a escrever um currículo impressionante para que eu pudesse encontrar um bom emprego. O outro me ensinou a fazer sólidos planos financeiros e de negócios de modo que eu pudesse criar empregos.</p>
<p>Ter dois pais fortes me proporcionou o luxo de observar o impacto de diferentes formas de pensar sobre a própria vida. Observei que as pessoas moldam suas vidas por meio de seus pensamentos.</p>
<p>Por exemplo, meu pai pobre sempre me dizia: &#8220;Nunca vou ficar rico.&#8221; E isso acabou acontecendo. Meu pai rico, por outro lado, sempre se referia a si próprio como sendo rico. Ele dizia coisas como: &#8220;Sou um homem rico e pessoas ricas não fazem isto.&#8221; Mesmo que estivesse totalmente quebrado após um revés financeiro, ele continuava a se considerar um homem rico. Ele se justificava dizendo: &#8220;Há uma diferença entre ser pobre e estar quebrado. Estar quebrado é algo temporário, ser pobre é algo eterno.&#8221;</p>
<p>Meu pai pobre dizia: &#8220;Não ligo para dinheiro&#8221; ou &#8220;O dinheiro não é importante.&#8221; Meu pai rico sempre dizia: &#8220;Dinheiro é poder.&#8221;</p>
<p>O poder de nossos pensamentos nunca poderá ser medido ou avaliado, mas desde jovem se tornou óbvio para mim a tomada de consciência de meus pensamentos e da forma como me expressava. Observei que meu pai pobre não era pobre por causa do dinheiro que ganhava, que era bastante, mas por causa de seus pensamentos e ações. Quando garoto, tendo dois pais, me tornei consciente de que deveria ser cuidadoso com os pensamentos que decidisse adotar como meus. A quem ouviria — a meu pai rico ou a meu pai pobre?</p>
<p>Embora ambos tivessem um enorme respeito pela educação e pelo aprendizado, eles discordavam quanto ao que era importante aprender. Um queria que eu estudasse arduamente, me formasse e conseguisse um bom emprego para trabalhar pelo dinheiro. Ele queria que eu estudasse para me tornar um profissional, um advogado ou um contador, ou que fosse para uma faculdade de administração para obter um MBA. O outro me incentivava a estudar para ficar rico, para entender como funciona o dinheiro e para aprender como fazê-lo trabalhar para mim. &#8220;Não trabalho por dinheiro&#8221;, costumava repetir uma e outra vez. &#8220;O dinheiro trabalha para mim.&#8221;</p>
<p>Com nove anos de idade resolvi ouvir e aprender com meu pai rico tudo sobre dinheiro. Optei por não dar ouvidos a meu pai pobre, mesmo que fosse ele quem possuísse todos os títulos universitários.</p>
<p>Ao escolher não dar atenção aos conselhos e atitudes quanto a dinheiro de meu pai muito instruído, tomei uma decisão dolorosa, mas foi uma decisão que determinou o resto de minha vida.</p>
<p>Com a decisão de quanto a quem dar ouvidos, teve início minha educação sobre dinheiro. Meu pai rico me deu lições ao longo de um período de trinta anos, até que cheguei aos 39 anos de idade. Suas lições pararam quando ele percebeu que eu conhecia e entendia plenamente o que ele estava tentando martelar na minha cabeça, às vezes, bastante dura.</p>
<p>O dinheiro é uma forma de poder. Mais poderosa ainda, entretanto, é a instrução financeira. O dinheiro vem e vai, mas se você tiver sido educado quanto ao funcionamento do dinheiro, você adquire poder sobre ele e pode começar a construir riqueza. O motivo pelo qual o simples pensamento positivo não funciona é porque a maioria das pessoas foi à escola e nunca aprendeu como o dinheiro funciona, e assim passam suas vidas trabalhando pelo dinheiro.</p>
<p>Como comecei com apenas nove anos, as lições que meu pai rico me ensinou foram simples. E quando tudo foi dito e tudo foi feito, encontramos apenas seis lições, repetidas ao longo de trinta anos. Este livro trata dessas seis lições, expostas da maneira mais simples possível, da forma como meu pai rico as passou para mim. Estas lições não pretendem ser respostas e sim marcos. Marcos que ajudarão você e seus filhos a enriquecerem, não importa o que aconteça em um mundo de crescente mudança e incerteza.</p>
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		<title>100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma</title>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 03:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1460/livros/100-dicas-infaliveis-para-emagrecer-e-se-manter-em-forma/">100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma</a></p><p>Trecho do Livro: 100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma Autor: Dr. Fred A. Stutman Editora: Sextante ISBN: 9788575425503 Confira o preço no Submarino ou na Livraria Cultura Sou médico há bastante tempo e já perdi a conta dos pacientes que me procuram em busca de conselhos para emagrecer e manter o [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1460/livros/100-dicas-infaliveis-para-emagrecer-e-se-manter-em-forma/">100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: 100 Dicas Infalíveis para Emagrecer e se Manter em Forma</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/05/100-dicas-para-emagrecer.jpg?25a3a7" border="0" alt="100 Dicas para Emagrecer" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
Autor: Dr. Fred A. Stutman<br />
Editora: Sextante<br />
ISBN: 9788575425503</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <strong>Confira o preço</strong> no <a title="Submarino" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21811415/?franq=279991" target="_blank"><strong>Submarino</strong></a> ou na <a title="Livraria Cultura" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4413&amp;tipo=2&amp;isbn=9788575425503" target="_blank"><strong>Livraria Cultura</strong></a></p>
<p>Sou médico há bastante tempo e já perdi a conta dos pacientes que me procuram em busca de conselhos para emagrecer e manter o peso. Eles sempre me perguntam se recomendo a dieta que está na moda naquele momento &#8211; todos querem encontrar uma espécie de solução mágica para o problema do sobrepeso e da obesidade.</p>
<p>Minha resposta tem sido a mesma ao longo desses anos: “Coma menos e se exercite mais.” É uma fórmula simples, porém quem faz dieta costuma querer algo mais radical, como o regime da moda, que, em teoria, proporciona uma rápida perda de peso. Pesquisando diversos programas de emagrecimento e tópicos nutricionais, levantei dados científicos que embasam a dieta alimentar e a nutrição e os transformei em dicas fáceis de seguir. Essas sugestões estão divididas pelas áreas mais comuns de interesse.</p>
<p>Portanto, este é um livro muito versátil, um guia para o sucesso, independentemente do caminho que você prefira seguir. Leia-o do início ao fim para ter uma noção geral dos hábitos alimentares saudáveis e da prática de exercícios. Ou se concentre nos aspectos do emagrecimento que são mais difíceis para você ou sobre os quais deseja obter mais informações. Para aumentar a sua motivação, experimente ler uma dica por dia e incorporá-la ao seu cardápio ou à sua programação de atividades diárias.</p>
<p>Use as sugestões fáceis, saborosas e saudáveis de lanches e refeições que apresento aqui para emagrecer com facilidade e manter o peso ideal com segurança, sem as ameaças à saúde ocultas nas perigosas dietas da moda, como aquelas que são pobres em carboidratos. Destaco a caminhada como a melhor e mais eficiente modalidade de atividade física. Além disso, ela não apresenta os riscos das opções que exigem maior esforço físico. Até mesmo as pessoas que têm um cotidiano atribulado encontram muitas maneiras de encaixar esse exercício em sua rotina. Por exemplo, parar o carro na última vaga do estacionamento e subir pela escada em vez de usar o elevador contribui para a queima de calorias. De forma geral, a caminhada beneficia quem é muito ocupado para fazer dieta ou se exercitar.</p>
<p>Combinadas, essas dicas formam um conjunto prático de medidas fundamentais que vão ajudar você a emagrecer, adquirir condicionamento físico e desenvolver hábitos alimentares saudáveis. Escolha aquelas que são mais apropriadas ao seu estilo de vida.</p>
<p>Todas as sugestões apresentadas neste livro foram rigorosamente pesquisadas com o objetivo de comprovar sua autenticidade em termos médicos. São seguras, eficazes e proporcionam um método de emagrecimento único e fácil de seguir. Você não será vítima do efeito sanfona e, o mais importante, será mais saudável; portanto, é provável que viva mais. Além disso, se sentirá melhor, mais jovem e mais disposto. Cada dica que seguir o ajudará a emagrecer. Os quilos perdidos não voltarão, pois você terá adotado bons hábitos alimentares e estará se exercitando com regularidade &#8211; duas práticas que podem ser mantidas pelo resto da vida.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Tudo o que você precisa saber sobre calorias e carboidratos</p>
<p>Dica 1. Acredite: as calorias contam<br />
Dica 2. Conheça um método simples de emagrecimento<br />
Dica 3. Adote maneiras rápidas e fáceis de cortar calorias<br />
Dica 4. Evite os maus carboidratos<br />
Dica 5. Conte as calorias, não os carboidratos<br />
Dica 6. Concentre-se nos carboidratos complexos<br />
Dica 7. Emagreça com os bons carboidratos<br />
Dica 8. Experimente carboidratos saudáveis e saborosos</p>
<p>DICA 1</p>
<p>Acredite: as calorias contam</p>
<p>Apesar do que dizem as dietas da moda, não existe uma fórmula mágica para emagrecer. Talvez você obtenha sucesso seguindo diversos regimes alimentares. No entanto, a única maneira de perder peso é fazer com que o número de calorias ingeridas seja menor do que o número de calorias queimadas. Para se manter sempre em forma, coma alimentos saudáveis e nutritivos e livre-se das calorias extras praticando exercícios.</p>
<p>Um estudo publicado no Journal of American Medicine em abril de 2003 revelou que o melhor meio de emagrecer é manter o consumo calórico diário em um nível mais baixo durante um longo período. A única &#8211; e a mais saudável &#8211; dieta de emagrecimento que você pode seguir para ter saúde e permanecer em forma é a que estabelece uma alimentação com pouca gordura, muitas fibras e quantidades moderadas de proteína e de carboidratos complexos. Com ela, você não estará exposto a efeitos colaterais perigosos nem sentirá fome. Além disso, conservará o peso ideal e terá os benefícios de um programa alimentar balanceado e nutritivo.</p>
<p>Tornando seu prato mais pobre em gordura e rico em fibras, você terá menos chance de apresentar problemas cardíacos, hipertensão, derrame e diversos tipos de câncer. Essa alimentação é, por natureza, uma dieta de baixa caloria disfarçada. E o melhor é que ela dá certo e continua a funcionar enquanto é seguida. Esse é um plano alimentar que você pode seguir pelo resto da vida se desejar emagrecer, manter o peso ideal, ter saúde, obter condicionamento físico e viver por mais tempo &#8211; adotando uma dica de cada vez.</p>
<p>DICA 2</p>
<p>Conheça um método simples de emagrecimento</p>
<p>Uma técnica fácil para emagrecer é ingerir menos 300 calorias por dia e aumentar o nível de atividade física para queimar 200 calorias diariamente. Isso corresponde a uma perda diária de 500 calorias. Como 3.500 calorias equivalem a cerca de 500g de gordura, você conseguirá perder em torno de meio quilo por semana com pouco ou nenhum esforço. O cálculo é o seguinte: consuma 300 calorias a menos por dia e queime 200 calorias extras com atividades físicas, como caminhadas. Isso lhe permitirá perder 500 calorias por dia, sete dias por semana (500 x 7 = 3.500 calorias). Se você ingerir 500 calorias a menos sem aumentar o nível de atividade física, ainda assim perderá meio quilo por semana (500 calorias eliminadas da dieta x 7 dias = 3.500 calorias, ou meio quilo a menos). Pense, então, nas possibilidades de emagrecimento que você terá se reduzir a ingestão calórica diária e passar a se exercitar ainda mais.</p>
<p>A perda de peso lenta e estável proporcionada por ajustes na ingestão de calorias é a maneira mais segura e eficiente de emagrecer e se manter em forma pelo resto da vida. Esse método permite que você se habitue a uma mudança permanente em seus hábitos alimentares, enquanto a prática regular de exercícios condiciona seu corpo a realizar atividades físicas todos os dias para obter a sensação de bem-estar. Parece simples? E é.</p>
<p>DICA 3</p>
<p>Adote maneiras rápidas e fáceis de cortar calorias</p>
<p>Veja a seguir dicas para cortar calorias sem nem mesmo perceber:</p>
<p>&#8211; Substitua o leite integral pela mesma quantidade de leite desnatado. Opte também por adicionar leite desnatado ao café ou ao cappuccino.</p>
<p>&#8211; Use mostarda, ketchup ou maionese light no lugar da maionese comum em saladas e sanduíches.</p>
<p>&#8211; Se você não consegue resistir à batata frita, tente dividir uma pequena porção com um amigo ou coma apenas três ou quatro batatinhas.</p>
<p>&#8211; Uma boa maneira de cortar calorias e carboidratos refinados dos sanduíches é retirar o miolo do pão antes de acrescentar a margarina ou requeijão e os demais ingredientes.</p>
<p>&#8211; Corte uma fatia de pizza ao meio e guarde o restante para comer mais tarde.</p>
<p>&#8211; Preste muita atenção nos tamanhos das porções tanto em lanchonetes quanto em restaurantes. Use as sugestões a seguir para comer menos nesses lugares. Por exemplo:</p>
<p>– 1/2 xícara de cereal ou de massa cozida equivale a uma porção. Os restaurantes, porém, servem uma quantidade quase três vezes maior do que essa como se fosse apenas uma porção &#8211; e antes da adição do molho.</p>
<p>– Uma panqueca ou waffle pequeno feito em casa corresponde a uma porção. Nos restaurantes, entretanto, uma panqueca grande equivale a cerca de duas porções e meia.</p>
<p>– Ao pedir uma salada, tempere-a com molhos light, que têm 1/3 das calorias dos molhos comuns. Se não for possível, opte por azeite de oliva e vinagre. Peça o molho à parte para controlar a quantidade.</p>
<p>&#8211; Verifique sempre os tamanhos das porções de qualquer alimento industrializado que você comprar. Em geral, as pessoas acreditam que um pacote desses produtos equivale a uma porção, quando, na verdade, ele pode conter várias porções.</p>
<p>&#8211; Tome cuidado com os alimentos industrializados feitos com gorduras do tipo trans. Esse tipo de gordura, que é muito prejudicial à saúde, pode estar discriminado no rótulo da embalagem como gordura “hidrogenada” ou “parcialmente hidrogenada”.</p>
<p>&#8211; No restaurante, antes mesmo de começar a comer, peça ao garçom que embrulhe metade da refeição para viagem. Se você esperar para fazer isso quando já a estiver saboreando, acabará comendo mais do que queria, e a quantidade de calorias ingeridas irá para a estratosfera.</p>
<p>&#8211; Substitua o queijo comum por queijos com pouca ou nenhuma gordura. Queijo de cabra light, queijo feta, mozarela light e ricota são boas opções.</p>
<p>&#8211; Retire toda a pele e toda a gordura visível das carnes de aves e da carne vermelha antes de prepará-las.</p>
<p>&#8211; Evite tomar refrigerantes comuns, chás e sucos adoçados. Para acompanhar os lanches, beba chás e café descafeinados, refrigerantes diet ou sucos frescos de laranja e de grapefruit. (Se for tomar suco de tomate em lata, use a versão com pouco sódio.) O melhor, no entanto, é tornar a água a sua bebida favorita.</p>
<p>&#8211; Faça as refeições com calma. Sirva-se de porções pequenas, coma devagar e mastigue bem os alimentos. Faça pausas durante a refeição. Isso permite que o organismo tenha tempo de se sentir saciado e impede que você consuma calorias desnecessárias.</p>
<p>DICA 4</p>
<p>Evite os maus carboidratos</p>
<p>Todos os carboidratos que ingerimos são transformados em açúcar (glicose), que as células do corpo usam como combustível. Quando as moléculas de glicose passam dos intestinos para a corrente sanguínea, o pâncreas (glândula situada na parte posterior do estômago) produz o hormônio insulina, que avisa as células de que elas devem absorver a glicose. Assim que as células (da pele, dos órgãos internos, dos tecidos, dos músculos, de gordura e outras) assimilam a glicose, os níveis de insulina no sangue voltam ao normal.</p>
<p>O principal fator que diferencia os bons carboidratos dos maus carboidratos é a velocidade com que esses alimentos são convertidos em açúcar no intestino e absorvidos pela corrente sanguínea. Esse fator é conhecido como índice glicêmico (IG). Os alimentos que apresentam um IG alto são considerados maus carboidratos. Entre eles estão: arroz branco, farinha de trigo branca refinada e altamente processada (usada na confecção de pães, massas, produtos de confeitaria, panquecas, waffles, etc.); sucos de frutas, refrigerantes açucarados e isotônicos; bolos, tortas, sorvetes, biscoitos recheados, doces e a maioria das sobremesas; batatas chips; bolachas salgadas; e algumas hortaliças (milho e batata-inglesa).</p>
<p>Os maus carboidratos são rapidamente convertidos em glicose no intestino e absorvidos muito depressa pela corrente sanguínea. Esse súbito aumento nos níveis de açúcar no sangue causa uma brusca elevação nas taxas de insulina. Por conta da alta produção desse hormônio, a glicose cai depressa, privando os tecidos orgânicos e o cérebro de energia. Em resposta, o cérebro envia sinais de fome para que a pessoa faça logo outra refeição e restaure as taxas de glicose. Esse círculo vicioso provoca um consumo exagerado de calorias, o que acarreta um aumento excessivo do peso.</p>
<p>Os elevados níveis de insulina necessários para que as células sejam abastecidas de açúcar inibem também a produção de um hormônio chamado glucagon, que orienta as células adiposas a queimar o combustível estocado quando as taxas de glicose estão abaixo do nível crítico. Com a redução da taxa desse hormônio, as células adiposas passam, então, a armazenar mais gordura em vez de usá-la para gerar energia. Assim, quanto menos energia é produzida, mais gordura é acumulada.</p>
<p>Além de promover o aumento excessivo de peso, a ingestão exagerada de alimentos com IG alto pode desencadear graves problemas de saúde. Quando, em resposta ao consumo desse tipo de alimento, o pâncreas secreta insulina em excesso repetidas vezes, as células que a produzem podem entrar em exaustão e fabricá-la numa quantidade cada vez menor. Muitas vezes, isso causa diabetes e resistência à insulina, distúrbio em que os tecidos do organismo não reagem satisfatoriamente aos sinais emitidos por esse hormônio para que a glicose seja transferida do sangue para as células.</p>
<p>As dietas ricas em açúcar podem aumentar o risco de câncer de mama</p>
<p>De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Cancer Epidemiology, Biomarkers &amp; Prevention em agosto de 2004, as mulheres que comem grandes quantidades de carboidratos refinados correm um risco duas vezes maior de desenvolver câncer de mama em comparação com aquelas que consomem menos açúcar e menos amiláceos (alimentos ricos em amido). Segundo os cientistas, isso acontece porque a ingestão excessiva de carboidratos refinados provoca uma elevação súbita nas taxas de glicose, levando às alturas os níveis de insulina no sangue. As altas taxas desse hormônio podem fazer com que as células normais se dividam muito rápido e também elevar os níveis de insulina nas células da mama. Acredita-se que esses dois fatores concorram para a formação de células cancerosas no seio.</p>
<p>Tais estudos não sugerem que as pessoas sigam programas alimentares pobres em carboidratos, e sim que restrinjam a quantidade de carboidratos refinados e os substituam por carboidratos complexos, que contêm alta concentração de fibras. Um grande número de pesquisas revela que as dietas que privilegiam as fibras diminuem o risco de ocorrência de diversos tipos de câncer quando associadas a uma alimentação rica em proteína magra e com pouca gordura. (Por outro lado, ficou comprovado que as dietas com muita gordura elevam o risco de formação de vários tipos de câncer, sobretudo o de mama.) Essas descobertas aumentam a preocupação com mulheres que consomem açúcar refinado em excesso, pois elas podem estar mais sujeitas a ter câncer. Isso se aplica sobretudo àquelas que estão acima do peso, são diabéticas ou apresentam resistência à insulina.</p>
<p>DICA 5</p>
<p>Conte as calorias, não os carboidratos</p>
<p>Sabemos que não existe mágica para emagrecer. A única maneira de perder peso é fazer com que o número de calorias consumidas seja menor do que o número de calorias queimadas. O “truque” é reduzir a ingestão de calorias, mas sem passar fome.</p>
<p>Para funcionar adequadamente, o organismo necessita de carboidratos, porém não de calorias em excesso na forma de açúcares refinados, amidos e gorduras saturadas. O relatório sobre alimentação saudável divulgado em 2002 pelo Institute of Medicine da National Academy of Science recomenda que 45 a 65% das calorias consumidas por adultos sejam provenientes de carboidratos. Isso representa a ingestão diária de cerca de 520 calorias presentes em carboidratos, com base em uma dieta de 1.200 calorias.</p>
<p>O correto funcionamento do organismo depende, na verdade, de carboidratos complexos, como grãos integrais, frutas e hortaliças. Esses alimentos são ricos em nutrientes e contêm muito menos calorias do que grãos refinados e alimentos açucarados.</p>
<p>Os carboidratos se transformam em glicose, um açúcar simples, que é a fonte favorita de combustível do corpo e do cérebro. A restrição excessiva do seu consumo, como estabelecem alguns regimes alimentares, esgota o estoque de carboidratos armazenados nos músculos e no fígado. Assim, o organismo tem que produzir glicose a partir da proteína, um modo ineficiente de obter energia que pode causar fadiga, depressão, desequilíbrio de minerais e perda de proteína. Esses distúrbios sobrecarregam os rins, o fígado e outros órgãos, que ficam sujeitos a danos quando esse tipo de dieta não é corrigida. Os carboidratos sem valor nutricional, como biscoitos recheados, produtos de confeitaria e sorvetes, além de conterem açúcar, apresentam quantidades consideráveis de gordura. Para cada grama de gordura consumido, acumulam-se nove calorias; no caso de cada grama de carboidrato e de proteína, porém, são apenas quatro calorias. Assim, se você limitar o consumo de açúcares refinados, amiláceos e alimentos gordurosos, cortará naturalmente calorias da alimentação e emagrecerá com saúde.</p>
<div style="width: 100%; background-color: #1982D1; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px;"><span style="color: #f8f8f8;"><span style="padding-left: 2px;">Veja também:</span></span></div>
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		<title>Como Treinar o Seu Dragão</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 03:45:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Cressida Cowell]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Trecho do Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1433/livros/como-treinar-o-seu-dragao/">Como Treinar o Seu Dragão</a></p><p>Trecho do Livro: Como Treinar o Seu Dragão Autora: Cressida Cowell Editora: Intrínseca ISBN: 9788598078717 Confira o preço no Submarino ou na Livraria Cultura Os dragões existiam quando eu era menino. Havia os grandes e austeros dragões celestes, que se aninhavam no alto dos rochedos como se fossem pássaros gigantescos e assustadores. Os dragões pequeninos, [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1433/livros/como-treinar-o-seu-dragao/">Como Treinar o Seu Dragão</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Como Treinar o Seu Dragão</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/05/como-treinar-o-seu-dragao.jpg?25a3a7" border="0" alt="Como Treinar o Seu Dragao" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
Autora: Cressida Cowell<br />
Editora: Intrínseca<br />
ISBN: 9788598078717</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <strong>Confira o preço</strong> no <a title="Submarino" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21808480/?franq=279991" target="_blank"><strong>Submarino</strong></a> ou na <a title="Livraria Cultura" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4413&amp;tipo=2&amp;isbn=9788598078717" target="_blank"><strong>Livraria Cultura</strong></a></p>
<p>Os dragões existiam quando eu era menino.</p>
<p>Havia os grandes e austeros dragões celestes, que se aninhavam no alto dos rochedos como se fossem pássaros gigantescos e assustadores. Os dragões pequeninos, marrons, de cauda curta, que perseguiam ratos e camundongos em bandos bem organizados. Os Dragões do Mar, absurdamente imensos, vinte vezes maiores que uma baleia-azul, que matavam só por diversão.</p>
<p>Você precisará acreditar em minhas palavras, pois os dragões estão desaparecendo tão rapidamente que logo estarão extintos.</p>
<p>Ninguém sabe o que está acontecendo. Eles estão voltando aos mares de onde vieram, sem deixar um osso, uma garra, um indício qualquer para que os humanos do futuro possam recordar-se deles.</p>
<p>Então, para que essas criaturas excepcionais não sejam esquecidas, eu lhes contarei a verdadeira história de minha infância.</p>
<p>Eu não fui o tipo de garoto capaz de treinar um dragão apenas com um erguer de sobrancelhas. Eu não era um herói nato. Precisei me esforçar muito. Esta é a história de como me tornei herói do jeito mais difícil que existe.</p>
<p>1. PRIMEIRO, CAPTURE O SEU DRAGÃO</p>
<p>Há muito tempo, na selvagem e ventosa Ilha de Berk, um viking pequenino com nome comprido estava de pé na neve.</p>
<p>Soluço Spantosicus Strondus Terceiro, a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos, sentia-se levemente enjoado desde que despertara pela manhã.</p>
<p>Dez garotos, incluindo Soluço, esperavam se tornar membros da Tribo após passarem no Programa de Iniciação em Dragões. Eles estavam de pé na pequena praia deserta, no lugar mais vazio da desolada ilha. Caía muita neve.</p>
<p>– PRESTEM ATENÇÃO! – gritou Bocão Bonarroto, o soldado encarregado de fazer a Iniciação. – Esta será nossa primeira operação militar, Soluço será o comandante do grupo.</p>
<p>– Ah, o So-luço, não – grunhiram Bafoca de Maluquício e a maioria dos garotos. – Não pode colocá-lo no comando, senhor, ele é um INÚTIL.</p>
<p>Soluço Spantosicus Strondus Terceiro, a Grande Esperança e o Herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos, limpou o nariz na manga da roupa, desanimado. Ele afundou um pouco mais na neve.</p>
<p>– QUALQUER UM seria melhor que Soluço – zombou Malvado Melequento. – Até mesmo Perna-de-peixe.</p>
<p>Perna-de-peixe tinha um estrabismo que o deixava quase cego e era alérgico a répteis.</p>
<p>– SILÊNCIO! – rugiu Bocão Bonarroto. – Quem mais abrir a boca vai comer moluscos no almoço nas próximas TRÊS SEMANAS!</p>
<p>O silêncio foi imediato. Moluscos parecem minhoca, ou meleca, e são bem menos saborosos que qualquer um dos dois.</p>
<p>– Soluço será o responsável, e isso é uma ordem! – gritou Bocão, que não sabia falar mais baixo. Ele era um gigante de dois metros com um brilho alucinado no olhar e uma barba que parecia fogos de artifício explodindo. Apesar do frio extremo, usava bermudas e um colete de couro de veado que deixava entrever sua pele vermelho-lagosta e seus enormes músculos. O viking trazia uma tocha flamejante na mão gigantesca.</p>
<p>– Soluço será o líder, embora ele seja, eu admito, completamente inútil, porque o garoto é o filho do CHEFE, e é assim que funciona entre nós, vikings. Onde vocês pensam que estão? Na REPÚBLICA ROMANA? De qualquer modo, esse, hoje, será o menor de seus problemas. Vocês estão aqui para provar sua capacidade de se tornarem Heróis Vikings. Essa é uma antiga tradição da Tribo dos Hooligans. Vocês precisam&#8230; – Bocão fez uma pausa, bem teatral. – PRIMEIRO, CAPTURAR O SEU DRAGÃO!</p>
<p>“Com mil moluscos!”, pensou Soluço.</p>
<p>– Nossos dragões são o que nos diferencia! – gritou Bocão. – Humanos treinam gaviões para caçar e cavalos para carregá-los. Apenas os HERÓIS VIKINGS se atrevem a domar as criaturas mais selvagens e perigosas da face da Terra.</p>
<p>Bocão cuspiu na neve com ar solene.</p>
<p>– O Teste de Iniciação em Captura de Dragões tem três etapas. A primeira, e mais perigosa, avalia sua coragem e habilidade de assalto. Se querem entrar na Tribo dos Hooligans, primeiro vocês precisam capturar os seus dragões. E é POR ISSO – prosseguiu Bocão, falando bem alto – que eu os trouxe ao cenário adequado. Vejam o Rochedo do Dragão Selvagem com os próprios olhos.</p>
<p>Os dez garotos viraram a cabeça para trás.</p>
<p>O rochedo se elevava diante deles, sombrio e sinistro. No verão, mal se podia vê-lo, pois dragões de todos os formatos e tamanhos se empoleiravam por ali, grunhindo, mordendo e produzindo uma cacofonia, com ruídos que se espalhavam por toda a região de Berk.</p>
<p>No inverno, porém, os dragões hibernavam e o rochedo caía no silêncio, com exceção de alguns roncos abafados e lúgubres. Soluço sentia nas sandálias as vibrações sob seus pés.</p>
<p>– Agora – disse Bocão –, vocês repararam naquelas quatro cavernas que ficam na metade do rochedo, agrupadas mais ou menos no formato de uma caveira?</p>
<p>Os meninos concordaram com um aceno de cabeça.</p>
<p>– Dentro da caverna que seria o olho direito da caveira está a creche dos dragõezinhos, onde, NESTE EXATO MOMENTO, três mil filhotes de dragão estão hibernando, em suas últimas semanas de inverno.</p>
<p>– OOOOOOOH! – murmuram os meninos, animados.</p>
<p>Soluço engoliu em seco. Ele sabia muito mais sobre dragões que qualquer outra pessoa ali. Desde pequeno era fascinado por essas criaturas. Passara horas observando-as, escondido. (Os observadores de dragões eram considerados nerds, por isso mantinham suas atividades em segredo.) E tudo o que Soluço aprendera sobre dragões lhe dizia que entrar em uma caverna com três mil deles seria loucura.</p>
<p>Mas ninguém parecia muito preocupado com isso.</p>
<p>– Em poucos minutos vou querer que vocês escolham uma dessas cestas e comecem a escalar o rochedo – comandou Bocão. – Depois que tiverem passado pela entrada da caverna, ninguém os ajudará. Sou grande demais para me espremer pelos túneis que levam à creche de dragões. Vocês entrarão na caverna SILENCIOSAMENTE. E isso também se aplica a você, Espinha-de-porco, a menos que queira ser a primeira refeição primaveril de três mil dragões famintos. HÁ! HÁ! HÁ! HÁ!</p>
<p>Bocão riu muito de sua própria piada, depois continuou:</p>
<p>– Dragões desse porte normalmente são inofensivos aos seres humanos, mas em grande número podem agir como piranhas. Não sobraria nada de ninguém, nem mesmo de um gordinho como você, Espinha-de-porco. Só restariam uma pilha de ossos e seu capacete. HÁ! HÁ! HÁ! HÁ! Então&#8230; Vocês caminharão SILENCIOSAMENTE pela caverna e cada garoto vai roubar UM dragão adormecido. Ergam o dragão da rocha CUIDADOSAMENTE e coloquem o bicho dentro de sua cesta. Alguma dúvida até aqui?</p>
<p>Ninguém disse nada.</p>
<p>– Se por acaso alguém despertar o dragão, e é preciso ser ABSURDAMENTE IDIOTA para fazer isso, corram a toda a velocidade para a entrada da caverna. Os dragões não gostam de frio, e a neve provavelmente os impedirá de seguir seus rastros.</p>
<p>“Provavelmente?”, pensou Soluço. “Ah, claro, isso é animador.”</p>
<p>– Sugiro que dediquem algum tempo a escolher o seu dragão. É importante apanhar um bicho que seja do tamanho certo. Ele vai pescar e caçar veados para vocês. Vão escolher o dragão que os conduzirá à batalha futuramente, quando vocês forem mais velhos e tiverem se tornado Guerreiros da Tribo. Além disso, vocês querem um animal impressionante, então, grosseiramente, a regra é: peguem o maior dragão que couber na cesta. Não demorem MUITO tempo lá dentro&#8230;</p>
<p>“Demorar???”, pensou Soluço. “Dentro de uma caverna com três mil DRAGÕES adormecidos?”</p>
<p>– Não preciso lhes dizer – prosseguiu Bocão, animado – que se for para voltar sem dragão nem vale a pena chegar até aqui. Todos os que FALHAREM nesse teste serão imediatamente exilados. A Tribo dos Hooligans Cabeludos não aceita FRACASSADOS. Só os mais fortes permanecem.</p>
<p>Com tristeza, Soluço fitou o horizonte. Só viu neve e mar. O exílio também não lhe parecia nem um pouquinho promissor.</p>
<p>– CERTO! – disse Bocão depressa. – Cada um pegue uma cesta para enfiar o seu dragão e vamos em frente.</p>
<p>Os garotos correram para apanhar as cestas, conversando felizes e animados.</p>
<p>– Vou pegar um dragão do tipo Pesadelo Monstruoso com garras extralongas, porque eles são muito assustadores – gabou-se Melequento.</p>
<p>– Ah, cale a boca, Melequento, você não pode fazer isso – disse Punho Rápido. – Só Soluço pode ter um dragão Pesadelo Monstruoso, você precisa ser o filho do Chefe para isso.</p>
<p>O pai de Soluço era Stoico, o Imenso – o temível Chefe da Tribo dos Hooligans Cabeludos.</p>
<p>– SO-LUÇO? – disse Melequento, com ironia. – Se ele for tão inútil quanto é no jogo de Batebolada, será uma sorte se conseguir um Dragão Comum.</p>
<p>O Dragão Comum era uma fera obediente, mas sem charme algum.</p>
<p>– CALEM A BOCA E ENTREM NA FILA, SEUS MISERÁVEIS! – gritou Bocão.</p>
<p>Os garotos se atropelaram para chegar a seus lugares, as cestas nas costas, e prestaram atenção. Bocão percorreu a forma e acendeu com as poderosas chamas que carregava as tochas que cada menino erguia diante de si.</p>
<p>– DAQUI A MEIA HORA VOCÊS SERÃO GUERREIROS VIKINGS, COM UM FIEL RÉPTIL A SEU LADO&#8230; OU ESTARÃO TOMANDO CHÁ COM O DEUS ODIN EM VALHALA, O CAMPO DOS GUERREIROS MORTOS, COM O TRASEIRO MARCADO POR DENTES DE DRAGÃO! – gritou Bocão com seu horrível entusiasmo.</p>
<p>Bocão continuou berrando:</p>
<p>– MORTE OU GLÓRIA!</p>
<p>– MORTE OU GLÓRIA! – gritaram de volta fanaticamente oito garotos.</p>
<p>“Morte&#8230;”, pensaram Soluço e Perna-de-peixe, com tristeza.</p>
<p>Bocão fez uma pausa dramática, levando a corneta de chifre aos lábios.</p>
<p>“Acho que este é o pior momento da minha vida ATÉ AGORA”, pensou Soluço, enquanto esperava pelo toque da corneta. “E se eles começarem a gritar ainda mais alto vamos acordar os dragões antes mesmo de começarmos a capturá-los.”</p>
<p>Bocão tocou a corneta: FOOOMMM!!!</p>
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		<title>Guia de Estudos para Certificação Ubuntu</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 00:02:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1291/livros/guia-de-estudos-para-certificacao-ubuntu/">Guia de Estudos para Certificação Ubuntu</a></p><p>Trecho do Livro: Guia de Estudos para Certificação Ubuntu Autor: Michael Jang Editora: Ciência Moderna ISBN: 9788573938319 Saiba onde encontrar este livro O Ubuntu Linux percorreu um longo caminho nos últimos quatro anos, desde sua versão inicial de 2004, tornando-se claramente a distribuição mais popular de Linux. Mesmo não sendo provavelmente o líder em rendimentos, [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1291/livros/guia-de-estudos-para-certificacao-ubuntu/">Guia de Estudos para Certificação Ubuntu</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Guia de Estudos para Certificação Ubuntu</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/03/guia-de-estudos-para-certificacao-ubuntu.jpg?25a3a7" border="0" alt="Certificacao Ubuntu" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autor: Michael Jang</strong><br />
<strong>Editora: Ciência Moderna</strong><br />
<strong>ISBN: 9788573938319</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/externo/index.asp?id_link=4413&amp;tipo=2&amp;isbn=9788573938319" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p>O Ubuntu Linux percorreu um longo caminho nos últimos quatro anos, desde sua versão inicial de 2004, tornando-se claramente a distribuição mais popular de Linux. Mesmo não sendo provavelmente o líder em rendimentos, está começando a forçar sua inserção nas empresas.</p>
<p>Sua missão pode ser mais bem expressa pelo Bug nº 1 do Ubuntu, nomeado “A Microsoft tem a maior participação no mercado”. Com a decisão da Dell de vender computadores pré-configurados com o Ubuntu Linux, ao que tudo indica, o Linux, especificamente o Ubuntu Linux, agora tem uma oportunidade no mercado consumidor. O Ubuntu levará o Linux até o ponto em que consumidores normais o considerarão uma alternativa ao Microsoft Windows? Somente o tempo dirá. Porém para chegar neste ponto, o Ubuntu precisa de uma infra-estrutura de comunidade, em outras palavras, precisa de mais administradores de Linux como você mesmo que se especializaram e são certificados na distribuição Ubuntu Linux.</p>
<p>O teste de Certificação Ubuntu (UCP) é direcionado ao administrador de sistemas de nível júnior. Junto com os testes de nível 1 do Linux Professional Institute, o teste UCP, como descrito em www.ubuntu.com/training/certificationcourses, é projetado para demonstrar a habilidade do candidato em:</p>
<p>&#8211; Configurar uma rede de sistemas Ubuntu.</p>
<p>&#8211; Entender os fundamentos de gerenciamento de pacotes e segurança.</p>
<p>&#8211; Realizar tarefas de gerenciamento de senhas.</p>
<p>Como um teste de habilidades administrativas de sistemas, o UCP irá além das habilidades associadas aos Cursos de Ubuntu Desktop em desenvolvimento. Conforme discutido na Introdução e com base no programa de estudos da Certificação Ubuntu em www.ubuntu.com/training/certificationcourses/professional/curriculum, este livro começa com uma análise detalhada da Comunidade Ubuntu; e um entendimento profundo de hardware, instalação e requisitos de manutenção; conhecimento de tarefas administrativas rotineiras; a habilidade de configurar serviços de rede e ambiente de rede; e práticas em configuração do GNOME Desktop Environment.</p>
<p>Embora o foco esteja no GNOME, abreviação de GNU Network Object Model Environment (Ambiente do modelo de objeto de rede GNU), outros ambientes de desktop estão disponíveis no Ubuntu Linux. Entretanto, os requisitos do UCP especificam o GNOME entre os principais desktops Linux.</p>
<p>O Ubuntu Linux não seria possível sem os esforços de Mark Shuttleworth ou o apoio de sua empresa privada, Canonical ltda.</p>
<p>Este capítulo tem como foco os recursos da comunidade Ubuntu. Embora parte deste capítulo esteja diretamente relacionada a comandos ou ferramentas gráficas do Linux, ainda é uma importante etapa no entendimento do Ubuntu Linux. E como são tópicos que fazem parte do programa de estudos UCP, são objeto de interesse para o teste UCP.</p>
<p>OBJETIVOS DA CERTIFICAÇÃO 1.01</p>
<p>Um histórico das versões do Ubuntu</p>
<p>O Ubuntu Linux tem como base os pacotes de desenvolvimento do Debian Linux. Visto que o desenvolvimento do Debian progrediu, o Ubuntu obteve vantagem desses desenvolvimentos, com lançamentos em um ciclo regular de seis meses. Embora a maioria do suporte para o Ubuntu tenha a comunidade como base, a Canonical também oferece suporte comercial pago.</p>
<p>Há diversas variações de Ubuntu Linux, incluindo variações com base em um pacote de desktop e servidor. Novas versões, é claro, estão disponíveis por meio de download. Para ajudar a tornar o Ubuntu acessível em áreas sem conexões de alta velocidade, versões do Ubuntu também estão disponíveis pelos programas ShipIt e Freedom Toaster.</p>
<p>Debian Foundation</p>
<p>O Ubuntu Linux criou sua distribuição com base no trabalho da Debian Foundation. Isso é admissível e talvez até encorajado, visto que pacotes de Debian Linux estão disponíveis para todos de acordo com a GNU General Public License [Licença Pública Geral] (GPL). Além disso, há vários desenvolvedores de Debian que estão agora trabalhando no Ubuntu Linux. Mark Shuttleworth, o proprietário da Canonical, a empresa por trás do Ubuntu Linux, definiu que “todo desenvolvedor de Debian também é um desenvolvedor de Ubuntu”.</p>
<p>As versões do Debian Linux são criadas com base em software livre. As diretrizes de software livre segundo o Debian (DFSG) dizem que o Debian Linux permite a distribuição livre, libera todo o código-fonte, permite modificação e trabalhos derivados e muito mais. Para mais informações, consulte www.debian.org/social_contract.</p>
<p>Uma decisão controversa dos desenvolvedores do Ubuntu é a instalação padrão de drivers “não livres”. Como estes drivers não estão em conformidade com as licenças de código livre aceitas, eles são evitados por alguns usuários de Linux, incluindo vários desenvolvedores de Debian. Isso quer dizer que a instalação padrão do Ubuntu Linux não é completamente formada por código livre. Entretanto, eles promovem uma distribuição Linux que “simplesmente funciona”, o que, em minha opinião, tem aumentado de maneira estrondosa a popularidade do Ubuntu Linux.</p>
<p>Uma segunda decisão que simplificou a tarefa do Ubuntu é sua lista de arquiteturas suportadas. Enquanto o Debian Linux suporta onze arquiteturas (e está trabalhando em outras quatro), o Ubuntu limita suas versões a duas arquiteturas: Sistemas Intel/AMD de 32 e 64 bits. Agora é mais simples ainda, visto que o Ubuntu suporta oficialmente a arquitetura PowerPC desde o Edgy Eft (6.10). O suporte oficial do Ubuntu Server para processadores Sun SPARC terminou com a versão Gutsy Gibbon. Essa decisão limita a quantidade de trabalho que tem de ser feito na criação de pacotes — e, o mais importante, limita o número de plataformas (e hardware associados) que têm de ser testadas e aprovadas para cada lançamento.</p>
<p>Como o Ubuntu Linux não suporta tantas arquiteturas quanto o Debian, o Ubuntu também tem mais flexibilidade com suas versões. Visto que os desenvolvedores principais não têm de criar e testar pacotes para tantas arquiteturas, a tarefa de desenvolvimento é muito mais simples.</p>
<p>A primeira versão do Ubuntu Linux, com o codinome Warty Warthog, foi feita com base em uma ramificação (instável) em desenvolvimento de Debian Linux, conhecida como Debian Etch. Warty Warthog foi lançado em outubro de 2004. Versões do Ubuntu Linux atuais continuam a incorporar pacotes instáveis de Debian durante o ciclo de desenvolvimento para novos lançamentos.</p>
<div style="width: 100%; background-color: #1982D1; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px;"><span style="color: #f8f8f8;"><span style="padding-left: 2px;">Veja também:</span></span></div>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Leia um trecho do livro <a title="Seguranca em Redes Sem Fio" href="http://tigredefogo.com/782/livros/trecho-do-livro-seguranca-em-redes-sem-fio-rede-wireless/"><strong>Segurança em Redes Sem Fio</strong></a> (Redes Wireless)</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Leia um trecho do livro <strong><a title="Voz Sobre IP" href="http://tigredefogo.com/728/livros/trecho-do-livro-voz-sobre-ip-voip-curso-rapido/">Voz Sobre IP</a></strong> (VoIP)</p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Livro: <strong><a title="Aprenda a Investir em Acoes e a Operar na Bolsa Via Internet" href="http://tigredefogo.com/1142/livros/trecho-do-livro-aprenda-a-investir-em-acoes-e-a-operar-na-bolsa-via-internet/">Aprenda a Investir em Ações e a Operar na Bolsa Via Internet</a></strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Confira as vagas de empregos do <strong><a title="Concurso FUNDAP" href="http://tigredefogo.com/1286/concursos/concurso-fundap/">Concurso FUNDAP</a></strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Veja a lista atualizada dos <strong><a title="Livros mais vendidos no Brasil" href="http://tigredefogo.com/about/livros-mais-vendidos-no-brasil/">Livros mais vendidos no Brasil</a></strong></p>
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<p><!--OffDef--></p>
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		<item>
		<title>Trecho do Livro: Guia Médico da Gravidez &#8211; Passo a Passo</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 07:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1196/livros/trecho-do-livro-guia-medico-da-gravidez-passo-a-passo/">Trecho do Livro: Guia Médico da Gravidez &#8211; Passo a Passo</a></p><p>Trecho do Livro: Guia Médico da Gravidez &#8211; Passo a Passo Autor: Dr. Gerard DiLeo Editora: M. Books ISBN: 9788589384865 Saiba onde encontrar este livro Com o advento da ultra-sonografia e de testes muito precisos de urina e de sangue, o diagnóstico de gravidez deixou de ser preocupação para o médico de hoje, auxiliado pelo [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1196/livros/trecho-do-livro-guia-medico-da-gravidez-passo-a-passo/">Trecho do Livro: Guia Médico da Gravidez &#8211; Passo a Passo</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Guia Médico da Gravidez &#8211; Passo a Passo</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/02/guia-medico-da-gravidez.jpg?25a3a7" border="0" alt="Guia Medico da Gravidez" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autor: Dr. Gerard DiLeo</strong><br />
<strong>Editora: M. Books</strong><br />
<strong>ISBN: 9788589384865</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1055026/?franq=279991" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p>Com o advento da ultra-sonografia e de testes muito precisos de urina e de sangue, o diagnóstico de gravidez deixou de ser preocupação para o médico de hoje, auxiliado pelo laboratório. Mas há certo fascínio na história do diagnóstico de gravidez, antes desses recursos modernos passarem a ser usados comumente. Os médicos costumavam receber um treinamento diferente &#8211; usavam critérios e habilidades diagnósticas que hoje parecem obsoletos.</p>
<p>Os livros médicos antigos, incorporando encontros e desencontros dos processos fisiológicos, eram tão bem escritos que dificilmente consigo jogar algum deles fora. Folheá-los é uma viagem de volta pelas maravilhas da arte do diagnóstico. Hoje, você tem imagens de seu bebê pela ultra-sonografia e seu médico consegue ter valores mínimos crescentes de hCG, o hormônio da gravidez, praticamente antes de sua menstruação atrasar. Em tempos menos sofisticados, muitas mulheres não podiam ter o diagnóstico de sua “condição delicada” até meados da gravidez. Nunca deveríamos ansiar por um retorno àqueles dias, mas é divertido ver o diagnóstico pelos olhos da medicina dos velhos tempos, da mesma forma que uma criança fica maravilhada ao descobrir as coisas mais simples, consideradas normais hoje em dia. A gravidez é e sempre foi uma experiência bonita e, embora a ciência da obstetrícia tenha contribuído para uma gravidez melhor, a arte da medicina perdeu um pouco de sua beleza. Mas, se um Rembrandt guardado no sótão continua lindo, mesmo que não haja ninguém lá para apreciá-lo, o mesmo acontece com os sinais e sintomas que eram notados no passado.</p>
<p>De volta aos “velhos tempos”, por volta de 1960 (século passado, lembra-se?), o diagnóstico “antigo” era agrupado em três classificações:</p>
<p>Sinais de Presunção de Gravidez: Essa categoria inclui principalmente aspectos que você mesma nota, como o atraso da menstruação, mama dolorida, náusea, freqüência urinária e fadiga.</p>
<p>Sinais de Probabilidade de Gravidez: Essas são as mudanças que seu médico notará, como o tamanho aumentado e o amolecimento de seu útero e a movimentação fetal.</p>
<p>Sinais Positivos de Gravidez: Essas são as indicações “certas”, como batimentos cardíacos fetais, movimentação fetal e imagens de ultra-sonografia.</p>
<p>Evidentemente, as modernas técnicas diagnósticas tornaram obsoleto o uso de muitos dos sinais e sintomas presuntivos e prováveis para diagnosticar a gravidez, colocando-os na Era do Obscurantismo.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>A Data do Nascimento: Divirta-se com a Matemática</p>
<p>A data do nascimento é referida como a data estimada de confinamento. Trata-se de uma volta aos dias em que uma mulher era confinada em casa e ficava em repouso durante o período após o nascimento, até se recuperar totalmente. Um termo também empregado era “ficar de resguardo”, que significava a mesma coisa.</p>
<p>_______________<br />
DICA RÁPIDA: O calendário gregoriano e o calendário do obstetra não coincidem. O calendário do obstetra usa meses de quatro semanas completas — meses lunares —, enquanto o calendário gregoriano usa meses de 30, 31 e mesmo de 28 e 29 dias.</p>
<p>As 40 semanas de gravidez fazem parte dos nove meses, de acordo com esse calendário.<br />
_______________</p>
<p>Quando sua menstruação está atrasada, aquela menstruação que não vem, já se passaram duas semanas da data de concepção. De acordo com a maneira usual de calcular a gravidez, considera-se que você esteja com quatro semanas de gestação. Pelo menos nós, obstetras, chamamos de quatro semanas porque contamos a partir da última menstruação regular. Mas, uma vez que nenhuma mulher está grávida antes da concepção, isso gera confusão em toda gravidez, até explicarmos de que modo contamos a idade gestacional.</p>
<p>A gestação humana normal (o período de tempo que leva para um bebê crescer no útero) é de cerca de 280 dias. Dividida em meses de quatro semanas completas, isso resulta em dez meses completos. Mas Júlio César e o Papa Gregório XIII, os mentores do calendário moderno, estavam pensando em tudo, menos na gestação, quando estabeleceram “30 dias tem setembro, abril, junho e novembro”. (E continua sem dizer que todo o resto tem 31, com exceção de fevereiro.) Se um obstetra tivesse feito o calendário, todo mês teria 28 dias (“nada mais”), abrangendo 13 meses com quatro semanas completas por ano. Na realidade, esse “Ano Obstétrico” seria um pouco mais curto, o verdadeiro ano solar com 13 meses exatos e cerca de um dia e um quarto. (Eu sei que poderia imaginar algo para fazer com esse dia, 5 horas e 49 minutos extras.)</p>
<p>Não é coincidência que todo ciclo menstrual médio dure 28 dias. Esses intervalos foram chamados de meses lunares no passado, coincidindo com as fases da lua. A palavra menses, da qual deriva a menstruação, é originária do latim mensis, que significa “mês lunar”. Os ciclos menstruais, que historicamente coincidem com todo mês lunar, nos confirmam quanto estamos sincronizados com o mundo, a rotação da Terra e o seu satélite. Durante os longos períodos de evolução, as relações exatas foram se perdendo, mas faz sentido que a glândula pineal em sua cabeça, vestígio de um terceiro olho, que nos animais inferiores responde à luz, ajuda no ritmo circadiano e está envolvido com mudanças pigmentares afetadas pelo estrógeno e pela progesterona, esteja ligada às fases da lua e à menstruação, misteriosamente relacionada.</p>
<p>Cada vez que o mês no calendário moderno passa de 28 dias, a gestação perfeita de dez meses completos sai de sincronia com ele. Os dois dias a mais aqui e três ali “engolem” o décimo mês completo, de modo que, pelo calendário impresso de hoje, a gravidez dura nove meses. Então, quando exatamente você vai dar à luz? Como eu disse, a data de nascimento é o dia estimado para o confinamento, porque tradicionalmente as mulheres eram confinadas na cama, “de resguardo”, do dia do parto até se convalescerem totalmente. O último ciclo menstrual é o único acontecimento observável, a partir do qual se pode calcular a gravidez sem auxílio da ultra-sonografia. O dia de confinamento (DC) e o último período menstrual (UPM) combinam-se na seguinte fórmula para calcular a data de nascimento:</p>
<p>DC = (UPM – 3 meses) + 7 dias</p>
<p>A data do nascimento geralmente é designada como o dia após 40 semanas contadas a partir do primeiro dia da última menstruação regular, no entanto, essa não é a verdadeira “data”, porque há muito mais variações na população em geral. Visto que a gravidez chega ao termo entre 38 e 42 semanas, na verdade, seria melhor falar do “mês previsto para o nascimento”.</p>
<p>_______________<br />
REGRAS DA GRAVIDEZ PARA MARIDOS: Regra nº 1: Você nunca deve usar o Calendário Esportivo Ilustrado para marcar a idade gestacional de sua esposa.<br />
_______________</p>
<p>O Ser Materno–Fetal</p>
<p>Sua gravidez, que tem como resultado o nascimento de uma vida tão complexa quanto qualquer outro ser humano, exige mudanças extraordinárias em seu corpo para criar uma fisiologia partilhada entre você e seu filho em desenvolvimento. Tendemos a pensar que a futura mãe e o filho em desenvolvimento são dois seres diferentes, mas essa combinação resulta, na verdade, em uma criatura diferente—a entidade mãe–filho. Quem é essa pessoa? É alguém diferente de você e de seu bebê isoladamente. Ter um bebê crescendo dentro de você é como ter um tumor, em vários sentidos. (Ter gêmeos crescendo dentro de você é ainda mais complicado.) Na maior parte, as mudanças que você notará se devem à nova ordem mundial hormonal.Oestrógeno, a progesterona, a gonadotrofina coriônica (hCG), o lactogênio placentário humano (hPL) e a prolactina (hormônio que produz o leite) são importantes hormônios da gravidez. Cada um deles tem um papel na fisiologia materno–fetal em preparação para o nascimento de sua prole. O estrógeno e a progesterona também têm papel importante na preparação de seu corpo para a concepção, aquela conhecida como o ciclo menstrual. Em suma, o estrógeno ajuda a formar o revestimento de seu útero (ventre) e, então, depois da ovulação, a progesterona ajuda a amadurecer esse tecido de modo que uma concepção tenha um leito adequado de tecido onde o ovo vai se implantar.</p>
<p>As mudanças e os ciclos hormonais, por estranho que possa parecer, têm seu esboço iniciado por um elemento chamado colesterol. Muito condenado por suas implicações em doenças cardíacas, na verdade é uma substância necessária. É por isso que, se você remover certo grupo de carbono—voilà!—ele se torna um hormônio precursor chamado pregnenolona. Então, da pregnenolona derivam o estrógeno, a progesterona e a testosterona, entre outros. Se você tivesse de observar as moléculas oscilarem pra lá e pra cá em um tipo de videocassete de bioquímica que fizesse replay instantâneo, veria moléculas agitando-se em volta de uma estrutura química central que não se altera, que é o esqueleto do colesterol.</p>
<p>Assim como um ponto marca o fim de uma sentença, a menstruação é o final de sua preparação para a gravidez, quando o revestimento receptivo de seu útero é expelido. Mas isto põe fim a um ciclo porque, à medida que o tecido que reveste o útero durante o ciclo é eliminado, as seqüências hormonais começam a tentar novamente seu próximo ciclo.</p>
<p>Nesse ponto, quando um óvulo fertilizado se acomoda no revestimento aconchegante de seu útero, no local de implantação, inicia-se uma reação química em cadeia que manterá os níveis hormonais de seu corpo, de modo que uma condição estável seja preservada. Um ciclo mais longo começa agora — que durar 40 semanas, até que seu útero expulse não o revestimento uterino não utilizado, mas um bebê. Como um novo ser materno–fetal, você vai ao consultório de seu médico.</p>
<p>Pré-natal</p>
<p>A não ser que você esteja sendo cuidada por uma obstetriz que a visite em casa, com a gravidez, inicia-se uma série de visitas ao consultório do obstetra. Os tipos e a freqüência das consultas são tão variados quanto os médicos que fazem os partos. A esse respeito, todo o período pré-natal é pontuado por um plano de acompanhamento médico que ele desenvolveu com os anos e que, então, adaptará para a apresentação única de sua gravidez.</p>
<p>Há dois tipos de população pré-natal:</p>
<p>&#8211; aquela em que tudo transcorre perfeitamente;</p>
<p>&#8211; as outras.</p>
<p>Não existirá gravidez perfeita até usarmos nosso conhecimento do genoma humano para que a Barbie e o Ken entrem no processo e, então, seja feita a clonagem e o pedido por correio (sem contar a entrega). É claro que primeiro teremos de resolver o problema da Barbie e do Ken, que não têm genitália.</p>
<p>_______________<br />
DICA RÁPIDA: Ou você é normal ou não é. Não se apresse em se dizer “normal”, pois até mesmo as menores preocupações garantirão o rótulo melodramático de “alto risco”; é importante observar mais atentamente condições suspeitas.<br />
_______________</p>
<p>Enquanto esperamos pela fusão controvertida da indústria de brinquedos Mattel, a química Dow e a farmacêutica UpJohn, que nos dará a gravidez perfeita, temos de focar nossa atenção para as escalas relativas, e com esse objetivo os obstetras pensam em termos de gravidez normal e de alto risco. Esses dois grupos são a forma mais generalizada de vigilância para um obstetra que esteja acompanhando uma gravidez. “Normal” e “alto risco” — estas são designações humorísticas, no sentido de que, se houver qualquer problema, um médico passará a considerar o paciente e a gravidez de alto risco.</p>
<p>Melodramático? Talvez, mas, se não for assim, haverá coisa demais em jogo. Toda gravidez é de suma importância. Em sua gravidez, qualquer coisa que “aparecer” deve ser considerada seriamente.</p>
<div style="width: 100%; background-color: #1982D1; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px;"><span style="color: #f8f8f8;"><span style="padding-left: 2px;">Veja também:</span></span></div>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Leia um trecho do livro <strong><a title="Seu Bebe em Perguntas e Respostas" href="http://tigredefogo.com/882/livros/trecho-do-livro-seu-bebe-em-perguntas-e-respostas-do-nascimento-aos-12-meses/">Seu Bebê em Perguntas e Respostas</a></strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Leia um trecho do livro <strong><a title="Engordei ou Minha Roupa Encolheu" href="http://tigredefogo.com/650/livros/trecho-do-livro-engordei-ou-minha-roupa-encolheu/">Engordei ou Minha Roupa Encolheu?</a></strong></p>
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<p><span style="color: #1982D1;">»</span> Veja a lista atualizada dos <strong><a title="Livros mais vendidos no Brasil" href="http://tigredefogo.com/about/livros-mais-vendidos-no-brasil/">Livros mais vendidos no Brasil</a></strong></p>
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<p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Trecho do Livro: A Batalha do Labirinto (Percy Jackson 4)</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 00:27:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1161/livros/trecho-do-livro-a-batalha-do-labirinto-percy-jackson-4/">Trecho do Livro: A Batalha do Labirinto (Percy Jackson 4)</a></p><p>Trecho do Livro: A Batalha do Labirinto (Percy Jackson 4) Autor: Rick Riordan Editora: Intrínseca ISBN: 9788598078700 Saiba onde encontrar este livro Obs: A Batalha do Labirinto é o quarto volume da premiada série &#8220;Percy Jackson e Os Olimpianos&#8221; criada pelo escritor norte-americano Rick Riordan. Os livros anteriores são: O Ladrão de Raios, O Mar [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1161/livros/trecho-do-livro-a-batalha-do-labirinto-percy-jackson-4/">Trecho do Livro: A Batalha do Labirinto (Percy Jackson 4)</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: A Batalha do Labirinto (Percy Jackson 4)</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/02/livro-a-batalha-do-labirinto.jpg?25a3a7" border="0" alt="A Batalha do Labirinto" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autor: Rick Riordan</strong><br />
<strong>Editora: Intrínseca</strong><br />
<strong>ISBN: 9788598078700</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21796487/?franq=279991" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p><em>Obs: <strong>A Batalha do Labirinto</strong> é o quarto volume da premiada série &#8220;<strong>Percy Jackson e Os Olimpianos</strong>&#8221; criada pelo escritor norte-americano Rick Riordan. Os livros anteriores são: <strong><a title="O Ladrao de Raios" rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/2009/01/livro-ladrao-de-raios-rick-riordan.html" target="_blank">O Ladrão de Raios</a></strong>, <strong><a title="O Mar de Monstros" rel="nofollow" href="http://tigredefogo.blogspot.com/2009/04/livro-mar-de-monstros-ladrao-de-raios.html" target="_blank">O Mar de Monstros</a></strong> e <strong><a title="A Maldicao do Tita" href="http://tigredefogo.com/675/livros/trecho-do-livro-a-maldicao-do-tita-percy-jackson-3/" target="_blank">A Maldição do Titã</a></strong>.</em></p>
<p><em>Notícia aos fãs: A série Percy Jackson e Os Olimpianos termina no quinto livro da saga &#8220;<strong><a title="O Ultimo Olimpiano" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21858585/?franq=279991" target="_blank">O Último Olimpiano</a></strong>&#8220;, mas haverá uma nova série, talvez a partir de 2010, sobre o <strong>Acampamento Meio-Sangue</strong>.</em></p>
<p><em>Notícia aos fãs: O filme <strong>O Mar de Monstros</strong> tem previsão de estreia para o ano de 2012.</em></p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>A última coisa que queria fazer nas férias de verão era destruir outra escola. Mas lá estava eu naquela manhã de segunda-feira, primeira semana de junho, sentado no carro da minha mãe diante da Goode High School, na rua 81 Leste.</p>
<p>A Goode ficava em um prédio grande de arenito com vista para o Rio East. Um monte de BMWs e Lincoln Towns estava estacionado diante dela. Olhando os elegantes arcos de pedra, eu me perguntei quanto tempo levaria até ser expulso daquele lugar.</p>
<p>— Relaxe. — A voz de minha mãe não parecia nada relaxada. — É só uma visita de orientação. E lembre, querido: esta é a escola de Paul. Portanto, tente não&#8230; você sabe.</p>
<p>— Destruí-la?</p>
<p>— É.</p>
<p>Paul Blofis, namorado da minha mãe, estava de pé no portão da escola, recebendo os futuros alunos do primeiro ano do ensino médio à medida que subiam os degraus. Com seus cabelos grisalhos, roupa de brim e casaco de couro, parecia um ator de tevê, mas ele era só um professor de inglês. Paul conseguira convencer a Goode High School a me aceitar no primeiro ano, apesar de eu ter sido expulso de todas as escolas que frequentei. Tentei avisá-lo de que aquela não era uma boa ideia, mas ele não me deu ouvidos.</p>
<p>Olhei para minha mãe.</p>
<p>— Você não contou a ele a verdade sobre mim, contou?</p>
<p>Ela tamborilava os dedos nervosamente no volante. Estava vestida para uma entrevista de emprego — seu melhor vestido azul e sapatos de salto alto.</p>
<p>— Pensei que seria melhor esperarmos — ela admitiu.</p>
<p>— Para não o espantarmos.</p>
<p>— Tenho certeza de que vai dar tudo certo na visita de orientação, Percy. É só uma manhã.</p>
<p>— Ótimo — murmurei. — Posso ser expulso antes mesmo de começar o ano letivo.</p>
<p>— Pense positivo. Amanhã você vai para o acampamento! Depois da orientação, você tem o encontro&#8230;</p>
<p>— Não é um encontro! — protestei. — É só a Annabeth, mãe. Poxa!</p>
<p>— Ela está vindo do acampamento até aqui para ver você.</p>
<p>— É, eu sei.</p>
<p>— Vocês vão ao cinema.</p>
<p>— Sim.</p>
<p>— Só os dois.</p>
<p>— Mãe!</p>
<p>Ela ergueu as mãos em sinal de rendição, mas eu podia ver que estava fazendo força para não rir.</p>
<p>— É melhor entrar, querido. Até a noite.</p>
<p>Eu estava prestes a sair do carro quando olhei para a escadaria da escola. Paul Blofis cumprimentava uma garota de cabelos ruivos frisados. Ela vestia uma camiseta marrom e um jeans surrado customizado com desenhos feitos com caneta hidrográfica. Quando se virou, vi seu rosto de relance, e os pelos do meu braço se eriçaram.</p>
<p>— Percy? — chamou minha mãe. — O que foi?</p>
<p>— N-nada — gaguejei. — A escola tem uma entrada lateral?</p>
<p>— Descendo a rua, à direita. Por quê?</p>
<p>— Até mais tarde.</p>
<p>Mamãe começou a dizer algo, mas saltei do carro e corri, torcendo para que a garota ruiva não me visse.</p>
<p>O que ela estava fazendo ali? Nem mesmo a minha sorte poderia ser assim tão ruim.</p>
<p>Pois, sim. Eu estava prestes a descobrir que minha sorte poderia ser muito pior.</p>
<p>Entrar sorrateiramente na escola não deu muito certo. Duas líderes de torcida de uniforme roxo e branco estavam na entrada lateral, esperando para emboscar os calouros.</p>
<p>— Oi! — Elas sorriram, e eu deduzi que aquela era a primeira e a última vez que uma líder de torcida seria tão simpática comigo. Uma delas era loura, com gélidos olhos azuis. A outra era afro-americana, com cabelos escuros e enroscados como o da Medusa (e, pode acreditar, eu sei do que estou falando). Ambas tinham o nome bordado em letras cursivas no uniforme, mas, com a minha dislexia, as palavras pareciam espaguete, sem nenhum sentido.</p>
<p>— Bem-vindo à Goode — disse a loura. — Você vai amar muito isso aqui.</p>
<p>Mas, enquanto me olhava de cima a baixo, sua expressão parecia dizer algo como: Argh, quem é este perdedor?</p>
<p>A outra garota se aproximou tanto que me senti desconfortável. Examinei o bordado em seu uniforme e consegui decifrar Kelli. Ela cheirava a rosas e a algo que reconheci das aulas de equitação no acampamento — o cheiro de cavalos recém-lavados. Era um perfume estranho para uma líder de torcida. Talvez tivesse um cavalo, ou algo assim. De qualquer modo, ela estava tão perto de mim que tive a sensação de que ia tentar me empurrar escada abaixo.</p>
<p>— Qual o seu nome, calo?</p>
<p>— Calo?</p>
<p>— Calouro.</p>
<p>— Hã, Percy.</p>
<p>As garotas trocaram olhares.</p>
<p>— Ah, Percy Jackson — disse a loura. — Estávamos à sua espera.</p>
<p>Isso fez um intenso arrepio de Ah, não! percorrer minha espinha. Elas estavam bloqueando a entrada, sorrindo de uma forma nada amistosa. Minha mão instintivamente se dirigiu ao bolso onde eu guardava minha caneta esferográfica letal, Contracorrente.</p>
<p>Então outra voz veio do interior do prédio:</p>
<p>— Percy? — Era Paul Blofis, de algum ponto adiante no corredor.</p>
<p>Eu nunca me sentira tão feliz por ouvir a voz dele.</p>
<p>As líderes de torcida recuaram. Eu estava tão ansioso em passar por elas que acidentalmente esbarrei o joelho na coxa de Kelli.</p>
<p>Clang.</p>
<p>Sua perna emitiu um ruído metálico e oco, como se eu tivesse acabado de atingir o mastro de uma bandeira.</p>
<p>— Ai — murmurou ela. — Preste atenção, calo.</p>
<p>Olhei para baixo, mas aquela parecia uma perna comum. Eu estava apavorado demais para fazer perguntas. Avancei apressadamente para o corredor, as duas garotas rindo atrás de mim.</p>
<p>— Aí está você! — exclamou Paul. — Bem-vindo à Goode!</p>
<p>— Ei, Paul&#8230; hã, sr. Blofis. — Olhei para trás, mas as líderes de torcida esquisitas haviam desaparecido.</p>
<p>— Percy, você está com cara de quem viu fantasma.</p>
<p>— É, hã&#8230;</p>
<p>— Ouça, eu sei que está nervoso, mas não se preocupe. — Paul me deu um tapinha nas costas. — Temos uma porção de garotos aqui com dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Os professores sabem como ajudar.</p>
<p>Eu quase tive vontade de rir. Como se meus maiores problemas fossem a dislexia, o transtorno de déficit de atenção e a hiperatividade&#8230; Bem, eu sabia que Paul estava tentando ajudar, mas, se eu lhe contasse a verdade, ou ele pensaria que eu estava louco ou sairia correndo e gritando. Aquelas líderes de torcida, por exemplo — eu estava com um mau pressentimento em relação a elas&#8230;</p>
<p>Então olhei mais adiante no corredor e me lembrei de que havia outro problema. A garota ruiva que eu vira na escadaria da frente estava passando pela entrada principal.</p>
<p>Não me veja, rezei.</p>
<p>Mas ela me viu. Seus olhos se arregalaram.</p>
<p>— Onde é a orientação? — perguntei a Paul.</p>
<p>— No ginásio. Por ali. Mas&#8230;</p>
<p>— Tchau.</p>
<p>— Percy? — ele chamou, mas eu já estava correndo.</p>
<p>Pensei que a tivesse despistado.</p>
<p>Um grupo de garotos e garotas estava seguindo para o ginásio, e logo eu era apenas um entre os trezentos adolescentes de 14 anos amontoados nas arquibancadas. Uma banda tocava um grito de guerra da escola, que soava desafinado como se alguém estivesse batendo em um saco de gatos com um taco de beisebol de metal. Garotos mais velhos, provavelmente membros do grêmio estudantil, estavam lá na frente, apresentando o uniforme da Goode, com cara de: Ei, nós somos o máximo. Professores circulavam no local, sorrindo e apertando a mão dos alunos. As paredes do ginásio estavam cobertas por grandes bandeiras roxas e brancas onde se lia: Bem-vindos, futuros alunos do primeiro ano, a Goode é legal, somos todos uma família, e um monte de outros slogans alegres que me davam vontade de vomitar.</p>
<p>Nenhum dos outros futuros alunos tampouco parecia entusiasmado por estar ali; afinal, apresentar-se aos orientadores em junho — enquanto as aulas só começam em setembro — não é nada legal. Mas na Goode “Preparamos para a excelência cedo!”. Pelo menos era o que dizia o folheto.</p>
<p>A banda parou de tocar. Um sujeito de terno de risca de giz dirigiu-se ao microfone e começou a falar, mas o som reverberava pelo ginásio e eu não tinha a menor ideia do que ele estava dizendo. Daria no mesmo se ele estivesse gargarejando.</p>
<p>Alguém agarrou meu ombro.</p>
<p>— O que você está fazendo aqui?</p>
<p>Era ela: meu pesadelo ruivo.</p>
<p>— Rachel Elizabeth Dare — eu disse.</p>
<p>O queixo dela caiu, como se não pudesse acreditar que eu tivera a ousadia de me lembrar de seu nome.</p>
<p>— E você é Percy não sei de quê. Não cheguei a saber seu nome todo dezembro passado, quando você tentou me matar.</p>
<p>— Olhe, eu não estava&#8230; eu não queria&#8230; O que você está fazendo aqui?</p>
<p>— O mesmo que você, eu acho. Orientação.</p>
<p>— Você mora em Nova York?</p>
<p>— Por quê? Achou que eu morasse na Barragem de Hoover?</p>
<p>Aquilo nunca me ocorrera. Sempre que eu pensava nela (e não estou dizendo que eu pensava; ela só me passava pela cabeça de tempos em tempos, está bem?), imaginava que morasse perto da Barragem de Hoover, já que fora lá que eu a conhecera. Havíamos passado acho que uns dez minutos juntos, e nesse meio-tempo eu acidentalmente a golpeara com uma espada, ela salvara minha vida e eu fugira correndo, perseguido por um bando de máquinas assassinas sobrenaturais. Sabe, um encontro assim&#8230; bem comum.</p>
<p>Um garoto atrás de nós murmurou:</p>
<p>— Ei, calem a boca. As líderes da torcida estão falando!</p>
<p>— Oi, pessoal! — disse efusivamente uma garota ao microfone. Era a loura que eu vira na entrada. — Meu nome é Tammi, e esta é, bem, Kelli. — Kelli deu uma estrela.</p>
<p>A meu lado, Rachel gritou como se alguém a tivesse espetado com um alfinete. Alguns garotos olharam na direção dela e soltaram uma risadinha abafada, mas Rachel continuou encarando fixamente as líderes de torcida, aterrorizada. Tammi não pareceu perceber a agitação. Ela começou a falar sobre todas as atividades maravilhosas nas quais poderíamos nos envolver em nosso primeiro ano.</p>
<p>— Corra — disse-me Rachel. — Agora.</p>
<p>— Por quê?</p>
<p>Ela não explicou. Abriu caminho até a lateral da arquibancada, ignorando os professores de testa franzida e os resmungos dos alunos nos quais pisava.</p>
<p>Eu hesitei. Tammi estava explicando que nos dividiríamos em pequenos grupos e faríamos um tour pela escola. O olhar de Kelli encontrou o meu e ela me dirigiu um sorriso divertido, como se estivesse esperando para ver o que eu ia fazer. Ficaria mal se eu saísse naquele momento. Paul Blofis estava lá embaixo com os outros professores. Ele ficaria imaginando qual era o problema.</p>
<p>Então pensei em Rachel Elizabeth Dare, e na habilidade especial que ela demonstrara no último inverno na Barragem de Hoover. Ela conseguira enxergar um grupo de seguranças que não eram guardas de verdade, não eram nem humanos. Com o coração batendo forte, eu me levantei e a segui, saindo do ginásio.</p>
<p>Encontrei Rachel na sala de música. Ela estava escondida atrás de um tambor, na seção de percussão.</p>
<p>— Venha até aqui! — chamou. — Mantenha a cabeça baixa!</p>
<p>Eu me senti bastante bobo escondido atrás de alguns bongôs, mas me agachei ao lado dela.</p>
<p>— Elas seguiram você? — perguntou Rachel.</p>
<p>— Está se referindo às líderes de torcida?</p>
<p>Ela assentiu, nervosa.</p>
<p>— Acho que não — eu disse. — O que elas são? O que foi que você viu?</p>
<p>Seus olhos verdes brilhavam de medo. As sardas salpicadas no rosto me lembravam constelações. Sua camiseta marrom dizia Departamento de Arte de Harvard.</p>
<p>— Você&#8230; você não iria acreditar em mim.</p>
<p>— Ah, iria sim — garanti. — Sei que consegue ver através da Névoa.</p>
<p>— Do quê?</p>
<p>— Da Névoa. É&#8230; bem, é como um véu que esconde o que as coisas são de verdade. Alguns mortais nascem com a habilidade de enxergar através dela. Como você.</p>
<p>Ela me olhou com atenção.</p>
<p>— Você fez isso na Barragem de Hoover. Disse que eu era mortal. Como se você não fosse.</p>
<p>Tive vontade de dar um soco em um bongô. O que eu estava pensando? Nunca conseguiria explicar. Não deveria nem estar tentando.</p>
<p>— Fale para mim — ela implorou. — Você sabe o que isso quer dizer. Todas essas coisas horríveis que eu vejo?</p>
<p>— Olhe, isso vai soar estranho. Você sabe alguma coisa sobre mitologia grega?</p>
<p>— Como&#8230; o Minotauro e a Hidra?</p>
<p>— Sim, mas tente não dizer esses nomes quando eu estiver por perto, o.k.?</p>
<p>— E como as Fúrias — continuou ela, animando-se. — E como as sereias, e&#8230;</p>
<p>— O.k.! — Dei uma olhada pela sala de música, certo de que Rachel ia fazer um bando de criaturas asquerosas e sedentas de sangue pular das paredes; mas ainda estávamos sozinhos. Mais à frente, no corredor, ouvi um grupo de garotos saindo do ginásio. Estavam começando o tour. Não tínhamos muito tempo para conversar.</p>
<p>— Todos aqueles monstros — eu disse —, todos os deuses gregos&#8230; eles são de verdade!</p>
<p>— Eu sabia!</p>
<p>Teria me sentido mais à vontade se ela tivesse me chamado de mentiroso, mas a expressão de Rachel mostrava que eu acabara de confirmar suas piores suspeitas.</p>
<p>— Você não sabe como é difícil — disse ela. — Durante anos pensei que estivesse ficando maluca. Eu não podia contar a ninguém. Não podia&#8230; — Seus olhos se estreitaram. — Peraí. Quem é você? Quer dizer, de verdade?</p>
<p>— Eu não sou um monstro.</p>
<p>— Bem, disso eu sei. Eu veria se você fosse. Você parece&#8230; você. Mas não é humano, é?</p>
<p>Engoli em seco. Embora tivesse tido três anos para me acostumar a ser quem era, eu nunca havia falado a respeito disso com um mortal comum — isto é, exceto com minha mãe, mas ela já sabia. Não sei por quê, mas resolvi me arriscar.</p>
<p>— Sou um meio-sangue — eu disse. — Sou metade humano.</p>
<p>— E metade o quê?</p>
<p>Nesse momento Tammi e Kelli entraram na sala de música. As portas se fecharam atrás delas com estrondo.</p>
<p>— Aí está você, Percy Jackson — disse Tammi. — Chegou a hora da sua orientação.</p>
<p>— Elas são horríveis! — suspirou Rachel.</p>
<p>Tammi e Kelli ainda usavam o uniforme roxo e branco de líderes de torcida, segurando os pompons da apresentação.</p>
<p>— Qual é a aparência real delas? — perguntei, mas Rachel parecia perplexa demais para responder.</p>
<p>— Ah, deixe ela para lá! — Tammi me lançou um sorriso brilhante e começou a caminhar na minha direção. Kelli permaneceu na porta, bloqueando nossa saída.</p>
<p>Elas nos haviam apanhado em uma armadilha. Eu sabia que teríamos de lutar para escapar, mas o sorriso de Tammi era tão deslumbrante que me distraía. Seus olhos azuis eram lindos, e o modo como os cabelos balançavam nos ombros&#8230;</p>
<p>— Percy — advertiu Rachel.</p>
<p>Eu disse algo muito inteligente, do tipo:</p>
<p>— Hein?</p>
<p>Tammi estava se aproximando. Ela estendeu os pompons.</p>
<p>— Percy! — A voz de Rachel parecia vir de um lugar muito distante. — Dê o fora daí!</p>
<p>Precisei usar toda a minha força de vontade, mas consegui pegar a caneta no bolso e destampá-la. Contracorrente então se transformou em uma espada de bronze de noventa centímetros, a lâmina brilhando com uma suave luz dourada. O sorriso de Tammi tornou-se uma expressão de escárnio.</p>
<p>— Ah, pare com isso! — protestou ela. — Você não precisa disso. Que tal um beijo, em vez dessa coisa?</p>
<p>Ela cheirava a rosas e a pelo limpo de animal — um aroma estranho, mas de alguma forma intoxicante.</p>
<p>Rachel beliscou meu braço com força.</p>
<p>— Percy, ela quer morder você! Olhe para ela!</p>
<p>— Ela só está com ciúme. — Tammi olhou na direção de Kelli. — Posso, senhora?</p>
<p>Kelli ainda estava bloqueando a porta, lambendo os lábios, faminta.</p>
<p>— Vá em frente, Tammi. Está indo bem.</p>
<p>Tammi avançou mais um passo, mas apontei a espada contra seu peito.</p>
<p>— Para trás!</p>
<p>Ela rosnou.</p>
<p>— Calouros — disse, com desprezo. — Esta é a nossa escola, meio-sangue. Nós nos alimentamos de quem escolhemos!</p>
<p>Então ela começou a ficar diferente. A cor se esvaiu de seu rosto e de seus braços. A pele se tornou branca como giz, os olhos, completamente vermelhos. Os dentes cresceram e viraram presas.</p>
<p>— Uma vampira! — balbuciei. Então notei suas pernas. Abaixo da saia do uniforme, a perna esquerda era marrom e peluda, com um casco de burro. A direita tinha o formato de uma perna humana, mas era feita de bronze. — Hã, uma vampira com&#8230;</p>
<p>— Não fale das pernas! — disse Tammi. — É grosseiro zombar disso!</p>
<p>Ela avançou com suas pernas estranhas, descombinadas. Parecia totalmente bizarra, mais ainda com os pompons, mas eu não conseguia rir — não encarando aqueles olhos vermelhos e as presas afiadas.</p>
<p>— Uma vampira, você disse? — Kelli riu. — Essa lenda boboca foi inspirada em nós, seu tolo. Somos empousai, servas de Hécate.</p>
<p>— Hummm. — Tammi aproximou-se ainda mais. — A magia negra nos criou a partir de um animal, do bronze e de fantasmas! Existimos para nos alimentar do sangue de homens jovens. Agora venha e me dê aquele beijo!</p>
<p>Ela mostrou as presas. Fiquei paralisado, sem conseguir me mover, mas Rachel jogou um tarol na cabeça da empousa.</p>
<p>O demônio sibilou e, com um golpe, desviou o tarol, que foi rolando pelos corredores entre os suportes de partituras, as molas chocalhando de encontro ao couro. Rachel lançou então um xilofone, mas o demônio também o desviou com um tapa.</p>
<p>— Geralmente não mato garotas — grunhiu Tammi. — Mas para você, mortal, vou abrir uma exceção. Você enxerga um pouquinho demais!</p>
<p>Ela investiu contra Rachel.</p>
<p>— Não! — Desferi um golpe com Contracorrente. Tammi tentou esquivar-se à lâmina, mas consegui perfurar seu uniforme de líder de torcida, e com um gemido horrível ela explodiu em uma nuvem de pó sobre Rachel.</p>
<p>Rachel tossiu. Parecia que tinham acabado de jogar um saco de farinha em cima dela.</p>
<p>— Que nojo!</p>
<p>— Isso acontece com os monstros — eu disse. — Desculpe-me.</p>
<p>— Você matou minha estagiária! — gritou Kelli. — Precisa de uma lição sobre espírito esportivo, meio-sangue!</p>
<p>Então ela também começou a se transformar. Os cabelos crespos tornaram-se chamas bruxuleantes. Os olhos ficaram vermelhos. As presas cresceram. Ela veio em nossa direção, o pé de bronze e o casco ressoando descompassados no piso da sala de música.</p>
<p>— Eu sou a empousa sênior — grunhiu. — Nenhum herói me derrota há mil anos.</p>
<p>— Mesmo? — perguntei. — Então já passou da validade!</p>
<p>Kelli era bem mais rápida que Tammi. Esquivou-se ao meu primeiro golpe e rolou para a seção de metais, derrubando uma fileira de trombones com um ruído altíssimo. Rachel saiu do caminho. Coloquei-me entre ela e a empousa. Kelli nos rodeou, os olhos indo de mim para a espada.</p>
<p>— Uma laminazinha tão linda — disse ela. — Que pena que está entre nós dois.</p>
<p>Sua forma tremeluzia — às vezes um demônio, às vezes uma linda líder de torcida. Eu tentava manter a mente focada, mas aquilo era muito perturbador.</p>
<p>— Pobrezinho — riu Kelli. — Você não sabe nem o que está acontecendo, não é? Logo seu lindo acampamentozinho estará em chamas, seus amigos se tornarão escravos do Senhor do Tempo, e não há nada que possa fazer para evitar isso. Seria até misericordioso dar um fim à sua vida agora, antes que tenha tempo de assistir a tudo.</p>
<p>Eu ouvia vozes vindo do fim do corredor. Um grupo fazendo o tour se aproximava. Um homem falava algo sobre combinação de cadeados.</p>
<p>Os olhos da empousa se iluminaram.</p>
<p>— Excelente! Vamos ter companhia!</p>
<p>Ela apanhou uma tuba e a lançou contra mim. Rachel e eu nos abaixamos. A tuba voou sobre nossas cabeças e quebrou a janela.</p>
<p>As vozes no corredor se calaram.</p>
<p>— Percy! — gritou Kelli, fingindo-se assustada. — Por que você atirou aquilo?</p>
<p>Eu estava surpreso demais para responder. Kelli pegou um suporte de partitura e atingiu uma fileira de clarinetas e flautas. Cadeiras e instrumentos musicais desabaram no chão com um estrondo.</p>
<p>— Pare! — eu gritei.</p>
<p>As pessoas agora disparavam pelo corredor, vindo em nossa direção.</p>
<p>— Hora de cumprimentar os nossos visitantes! — Kelli arreganhou as presas e correu para as portas. Fui atrás dela com Contracorrente. Precisava evitar que ela ferisse os mortais.</p>
<p>— Percy, não! — gritou Rachel. Mas eu não percebi o que Kelli pretendia até que fosse tarde demais.</p>
<p>Kelli abriu as portas. Paul Blofis e um grupo de calouros recuaram, em choque. Eu ergui minha espada.</p>
<p>No último segundo, a empousa se virou para mim como uma vítima apavorada.</p>
<p>— Ah, não, por favor! — gritou.</p>
<p>Eu não podia parar a lâmina, que já estava em movimento.</p>
<p>Segundos antes de o bronze celestial atingi-la, Kelli explodiu em chamas como um coquetel molotov. Ondas de fogo lançaram-se sobre tudo. Eu nunca vira um monstro fazer algo assim, mas não tinha tempo para pensar no assunto. Recuei para a sala de música enquanto as chamas engoliam o vão de entrada.</p>
<p>— Percy? — Paul Blofis parecia totalmente atônito, fitando-me através do fogo. — O que você fez?</p>
<p>Adolescentes gritavam e corriam pelo corredor. O alarme de incêndio soava. Os sprinklers no teto silvavam, ganhando vida.</p>
<p>Em meio ao caos, Rachel me puxou pela manga da camisa.</p>
<p>— Você precisa sair daqui!</p>
<p>Ela estava certa. A escola estava em chamas e a culpa seria atribuída a mim. Os mortais não conseguiam ver com perfeição através da Névoa. Para eles, pareceria que eu atacara uma garota indefesa diante de um grupo de testemunhas. Não havia como eu explicar. Dei as costas para Paul e disparei para a janela da sala de música destruída.</p>
<p>Saí da viela na 81 Leste e dei de cara com Annabeth.</p>
<p>— Ei, você saiu cedo! — Ela riu, agarrando meus ombros para evitar que eu me estatelasse no chão. — Olhe para onde está indo, Cabeça de Alga.</p>
<p>Por uma fração de segundo ela estava de bom humor e tudo corria bem. Vestia jeans e a camisa laranja do acampamento, e usava o colar de contas de cerâmica. O cabelo louro estava preso em um rabo de cavalo. Os olhos cinzentos brilhavam. Ela parecia pronta para ir ao cinema e passar uma tarde divertida comigo.</p>
<p>Então Rachel Elizabeth Dare, ainda coberta de poeira de monstro, veio correndo pela viela, gritando:</p>
<p>— Percy, espere!</p>
<p>O sorriso de Annabeth se desfez. Ela olhou para Rachel e, em seguida, para a escola. Foi então que pareceu notar a fumaça negra e o som dos alarmes de incêndio.</p>
<p>Ela me olhou, franzindo a testa.</p>
<p>— O que foi que você fez dessa vez? E quem é essa?</p>
<p>— Ah, Rachel&#8230; Annabeth. Annabeth&#8230; Rachel. Hã, ela é uma amiga, acho.</p>
<p>Eu não sabia ao certo como chamar Rachel. Quer dizer, eu mal a conhecia, mas, depois de estarmos juntos duas vezes em situações de vida ou morte, eu não podia simplesmente dizer que ela não era ninguém.</p>
<p>— Oi — disse Rachel, e então se virou para mim: — Você está muito encrencado. E ainda me deve uma explicação!</p>
<p>As sirenes da polícia gemiam na FDR Drive.</p>
<p>— Percy — Annabeth falou com frieza. — Precisamos ir.</p>
<p>— Quero saber mais sobre meios-sangues — insistiu Rachel. — E monstros. E essa história dos deuses. — Ela agarrou meu braço, pegou uma caneta permanente e escreveu um número de telefone em minha mão. — Vai me ligar e explicar tudo, o.k.? Você me deve isso. Agora vá.</p>
<p>— Mas&#8230;</p>
<p>— Vou inventar uma história — disse Rachel. — Vou dizer a eles que não foi culpa sua. Mas vá!</p>
<p>Ela voltou correndo para a escola, deixando-me na rua com Annabeth.</p>
<p>Annabeth me encarou por um segundo. Então se virou e começou a correr.</p>
<p>— Ei! — Fui atrás dela. — Lá dentro tinha duas empousai — tentei explicar. — Eram líderes de torcida, sabe, e disseram que o acampamento ia pegar fogo, e&#8230;</p>
<p>— Você contou a uma garota mortal sobre os meios-sangues?</p>
<p>— Ela pode ver através da Névoa. Viu os monstros antes que eu os notasse.</p>
<p>— Então você contou a ela a verdade.</p>
<p>— Ela me reconheceu da Barragem de Hoover&#8230;</p>
<p>— Você a tinha encontrado antes?</p>
<p>— Hã&#8230; O inverno passado. Mas, sério, eu mal a conheço.</p>
<p>— Ela é bem bonitinha.</p>
<p>— Eu&#8230; eu nunca reparei nisso.</p>
<p>Annabeth continuava andando na direção da avenida York.</p>
<p>— Vou resolver a história da escola — prometi, ansioso para mudar de assunto. — De verdade, vai ficar tudo bem.</p>
<p>Annabeth nem mesmo me olhava.</p>
<p>— Acho que nossa tarde já era. É melhor tirarmos você daqui, agora que a polícia vai sair à sua procura.</p>
<p>Atrás de nós, a fumaça se erguia da Goode High School em ondas. Na coluna escura de cinzas tive a impressão de quase enxergar um rosto — um demônio feminino, de olhos vermelhos, rindo de mim.</p>
<p>Seu lindo acampamentozinho em chamas, dissera Kelli. Seus amigos transformados em escravos do Senhor do Tempo.</p>
<p>— Você tem razão — disse a Annabeth, com o coração apertado. — Precisamos ir para o Acampamento Meio-Sangue. Agora.</p>
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		<title>Trecho do Livro: Para Sempre &#8211; Os Imortais &#124; Alyson Noel</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 10:11:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Alyson Noel]]></category>
		<category><![CDATA[Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[Livro Para Sempre Os Imortais]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1082/livros/trecho-do-livro-para-sempre-os-imortais-alyson-noel/">Trecho do Livro: Para Sempre &#8211; Os Imortais | Alyson Noel</a></p><p>Trecho do Livro: Para Sempre &#8211; Os Imortais &#124; Alyson Noel Autora: Alyson Noel Editora: Intrínseca ISBN: 9788598078625 Saiba onde encontrar este livro As cores da aura e seus significados: Vermelho: energia, força, raiva, paixão, medo, ego Laranja: autocontrole, ambição, coragem, poder de reflexão, desânimo, apatia Amarelo: otimismo, felicidade, intelectualidade, amizade, indecisão, vulnerabilidade à influência [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1082/livros/trecho-do-livro-para-sempre-os-imortais-alyson-noel/">Trecho do Livro: Para Sempre &#8211; Os Imortais | Alyson Noel</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Para Sempre &#8211; Os Imortais | Alyson Noel</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/01/livro-para-sempre-os-imortais.jpg?25a3a7" border="0" alt="Livro Para Sempre Os Imortais" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autora: Alyson Noel</strong><br />
<strong>Editora: Intrínseca</strong><br />
<strong>ISBN: 9788598078625</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21649182/?franq=279991" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p>As cores da aura e seus significados:</p>
<p>Vermelho: energia, força, raiva, paixão, medo, ego<br />
Laranja: autocontrole, ambição, coragem, poder de reflexão, desânimo, apatia<br />
Amarelo: otimismo, felicidade, intelectualidade, amizade, indecisão, vulnerabilidade à influência alheia<br />
Verde: serenidade, poder de cura, compaixão, farsa, ciúme<br />
Azul: espiritualidade, lealdade, criatividade, sensibilidade, generosidade, humor instável<br />
Violeta: alta espiritualidade, sabedoria, intuição<br />
Índigo: benevolência, intuição apurada, busca existencial<br />
Rosa: amor, sinceridade, amizade<br />
Cinza: depressão, tristeza, cansaço, falta de energia, ceticismo<br />
Marrom: ambição, egoísmo, opiniões fortes<br />
Preto: falta de energia, doença, morte iminente<br />
Branco: equilíbrio perfeito</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>— Adivinha!</p>
<p>As mãos quentes e úmidas de Haven apertam minhas bochechas, e seu anel, um crânio de prata escurecido, deixa uma marca de sujeira sobre minha pele. E mesmo que meus olhos estejam cobertos e fechados, sei que os cabelos dela, tingidos de preto, estão partidos ao meio; um espartilho de vinil preto se sobrepõe a uma blusa de gola rulê — mantendo-se em conformidade com o código de vestimenta de nossa escola; a saia comprida de cetim preto, apesar de nova, já tem um furo próximo à bainha, de quando ela pisou com o bico das botas Doc Martens; os olhos parecem dourados, mas só porque ela está usando lentes de contato amarelas.</p>
<p>Também sei que o pai dela não está viajando “a trabalho”, como ele mesmo disse; que o personal trainer de sua mãe é muito mais “personal” que “trainer” e que o irmão caçula quebrou um CD dela, do Evanescence, e agora está com medo de contar.</p>
<p>Mas não sei isso tudo porque andei bisbilhotando a vida dela, nem porque alguém me contou. Sei porque tenho poderes sobrenaturais.</p>
<p>— Anda logo, adivinha! Daqui a pouco o sinal vai tocar! — ela diz com a voz rouca.</p>
<p>Enrolo um pouco enquanto penso na última pessoa com quem ela gostaria de ser confundida.</p>
<p>— Hilary Duff?</p>
<p>— Eca! Vai, tenta de novo. — Ela aperta ainda mais forte, nem sequer desconfiando de que não preciso ver para saber.</p>
<p>— Será a sra. Marilyn Manson?</p>
<p>Ela ri e desencosta as mãos, e então lambe o polegar para apagar a tatuagem de sujeira em minha bochecha, mas levanto o braço antes que ela possa me alcançar. Não porque tenha nojo da saliva dela (quer dizer, sei que Haven não tem doença nenhuma), mas porque não quero que encoste em mim novamente. O toque humano é muito revelador, muito cansativo, então procuro evitá-lo a todo o custo.</p>
<p>Com um gesto rápido, ela tira o capuz de minha cabeça e aperta os olhos ao ver meus fones de ouvido.</p>
<p>— O que você está ouvindo?</p>
<p>Levo a mão ao bolsinho para iPod que costurei no capuz de todos os meus moletons (para esconder dos professores os tão conhecidos fiozinhos brancos) e entrego a ela o aparelho.</p>
<p>— Puxa&#8230; — ela diz com os olhos arregalados. — Quer dizer, que barulheira é essa? Quem é que está cantando isso?</p>
<p>Haven se curva para que nós duas possamos ouvir Sid Vicious berrando sobre a anarquia no Reino Unido. Na verdade, nem sei se ele é a favor ou contra. Sei apenas que berra o suficiente para dar uma acalmada em meus supersentidos.</p>
<p>— Sex Pistols — respondo, desligando o iPod e guardando-o de volta no esconderijo.</p>
<p>— Nem sei como você pôde me ouvir. — Haven sorri ao mesmo tempo que o sinal toca.</p>
<p>Simplesmente dou de ombros. Não preciso escutar para ouvir. Claro, não é isso que digo a ela. Falo apenas que a gente vai se ver de novo na hora do almoço e vou para minha aula, atravessando o campus da escola e encolhendo-me ao intuir os dois garotos que se aproximam pelas costas de Haven e pisam a bainha da saia dela — por pouco não a fazem cair. Mas quando ela se vira para trás, faz o sinal do Mal (certo, não é o sinal do Mal, mas algo que ela mesma inventou) e os encara com aqueles olhos amarelos, eles imediatamente se afastam e a deixam em paz. Quanto a mim, suspiro aliviada e entro na sala de aula, sabendo que não vai demorar muito até que eu deixe de sentir a energia persistente do toque de Haven.</p>
<p>A caminho de minha carteira, no fundo da sala, desvio-me da bolsa que Stacia Miller deixou de propósito em meu caminho e ignoro a serenata — “Per-de-do-ra!” — que ela diariamente sussurra ao me ver. Em seguida, acomodo-me na carteira, tiro livro, caderno e caneta da mochila, coloco os fones de ouvido, visto o capuz, jogo a mochila na carteira vazia a meu lado e espero pela chegada do sr. Robins.</p>
<p>O sr. Robins está sempre atrasado. Sobretudo porque gosta de tomar uns goles de seu cantil de prata entre uma aula e outra. Mas bebe apenas porque a mulher grita com ele o tempo todo, a filha o considera um fracassado e ele, quase sempre, detesta a própria vida. Descobri tudo isso em meu primeiro dia nesta escola, quando acidentalmente toquei na mão dele ao entregar o formulário de transferência. Agora, portanto, sempre que tenho de lhe entregar algo, deixo na beirada da mesa.</p>
<p>Fecho os olhos e espero, enquanto meus dedos deslizam pelo moletom, a fim de trocar o barulhento Sid Vicious por algo mais leve, mais tranquilo. A gritaria de Sid não é mais necessária agora que estou na sala de aula. Acho que a relação entre professor e alunos ajuda a conter, pelo menos até certo ponto, minha energia mediúnica.</p>
<p>Nem sempre fui essa bizarrice que sou hoje. Já fui uma adolescente normal, do tipo que ia às festinhas da escola, se apaixonava por celebridades e tinha tanto orgulho dos cabelos louros que jamais pensaria em prendê-los num rabo de cavalo ou escondê-los sob um capuz. Eu tinha mãe, pai, uma irmã caçula chamada Riley e uma cadela labrador amarela, fofíssima, de nome Buttercup. Morava numa casa agradável, num bairro bacana de Eugene, no Oregon. Era popular, feliz e mal podia esperar para chegar ao segundo ano, pois tinha acabado de me tornar chefe de torcida da principal equipe da escola. Minha vida era completa, e o céu era o limite. Essa história de céu pode ser um tanto gasta, mas, no meu caso, ironicamente, é também a mais pura verdade.</p>
<p>No entanto, sei tudo isso apenas por ouvir dizer, pois desde o acidente só me lembro claramente de uma coisa: eu morri.</p>
<p>Tive o que as pessoas chamam de “experiência de quase-morte”, ou EQM. Acontece que as pessoas estão erradas. Podem acreditar, não houve nada de “quase” no que me aconteceu. Foi assim: num instante, Riley e eu estávamos no banco de trás do SUV do papai, Buttercup com a cabeça pousada no colo de minha irmã e o rabo batendo suavemente em minha perna, e a próxima lembrança&#8230; os airbags inflados, o carro inteiramente destruído, e eu lá, assistindo a tudo do lado de fora.</p>
<p>Olhando para os destroços — os estilhaços de vidro, as portas amassadas, o para-choque dianteiro agarrado ao tronco de um pinheiro num abraço letal —, fiquei me perguntando o que poderia ter acontecido de errado, esperando e suplicando que todos tivessem conseguido sair dali como eu. De repente, ouvi um latido familiar; virei para trás e vi minha família seguindo por um caminho, guiada por Buttercup, que abanava o rabo.</p>
<p>Fui ao encontro deles. De início, tentei correr e alcançá-los, mas depois fui mais devagar, querendo me demorar e passear por aquele campo vasto e perfumado de árvores e flores vibrantes que tremeluziam, e apertando os olhos diante da névoa deslumbrante que refletia e brilhava intensamente, iluminando tudo.</p>
<p>Prometi a mim mesma que seria rápido, que logo voltaria para encontrar minha família. Mas, quando enfim olhei, só deu tempo de, num relance, eles sorrirem e acenarem para mim ao atravessarem uma ponte, sumindo de vista pouco depois.</p>
<p>Entrei em pânico. Olhando para todas as direções, comecei a correr de um lado para o outro, mas tudo parecia igual: uma névoa sem fim, tépida, branca, brilhante, iluminada, bonita e estúpida. Então, caí no chão e fiquei ali, morrendo de frio, chorando, gritando, xingando, implorando, fazendo promessas que sabia jamais poder cumprir.</p>
<p>Foi então que ouvi alguém dizer:</p>
<p>— Ever? É esse seu nome? Abra os olhos e olhe para mim.</p>
<p>Aos tropeços, voltei para a superfície, onde tudo era dor e sofrimento, e minha testa porejava de tanta dor, uma dor lancinante. Então olhei fixamente para o sujeito que se curvava sobre mim, dentro de seus olhos escuros, e sussurrei:</p>
<p>— Sim, sou Ever. — E desmaiei outra vez.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Segundos antes de o sr. Robins entrar na sala baixei o capuz, desliguei o iPod e fingi ler meu livro, sem me dar o trabalho de levantar a cabeça quando ele disse:</p>
<p>— Pessoal, este é Damen Auguste. Acabou de se mudar do Novo México. Muito bem, Damen, pode se sentar lá atrás, ao lado da Ever. Vai ter de acompanhar com o livro dela até comprar o seu.</p>
<p>Damen é lindo. Sei disso sem precisar espiá-lo nem uma única vez. Mantenho os olhos cravados no livro enquanto ele anda para os fundos da sala, pois já conheço minha turma como a palma de minha mão. No que me diz respeito, um pouquinho de ignorância até que não seria mau.</p>
<p>Mas, segundo os pensamentos mais recônditos de Stacia Miller, sentada apenas duas filas à minha frente, Damen Auguste é um espetáculo!</p>
<p>A melhor amiga dela, Honor, concorda em gênero, número e grau.</p>
<p>Assim como o Craig, namorado da tal Honor, mas isso já é outra história.</p>
<p>— Oi. — Damen se espreme na carteira a meu lado, minha mochila produzindo um baque surdo ao ser jogada no chão.</p>
<p>Retribuo o cumprimento com um aceno de cabeça, recusando-me a olhar além das botas de motoqueiro dele. Lustrosas e pretas, muito mais para revista de moda que para Hells Angels. Bem diferentes da profusão de chinelos coloridos que salpica o carpete verde da sala.</p>
<p>O sr. Robins pede que a gente abra o livro na página 133, e Damen se inclina em minha direção.</p>
<p>— Posso acompanhar com você? — diz.</p>
<p>Apavorada com tanta proximidade, hesito um pouco, mas depois empurro o livro até a beirada de minha carteira, o mais longe que consigo sem derrubá-lo no chão. E quando ele arrasta sua cadeira para perto, ocupando o pouco espaço que havia entre nós, deslizo para a extremidade oposta da minha, o mais longe possível. E novamente me escondo sob o capuz.</p>
<p>Damen ri baixinho. Como ainda não olhei para ele, não faço a menor ideia do que isso possa significar. Foi um risinho discreto e gostoso, mas talvez tivesse um duplo sentido qualquer.</p>
<p>Afundo na carteira ainda mais, a cabeça apoiada em uma das mãos, os olhos fixos no relógio e determinada a ignorar todos os olhares e comentários maldosos desferidos contra mim. Tais como: Coitado do novato bonitão&#8230; ter de se sentar ao lado da esquisitona! É mais ou menos isso o que passa pela cabeça de Stacia, Honor, Craig&#8230; e de quase todo mundo na sala.</p>
<p>Bem, todo mundo menos o sr. Robins, que, como eu, não vê a hora de chegar o fim da aula.</p>
<p>No almoço, ninguém fala de outro assunto que não seja Damen.</p>
<p>Já viu o aluno novo? Que gato, hem?&#8230; É&#8230; Ouvi dizer que é do México&#8230; Do México, não, da Espanha&#8230; Tanto faz, de um outro país qualquer&#8230; É claro que vou convidar ele pro Baile de Inverno&#8230; Mas você nem conhece o cara ainda!&#8230; Fique tranquila, porque vou conhecer&#8230;</p>
<p>— E aí, amiga? Já viu o tal de Damen? O que acabou de chegar! — Haven se senta a meu lado e espia através da franja, que de tão comprida chega a roçar os lábios pintados de vermelho.</p>
<p>— Ah!, não, você também, não&#8230; — Balanço a cabeça e cravo os dentes em minha maçã.</p>
<p>— Aposto que você não diria isso se tivesse tido o privilégio de ver o cara — ela diz, retirando o cupcake de baunilha da caixa de papelão rosa e lambendo a cobertura de glacê, tal como faz todos os dias, embora ela se vista como alguém que não hesitaria nem mesmo um segundo antes de trocar um cupcake por um bom copo de sangue.</p>
<p>— Vocês estão falando sobre o Damen, é? — sussurra Miles, deslizando no banco e fincando os cotovelos na mesa, os olhos castanhos oscilando entre nosso rosto, um sorriso maroto estampado no rostinho de bebê. — Que gato! Vocês viram as botas? Tão Vogue&#8230; Acho que vou perguntar se ele quer ser meu próximo namorado.</p>
<p>Haven aperta os olhos amarelos na direção dele.</p>
<p>— Tarde demais — diz. — Eu vi primeiro.</p>
<p>— Poxa, foi mal. Não sabia que você curtia “não góticos”. — Ele dá um risinho, revira os olhos e desembrulha seu sanduíche.</p>
<p>Haven ri de volta.</p>
<p>— Se forem como ele, curto. Juro que ele é simplesmente um absurdo de tão irresistível, você precisa ver. — E balançando a cabeça, irritada com minha indiferença, vira-se para mim e diz: — Ele é demais!</p>
<p>— Você ainda não viu? — espanta-se Miles, segurando o sanduíche.</p>
<p>Baixo os olhos para a mesa, muito inclinada a contar uma mentira. Diante daquele carnaval todo, não conseguia ver outra saída. Mas não posso mentir, não para eles. Haven e Miles são meus melhores amigos. Os únicos que tenho. Além disso, já guardo segredos demais.</p>
<p>— Ele se sentou ao meu lado na aula de inglês — digo, finalmente. — Fui obrigada a dividir o livro com ele, mas não cheguei a vê-lo direito.</p>
<p>— Obrigada? — Haven move a franja para o lado para ver melhor a maluca que foi capaz de proferir tamanha asneira. — Ah, deve ter sido horrível pra você, um suplício, né? — Ela revira os olhos e suspira. — Eu juro: você não faz ideia da sorte que tem! Devia estar agradecendo de joelhos!</p>
<p>— Que livro vocês leram juntos? — pergunta Miles, como se o título pudesse revelar algo de muito importante.</p>
<p>— O Morro dos Ventos Uivantes — respondo, dando de ombros. Coloco o que restou da maçã sobre um guardanapo e dobro as pontas em torno dela.</p>
<p>— E o capuz? — pergunta Haven. — Com ou sem?</p>
<p>Depois de certo esforço, lembro que botei o capuz enquanto Damen caminhava em minha direção.</p>
<p>— Hmm&#8230; com. É, tenho certeza: com.</p>
<p>— Ainda bem — resmunga Haven, aliviada, partindo o cupcake em dois. — A última coisa de que preciso é competir com a deusa dos cabelos dourados.</p>
<p>Eu me encolho e mais uma vez baixo os olhos para a mesa. Fico envergonhada quando as pessoas fazem elogios assim, que no passado costumavam ser muito importantes para mim. Agora, não são mais.</p>
<p>— Mas, e o Miles? — pergunto, desviando a atenção para alguém realmente capaz de apreciá-la. — Você não acha que ele também é um forte candidato?</p>
<p>— Isso mesmo! — Miles passa a mão pelos curtos cabelos castanhos e vira de perfil, oferecendo-nos seu melhor ângulo. — Eu também estou na parada!</p>
<p>— Bobagem — diz Haven, limpando do colo as migalhas brancas. — Damen e Miles não jogam no mesmo time. Pelo menos dessa vez, a beleza estonteante e incomparável de nosso amigo top model não vai contar.</p>
<p>— Como você sabe em que time ele joga? — pergunta Miles, apertando as pálpebras enquanto destampa sua garrafa de isotônico. — Como pode ter tanta certeza assim?</p>
<p>— Meu gaydar não apitou — explica Haven, dando um tapinha na própria testa. — Confie em mim: o cara não aparece nele.</p>
<p>Pois bem, Damen é meu colega não só na aula de inglês do primeiro tempo, como também na de educação artística do sexto (não que ele tenha se sentado ao meu lado, nem que eu tenha procurado, mas os pensamentos que pipocavam pela sala, mesmo os de nossa professora, a sra. Machado, foram suficientes para que eu me desse conta da presença dele). E como se isso não bastasse agora vejo que ele estacionou o carro bem ao lado do meu. Até então eu havia conseguido me conter e não olhar para outra parte além das botas do sujeito, mas agora, eu sabia, minhas possibilidades de escapar chegavam ao fim.</p>
<p>— Ai, meu Deus! É ele! Está vindo bem em nossa direção! — exclama Miles, com os trinados de soprano que reserva apenas para os momentos mais excitantes. — E olha aquele carro! Um BMW preto novinho em folha! E com o insulfilme mais escuro que existe! Um espetáculo! Olhe, o plano é o seguinte: vou abrir a porta e acidentalmente bater na porta dele; então terei uma desculpa pra falar alguma coisa. — Ele se vira para mim em busca de aprovação.</p>
<p>— Não arranhe meu carro. Nem o carro dele. Nem o de qualquer outra pessoa — eu digo, balançando a cabeça e tirando as chaves da mochila.</p>
<p>— Tudo bem — resmunga Miles, fazendo beicinho. — Pode arruinar meus sonhos, não me importo. Mas faça um favor a si mesma e dê uma conferida no cara! Depois quero ouvir você dizer, olhando fundo nos meus olhos, que não pirou nem ficou de perna bamba com o que viu!</p>
<p>Reviro os olhos e me espremo entre meu carro e o Fusca vizinho, tão mal estacionado, que parece querer montar no meu Miata. Já estou com a chave na porta quando, atrás de mim, Miles me surpreende, puxa meu capuz para baixo, arranca meus óculos e corre para o lado do passageiro, onde, com gestos nada sutis da cabeça e do polegar, insiste para que eu olhe para o Damen, que a essa altura já está atrás dele.</p>
<p>Então, obedeço. Bem, não posso continuar evitando o cara pelo restante da vida. Assim, respiro fundo e levanto os olhos.</p>
<p>E o que vejo me deixa incapacitada de falar, piscar ou mover qualquer outra parte do corpo.</p>
<p>Percebendo meu estado, Miles arregala os olhos e começa a abanar as mãos freneticamente, fazendo o que pode para abortar a missão e me trazer de volta ao “quartel-general”, à normalidade. Mas não posso. Quer dizer, bem que eu gostaria, porque sei que estou agindo exatamente como a esquisitona que todos já acham que sou. Mas não dá, é impossível. E não apenas por causa da beleza inquestionável do tal de Damen. Tudo bem, os cabelos são lindos, luminosos e compridos; vão descendo ao longo das maçãs do rosto, salientes e esculpidas a cinzel, até roçar os ombros. Mas quando ele ergue os óculos de sol para me fitar de volta, constato que os olhos dele, estranhamente familiares, são amendoados e escuros, emoldurados em cílios tão longos que quase parecem falsos. Ah, e os lábios! Os lábios são carnudos e convidativos, tão bem desenhados quanto um arco de Cupido. E o corpo que sustenta tudo isso é alto, magro, firme. Vestido de preto de cima a baixo.</p>
<p>— Ei, Ever! Alô-ou! Você pode acordar agora. Por favor! — Miles vira-se para Damen, rindo de nervoso. — Não repare na minha amiga, não. Geralmente ela se esconde debaixo do capuz.</p>
<p>Não é que eu não saiba que tenho de parar, e parar agora. Mas os olhos de Damen, pregados nos meus, vão se tornando de um colorido cada vez mais intenso à medida que os lábios esboçam um sorriso.</p>
<p>Mas, como já disse, não é a beleza estonteante dele que me paralisa dessa forma. Um fato não tem nenhuma relação com o outro. Acontece que toda a área em torno do corpo dele, desde a gloriosa cabeça até a ponta quadrada das botas pretas de motoqueiro, consiste em nada além de um espaço vazio, em branco.</p>
<p>Nenhuma cor. Nenhuma aura. Nenhum espetáculo de luzes pulsantes.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Todo o mundo tem uma aura. Todos os seres vivos têm espirais de cor que emanam do corpo. Um campo energético multicolorido do qual nem se dão conta. Nada perigoso ou assustador, nem ruim, de forma alguma, mas apenas parte de um campo magnético visível — bem, ao menos para mim.</p>
<p>Antes do acidente, eu nem fazia ideia de coisas assim. E, definitivamente, não era capaz de vê-las. Mas desde que acordei no hospital vejo cores por toda parte.</p>
<p>— Tudo bem com você? — perguntou a enfermeira ruiva, preocupada.</p>
<p>— Sim, mas por que você está toda rosa? — respondi, sem entender o porquê daquele brilho rosado que a cercava.</p>
<p>— Por que estou o quê? — ela se esforçou para disfarçar o susto.</p>
<p>— Rosa. Isso que está aí ao seu redor, especialmente da cabeça.</p>
<p>— O.K., meu amor, fique aí descansando, que vou chamar o médico. — Ela me deixou sozinha no quarto e saiu correndo pelo corredor.</p>
<p>Só depois de passar por uma batelada de exames oftalmológicos, ressonâncias cerebrais e avaliações psiquiátricas foi que aprendi a guardar minhas visões para mim mesma. E mais tarde, quando passei a ouvir pensamentos, a captar histórias de vida pelo toque e a conversar com minha irmã morta, já estava escaldada o suficiente para ficar de bico calado.</p>
<p>Acho que já me acostumei a viver assim; nem sequer recordava que existe um jeito diferente. Mas ao ver Damen emoldurado apenas no preto reluzente da carroceria de um carro chiquérrimo e caríssimo, acabei me lembrando de outro tempo da minha vida, mais feliz e mais normal.</p>
<p>— Seu nome é Ever, certo? — ele pergunta, enfim abrindo o sorriso esboçado há pouco e revelando mais uma de suas inúmeras perfeições: dentes incrivelmente brancos.</p>
<p>Eu fico ali, inutilmente tentando desviar o olhar, enquanto Miles começa a pigarrear feito um maluco. Só então me lembro de quanto ele detesta ser ignorado.</p>
<p>— Ah, desculpe. Miles, Damen, Damen, Miles — digo, sem ao menos piscar.</p>
<p>Damen dá uma olhada rápida para o Miles, cumprimenta-o com a cabeça e logo se volta para mim. Sei que vai parecer maluquice minha, mas durante a fração de segundo em que Damen desviou o olhar senti uma fraqueza e um frio muito estranhos.</p>
<p>Mas assim que ele vira seu olhar novamente para mim tudo volta ao normal — tudo fica quente e bem de novo.</p>
<p>— Posso pedir um favor? — E sorri. — Será que você pode me emprestar seu O Morro dos Ventos Uivantes? Preciso colocar a leitura em dia, e hoje não vou ter tempo de passar na livraria.</p>
<p>Abro a mochila, retiro meu exemplar todo amarfanhado e estendo o braço com o livro na palma da mão, parte de mim torcendo para que a ponta de meus dedos toque a ponta dos dedos dele, enquanto outra parte, a mais forte e sábia, aquela com poderes sobrenaturais, treme só de pensar nas revelações que podem brotar do contato com um desconhecido tão lindo.</p>
<p>Ele joga o livro no interior do BMW, baixa os óculos escuros e diz:</p>
<p>— Valeu, a gente se vê amanhã.</p>
<p>Só então percebo que nada aconteceu com aquele breve toque, além de um leve formigamento na ponta dos dedos. E antes que eu possa dizer o que quer que seja ele já está dando a ré para sair da vaga.</p>
<p>— Amiga — diz Miles, balançando a cabeça e se acomodando a meu lado no Miata. — Desculpe, mas quando falei que você iria pirar quando visse o cara eu não estava sugerindo que você pirasse. Não era pra você seguir ao pé da letra. Caramba, Ever, o que foi que deu em você? Que esquisitice foi aquela? Só faltou você dizer: Muito prazer, eu sou a Ever, a psicopata que vai perseguir você pelo restante da vida! Não estou brincando. Achei que a gente teria de ressuscitar você! E olhe, pode acreditar, você deu uma tremenda sorte. Imagine se a Haven, nossa queridíssima amiga, estivesse lá para ver a cena, hã? A senha número 1 é dela, meu amor, já esqueceu?</p>
<p>Miles continua tagarelando sem parar durante todo o caminho. Simplesmente eu o deixo falar enquanto presto atenção no trânsito, roçando o dedo na cicatriz espessa em minha testa — a que escondo debaixo da franja.</p>
<p>Como explicar a ele que, desde o acidente, as únicas pessoas cujos pensamentos não posso ouvir, cujos toques nada revelam e cujas auras não consigo ver são as que já morreram?</p>
<div style="width: 100%; background-color: #1982D1; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 15px; margin-left: 0px;"><span style="color: #f8f8f8;"><span style="padding-left: 2px;">Veja também:</span></span></div>
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		<title>Trecho do Livro: A Senhora do Jogo &#124; Sidney Sheldon</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 04:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Autores]]></category>
		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Estrangeira]]></category>
		<category><![CDATA[Livro A Senhora do Jogo]]></category>
		<category><![CDATA[Sidney Sheldon]]></category>
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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/1059/livros/trecho-do-livro-a-senhora-do-jogo-sidney-sheldon/">Trecho do Livro: A Senhora do Jogo | Sidney Sheldon</a></p><p>Trecho do Livro: A Senhora do Jogo &#124; Sidney Sheldon Autora: Tilly Bagshawe (baseado no livro de Sidney Sheldon &#8220;O Reverso da Medalha&#8221;) Editora: Record ISBN: 9788501088512 Saiba onde encontrar este livro Dark Harbor, Maine &#8211; 1984. Através dos galhos, Danny Corretti olhou para as agitadas pessoas embaixo e sentiu uma onda de vertigem. — [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/1059/livros/trecho-do-livro-a-senhora-do-jogo-sidney-sheldon/">Trecho do Livro: A Senhora do Jogo | Sidney Sheldon</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: A Senhora do Jogo | Sidney Sheldon</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2010/01/livro-a-senhora-do-jogo.jpg?25a3a7" border="0" alt="Livro A Senhora do Jogo" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autora: Tilly Bagshawe </strong><br />
(baseado no livro de <strong>Sidney Sheldon</strong> &#8220;O Reverso da Medalha&#8221;)<br />
<strong>Editora: Record</strong><br />
<strong>ISBN: 9788501088512</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21625064/?franq=279991" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p>Dark Harbor, Maine &#8211; 1984.</p>
<p>Através dos galhos, Danny Corretti olhou para as agitadas pessoas embaixo e sentiu uma onda de vertigem.</p>
<p>— Que diabos estamos fazendo aqui?</p>
<p>Fechando os olhos, ele segurou com mais força o galho da antiga árvore, garantindo que ele e sua câmera continuassem escondidos na densa folhagem verde.</p>
<p>— Ganhando dinheiro — sussurrou seu colega, excitado. — Olhe, ela está ali!</p>
<p>— Onde?</p>
<p>Seguindo a linha de visão de seu amigo, Danny Corretti ajustou a lente do zoom em uma figura no meio da multidão de luto. Vestida de preto da cabeça aos pés, com um manto de renda que caía até o chão cobrindo seu terninho Dior de corte impecável, era impossível ver seu rosto. Poderia ser qualquer pessoa. Mas ela não era qualquer pessoa.</p>
<p>— Está brincando comigo? — Danny Corretti franziu a testa. Abaixo dele o cemitério parecia balançar ameaçadoramente, os antigos túmulos subindo e descendo como cavalos em um carrossel desagradável. — Não consigo ver nada. Tem certeza de que é ela? Poderia ser Johnny Carson embaixo de toda aquela renda.</p>
<p>Seu colega sorriu.</p>
<p>— Tenho certeza de que é ela.</p>
<p>Da árvore à sua esquerda, Danny Corretti escutou os cliques da câmera de seu rival. Focalizou mais uma vez seu zoom e começou a fotografar.</p>
<p>Vamos, doçura. Dê um sorrisinho para o papai.</p>
<p>Uma boa foto do rosto de Eve Blackwell poderia valer uns cem mil para o fotógrafo que a conseguisse primeiro. Qualquer um que fosse capaz de capturar a barriga proeminente poderia esperar ganhar o dobro disso.</p>
<p>Duzentas mil pratas!</p>
<p>Talvez não fosse muito dinheiro para os Blackwell, herdeiros da multibilionária Kruger Brent Ltda. — império de diamantes que se transformara em um conglomerado, e que tornara a família a mais rica dos Estados Unidos -, mas era uma fortuna para Danny Corretti. Foram os Blackwell que trouxeram Danny e outros paparazzi ao cemitério de St. Stephen nesta manhã gelada de fevereiro. Eles vieram enterrar a matriarca da família, Kate Blackwell, que morrera na avançada idade de 92 anos.</p>
<p>Olhe para eles. Parecem moscas-varejeiras voando em volta do corpo da velha senhora. Repugnante.</p>
<p>Danny Corretti sentiu-se nauseado de novo, mas tentou não dar atenção a isso — nem à intensa dor nas costas depois de passar seis horas direto em cima de uma árvore. Sua vontade era se esticar, mas não ousava mexer um músculo sequer, para não arriscar ser visto pelos seguranças da Kruger Brent. Observando as silhuetas taciturnas dos ex-fuzileiros navais vestidos de preto que andavam por todo o perímetro do cemitério, com suas armas grudadas ao peito como objetos de estimação, Danny Corretti sentiu uma pontada de medo. Duvidava que Kate Blackwell tivesse contratado algum deles por causa do senso de humor.</p>
<p>Você vai ficar bem. Só precisa conseguir a foto e dar o fora daqui. Vamos Eve, doçura. Olha o passarinho.</p>
<p>Danny Corretti realmente não fora feito para esse tipo de trabalho. Um homem alto e magro, com pernas sobrenaturalmente compridas e cabelos muito louros, quase brancos, por cima de sua pele italiana azeitonada; não havia muitos lugares no cemitério de Maine capazes de esconder seu corpo de 1m90. A velha árvore fora a melhor opção, mas ele tivera de chegar absurdamente cedo para superar seus rivais e conseguir um lugar estratégico e tão cobiçado. Agarrado aos galhos mais altos agora, cada tendão de seu corpo parecia em chamas, apesar do dia extremamente frio. Rangeu os dentes, amaldiçoando suas longas pernas.</p>
<p>Pense no dinheiro.</p>
<p>Ironicamente, se não fosse por causa de suas pernas compridas, Danny nem estaria nesta profissão maluca.</p>
<p>Se não fossem suas pernas compridas, o marido de sua amante nunca teria visto seus pés tamanho 44 por baixo da cama de casal.</p>
<p>Ah, Carla. Deus, ela era linda! Nenhum homem conseguia resistir a ela. Se aquele brutamontes com quem ela se casou não tivesse saído mais cedo do trabalho&#8230;</p>
<p>Foram as pernas compridas de Danny que fizeram com que levasse uma surra de quebrar ossos e fosse parar no hospital público (sem plano de saúde). Graças às suas pernas compridas, sua esposa Loretta descobrira seu caso, se divorciara dele e ficara com a casa. Agora, graças às suas pernas compridas, o advogado com cara de rato de Loretta estava exigindo que Danny pagasse uma pensão de mil dólares por mês.</p>
<p>Mil dólares? Quem eles pensavam que ele era, o maldito Donald Trump?</p>
<p>Sim, toda a culpa por sua difícil situação atual era de suas pernas compridas. Por que outro motivo passaria uma manhã de domingo apertado e congelando em cima de uma árvore de 400 anos em cima de um cemitério, arriscando seu pescoço por uma mísera foto da mulher que os tabloides apelidaram de “A Fera dos Blackwell”?</p>
<p>As pernas compridas de Danny Corretti tinham muito pelo que responder. Ele ia conseguir a foto de Eve Blackwell mesmo que isso acabasse com ele.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>A voz do padre ecoava pelo ar gelado de fevereiro, intensa, forte e poderosa.</p>
<p>— Deus misericordioso, o Senhor conhece o tormento dos pesarosos&#8230;</p>
<p>Por trás do grosso véu, Eve Blackwell riu com desdém. Pesaroso? Ver aquela bruxa velha morta e enterrada? Por favor. Se eu fosse dez anos mais nova, estaria dando pulos de alegria.</p>
<p>Hoje, Eve estava enterrando uma de suas inimigas. Mas não descansaria até enterrar todos eles. Uma já tinha ido, faltavam três.</p>
<p>— O Senhor escuta as orações dos humildes&#8230;</p>
<p>Eve Blackwell olhou em volta para o pequeno grupo de familiares e amigos que tinham vindo se despedir de sua avó Kate, e se perguntou se algum deles poderia ser descrito como humilde.</p>
<p>Sua irmã gêmea idêntica, Alexandra, estava ali. Aos 34 anos, ela ainda era linda, com as maçãs do rosto salientes, cabelo louro e os deslumbrantes olhos cinza que herdara do bisavô, fundador da Kruger Brent, Jamie McGregor.</p>
<p>Eve estreitou os olhos com ódio. O mesmo ódio que sentia pela irmã desde o dia em que nasceram.</p>
<p>Como ousa! Como minha irmã ousa ainda ser linda!</p>
<p>Alexandra chorava copiosamente, segurando com força a mão de seu filho, Robert. O menino louro, delicado e doce de 10 anos era uma cópia de sua mãe. Um pianista talentoso, ele era o preferido de Kate Blackwell e herdeiro da Kruger Brent.</p>
<p>Não por muito tempo, pensou Eve. Vamos ver quanto tempo o garoto vai durar sem Kate por perto para protegê-lo.</p>
<p>Eve Blackwell sentiu um aperto no peito. Como odiava os dois, mãe e filho, e suas lágrimas de crocodilo! Se ao menos fosse o corpo de Alexandra a ser colocado naquele buraco de terra gelada. Então, a felicidade de Eve seria realmente completa.</p>
<p>Ao lado de Alexandra, estava seu marido, o famoso psiquiatra Peter Templeton. Alto, moreno, bonito, com olhos azuis, Peter Templeton parecia mais um atleta do que um psiquiatra. Ele e Alexandra formavam um lindo casal. Peter já fora arrogante o suficiente para achar que compreendia Eve. Acreditava que podia ver através dela, até o âmago do ódio que borbulhava dentro dela. Alexandra, com toda a sua bondade, nunca conseguira ver o quanto sua irmã gêmea a odiava. Mas seu marido via.</p>
<p>Eve sorriu.</p>
<p>Tolo inútil. Ele acha que me conhece, mas não consegue vislumbrar mais que a superfície.</p>
<p>Não, Peter Templeton não era humilde.</p>
<p>E seu próprio marido, o famoso cirurgião plástico Keith Webster? Muitas pessoas o viam como uma pessoa humilde. Eve podia ouvir os gratos pacientes dele: “O querido Dr. Webster, que cirurgião talentoso, mas tão tímido e modesto em relação ao seu dom.” Eve sentiu um arrepio quando Keith envolveu seus ombros com um braço marital e protetor.</p>
<p>Protetor? Ele não é protetor. É possessivo. E psicótico. Me chantageou para casar, depois deliberadamente destruiu meu rosto, mutilando minhas lindas feições e me transformando neste monstro. Tudo para que eu não o deixasse.</p>
<p>Um dia vou fazê-lo pagar pelo que fez.</p>
<p>Eve Blackwell era muitas coisas, mas não era burra. Sabia que as árvores e moitas em volta da igreja St. Stephen estavam cheias de fotógrafos, e sabia o porquê: todos queriam uma foto de seu espantoso rosto desfigurado.</p>
<p>Bem, podiam ir todos para o inferno. Por trás, ainda era possível ver o corpo perfeito e feminino de Eve. Mas a parte da frente estava escondida. Nenhuma lente no mundo conseguiria penetrar o espesso véu de renda tecida a mão. Eve se certificou disso.</p>
<p>Um dia famosa por sua beleza, nos últimos anos Eve Blackwell se transformara em uma prisioneira em sua cobertura em Manhattan, com medo de mostrar ao mundo seu rosto coberto por cicatrizes monstruosas. Na verdade, não era vista em público havia dois anos. A última vez fora na festa de aniversário de 90 anos da avó em Cedar Hill House, a Camelot particular da família, a poucos metros de onde a velha mulher estava sendo enterrada para o repouso eterno.</p>
<p>Kate Blackwell tinha sorte. Fora se juntar aos seus amados fantasmas: Jamie, Margaret, Banda, David, e os espíritos do passado africano longo e violento da Kruger Brent. Mas Eve não teria tal descanso. Com os boatos já circulando sobre sua gravidez — ambas, Eve e Alexandra Blackwell, estavam grávidas, embora a família se recusasse a confirmar para a imprensa —, Eve tinha plena consciência de que o preço de sua cabeça tinha dobrado. Não havia um editor de tabloide dos Estados Unidos que não venderia a alma por uma foto mais ou menos decente da Fera dos Blackwell carregando um filho.</p>
<p>E pensar que eles me chamam de monstro&#8230;</p>
<p>— Senhor, escute o Seu povo, que implora em necessidade&#8230;</p>
<p>Eve observou silenciosamente o caixão de Kate Blackwell baixar no túmulo recém-aberto. Brad Rogers, o número dois de Kate na Kruger Brent por três décadas, abafou um soluço. Ele mesmo um homem bastante velho agora, com o cabelo tão branco e fino quanto a neve embaixo de seus pés, estava completamente arrasado com a morte de Kate. Ele a amara em segredo durante anos. Mas fora um amor que ela nunca conseguiu corresponder.</p>
<p>Como ela está pequena!, pensou Eve, enquanto a patética caixa de madeira desaparecia nas profundezas da terra. Kate Blackwell, que fora gigante quando viva, respeitada por presidentes e reis, parecia insignificante no final.</p>
<p>Não vai ser um bom banquete para os vermes de sua amada Dark Harbor, vai, vovó?</p>
<p>Durante anos, Kate Blackwell fora a nêmesis de Eve. Fizera tudo ao seu alcance para evitar que sua neta malvada atingisse seu objetivo na vida: assumir o controle da empresa da família, a poderosa Kruger Brent.</p>
<p>Mas agora Kate Blackwell se fora.</p>
<p>— Garanta seu descanso eterno, ó, Pai, e que Sua luz perpétua brilhe sobre ela.</p>
<p>Já vai tarde, sua bruxa velha e vingativa.</p>
<p>— Que ela descanse em paz.</p>
<p>&#8212;&#8211;</p>
<p>Danny Correti olhou infeliz os negativos na sua frente. Suas costas ainda o estavam matando depois dessa manhã, e agora ele sentia uma enxaqueca se aproximando.</p>
<p>— Conseguiu alguma coisa?</p>
<p>Seu amigo tentou parecer esperançoso. Mas já sabia a resposta.</p>
<p>Nenhum deles conseguira a foto de duzentos mil dólares.</p>
<p>Eve Blackwell fora mais esperta que todos.</p>
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		<title>Trecho do Livro: Escolhida &#124; PC Cast e Kristin Cast</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 18:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tigre de fogo</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escritores]]></category>
		<category><![CDATA[Kristin Cast]]></category>
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		<category><![CDATA[Livro Escolhida]]></category>
		<category><![CDATA[PC Cast]]></category>
		<category><![CDATA[Serie House of Night]]></category>
		<category><![CDATA[Serie Morada da Noite]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><p><a href="http://tigredefogo.com/959/livros/trecho-do-livro-escolhida-pc-cast-e-kristin-cast/">Trecho do Livro: Escolhida | PC Cast e Kristin Cast</a></p><p>Trecho do Livro: Escolhida &#124; PC Cast e Kristin Cast Autoras: PC Cast e Kristin Cast Editora: Novo Século ISBN: 9788576792857 Saiba onde encontrar este livro Obs: Escolhida é o terceiro volume da série Morada da Noite. – Pois é, meu aniversário é sempre um &#8220;pé no saco&#8221; – eu disse à minha gata Nala. [...]</p></p><p><a href="http://tigredefogo.com">Tigre de Fogo</a></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tigredefogo.com/959/livros/trecho-do-livro-escolhida-pc-cast-e-kristin-cast/">Trecho do Livro: Escolhida | PC Cast e Kristin Cast</a></p>
<p><strong>Trecho do Livro: Escolhida | PC Cast e Kristin Cast</strong><br />
<img src="http://tigredefogo.com/wp-content/uploads/2009/12/livro-escolhida-161209.jpg?25a3a7" border="0" alt="Livro Escolhida" hspace="1" vspace="5" width="100" height="100" align="right" /><br />
<strong>Autoras: PC Cast e Kristin Cast</strong><br />
<strong>Editora: Novo Século</strong><br />
<strong>ISBN: 9788576792857</strong></p>
<p><span style="color: #1982D1;">»</span> <a title="Saiba onde encontrar este livro" rel="nofollow" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21633488/?franq=279991" target="_blank"><strong>Saiba onde encontrar este livro</strong></a></p>
<p><em>Obs: Escolhida é o terceiro volume da série Morada da Noite.</em></p>
<p>– Pois é, meu aniversário é sempre um &#8220;pé no saco&#8221; – eu disse à minha gata Nala. (Tá, na verdade eu sou mais a humana dela do que ela é minha gata. Sabe como são os gatos: eles não têm donos, têm empregados. Um fato que a maioria tenta ignorar.)</p>
<p>Enfim, continuei falando com a gata como se ela estivesse ligada em cada palavra que eu dizia. O que nem era o caso. – São dezessete anos de aniversários &#8220;pé no saco&#8221;, em todo 24 de dezembro. Já estou até acostumada. Nada demais. – Eu sabia que estava dizendo aquelas palavras só para convencer a mim mesma. Nala soltou um miau com aquela sua voz de gata velha resmungona e foi lamber suas partes íntimas, deixando claro que aquele assunto a entediava.</p>
<p>– Já sei o que vou fazer – continuei enquanto terminava de passar um pouquinho de delineador nos olhos. (E estou falando de um pouquinho, nada de ficar com cara de guaxinim, pois com certeza não fica bem para mim. Na verdade, para ninguém.) – Vou receber um monte de presentes bem-intencionados, que não são bem presentes de aniversário – são coisas com temas natalinos, porque as pessoas sempre tentam misturar meu aniversário com o Natal, e isso nunca dá certo.</p>
<p>– Mas vou sorrir e fingir que estou adorando meus presentes bobos de natalversário, já que as pessoas não conseguem entender que não se deve misturar Natal com aniversário. Ao menos não se elas quiserem agradar.</p>
<p>Nala espirrou.</p>
<p>– É exatamente assim que me sinto em relação a isso. Mas sejamos legais, porque quando eu digo alguma coisa, fica tudo pior. Eu acabo ganhando os benditos presentes, as pessoas ficam chateadas e dá tudo errado. – Nala não pareceu convencida, então concentrei minha atenção em minha reflexão. Por um segundo pensei que tivesse exagerado no delineador, mas olhei mais de perto e percebi que o que estava deixando meus olhos tão enormes e escuros não tinha nada a ver com algo tão comum quanto um delineador. Apesar de eu já ter sido Marcada há dois meses, a tatuagem de lua crescente cor de safira entre meus olhos e as elaboradas filigranas de passamanaria, tatuadas ao redor do meu rosto, ainda tinham a capacidade de me surpreender. Passei a ponta do dedo sobre uma das espirais azuis. Depois, quase sem pensar, baixei a gola (que já era grande) do meu suéter para expor o ombro esquerdo. Joguei meus longos cabelos para trás com um movimento rápido de cabeça e exibi os desenhos tatuados que começavam na base do pescoço e se espalhavam por todo o meu ombro, descendo pela coluna até chegar ao fim das costas. Como sempre, a visão das minhas tatuagens me causou um arrepio elétrico, que misturava deslumbre e medo.</p>
<p>– Você é diferente de todo mundo – murmurei para meu reflexo e limpei a garganta. Continuei a falar com uma voz excessivamente pomposa – e não há problema nenhum em ser assim. – A quem eu queria enganar, pensei. – Então tá – olhei para a parte de cima de minha cabeça e fiquei, em parte, surpresa por não estar visível. Tipo, eu com certeza sentia a nuvem negra gigantesca que vinha me acompanhando há um mês. – Caraca, fico até surpresa por não estar chovendo aqui dentro. Não seria uma maravilha para meu cabelo? – eu disse com sarcasmo para meu reflexo. Então suspirei e peguei o envelope que estava na minha mesa. Sobre o endereço do remetente lia-se FAMÍLIA HEFFER, impresso em dourado reluzente. – E por falar em coisas deprimentes&#8230; – murmurei.</p>
<p>Nala espirrou de novo.</p>
<p>– Você tem razão. Melhor acabar logo com isto – abri o envelope com relutância e retirei o cartão. – Ah, que inferno. É pior do que eu esperava – havia uma enorme cruz de madeira na parte da frente do cartão, e um papel enrolado à moda antiga no meio da cruz (com um prego sangrento preso a ela). Estava escrito FELIZ NATAL em letras vermelhas (representando o sangue, naturalmente). Logo abaixo vinha escrito com a letra da minha mãe: Espero que você esteja se lembrando de sua família neste momento abençoado do ano. Feliz aniversário, com amor, da mamãe e do papai.</p>
<p>– É a cara dela – eu disse a Nala e senti uma pontada no estômago.</p>
<p>– E ele não é meu pai – rasguei o cartão, joguei no cesto de lixo e fiquei olhando para os pedaços rasgados. – Quando meus pais não me ignoram, eles me insultam. Prefiro ser ignorada.</p>
<p>Dei um pulo ao ouvir a batida na porta.</p>
<p>– Zoey, está todo mundo querendo saber onde você está – foi fácil reconhecer a voz de Damien do outro lado da porta.</p>
<p>– Espere aí, estou quase pronta – gritei, procurando pensar em outra coisa, e então dei uma última olhada para meu reflexo no espelho. Concluí, sentindo um traço totalmente defensivo, que poderia deixar meu ombro exposto. – Minhas Marcas são diferentes de todas as outras. Bem que eu posso dar motivo para as pessoas ficarem me olhando, com cara de bobas, enquanto falam – murmurei.</p>
<p>Então soltei um suspiro. Não costumo ser tão irritadiça. Mas com meu aniversário &#8220;pé no saco&#8221;, meus pais &#8220;pé no saco&#8221;&#8230; Não. Eu não podia continuar mentindo para mim mesma.</p>
<p>– Queria que Stevie Rae estivesse aqui – sussurrei.</p>
<p>E era isso que estava me afastando dos meus amigos (inclusive dos meus namorados – dos dois) durante o último mês, e, ao mesmo tempo, o que estava me tornando uma nuvem de chuva enorme, pesada e desagradável. Eu sentia falta da minha melhor amiga e colega de quarto, que todos viram morrer no mês passado, mas que eu sabia que havia se transformado em uma criatura noturna morta-viva. Por mais melodramático e trash que isso possa parecer. A verdade era que agora, quando Stevie Rae deveria estar para lá e para cá envolvida com os detalhes desta minha droga de aniversário, ela estava na verdade escondida em algum túnel velho nos subterrâneos de Tulsa, conspirando com outras criaturas mortas-vivas nojentas, maldosas e fedorentas como o diabo.</p>
<p>– Ahn, Z? Está tudo bem aí dentro? – Damien chamou de novo, interrompendo meu blá-blá-blá mental.</p>
<p>Peguei Nala, que não parava de resmungar, dei as costas ao tenebroso cartão de natalversário e corri para abrir a porta, quase trombando com Damien, que estava com cara de superpreocupado.</p>
<p>– Desculpe&#8230; desculpe&#8230; – murmurei.</p>
<p>Ele seguiu ao meu lado, me olhando de canto de olho de vez em quando.</p>
<p>– Nunca ouvi falar sobre uma pessoa que ficasse tão desanimada com o próprio aniversário quanto você – Damien disse.</p>
<p>Nala estava se contorcendo em meu colo e eu a soltei no chão, dando de ombros, tentando forçar um sorriso indiferente. – Estou só praticando para quando eu for uma velha decrépita, tipo com uns trinta anos, e precisar mentir a idade.</p>
<p>Damien parou para olhar para mim. – Ah, tááááá – ele falou, esticando a palavra. – Todos nós sabemos que vampiros de trinta anos mal aparentam ter vinte e são sempre lindos. Na verdade, vampiros de cento e trinta anos ainda parecem ter vinte e poucos anos e continuam lindos. Esse seu papo de idade é pura besteira. O que está realmente acontecendo com você?</p>
<p>Enquanto eu hesitava, tentando imaginar o que deveria dizer a Damien e o que não deveria, ele levantou uma das sobrancelhas cuidadosamente delineadas e disse, com sua melhor voz de professor de escola:</p>
<p>– Você sabe como somos sensíveis às emoções, então é melhor desistir e me dizer a verdade.</p>
<p>Eu soltei outro suspiro.</p>
<p>– Vocês gays são assustadoramente intuitivos.</p>
<p>– Somos assim: homos – os poucos, os orgulhosos, os hipersensíveis.</p>
<p>– Homo não é um termo depreciativo?</p>
<p>– Não se for usado por um homo. Mas você está tentando me enrolar, não está funcionando – ele chegou a pôr a mão na cintura e bater o pé.</p>
<p>Sorri para ele, mas sabia que a expressão não combinava com meus olhos. Com uma intensidade que me surpreendeu, eu de repente senti uma vontade desesperada de dizer a verdade a Damien.</p>
<p>– Estou com saudade de Stevie Rae – desabafei antes que pudesse segurar a língua.</p>
<p>Ele não hesitou.</p>
<p>– Eu sei – e ficou com os olhos imediatamente molhados.</p>
<p>E foi isto. Parecia que um dique havia se rompido dentro de mim, e as palavras saíram desembestadas.</p>
<p>– Ela tinha de estar aqui! Ela estaria correndo que nem uma louca para fazer a decoração de aniversário e provavelmente fazendo um bolo sozinha.</p>
<p>– Um bolo terrível – Damien disse fungando um pouquinho.</p>
<p>– É, mas seria uma das receitas favoritas da mamãe – eu disse, imitando o carregado sotaque de Oklahoma de Stevie Rae, o que me fez sorrir entre as lágrimas. Pensei em como era esquisito compartilhar com Damien minha insatisfação e poder justificá-la, e então meu sorriso alcançou meus olhos.</p>
<p>– E as gêmeas e eu ficaríamos irritados por ela insistir que todos nós usássemos aqueles chapeuzinhos pontudos de aniversário, com aqueles prendedores de elástico que pinicam sob o queixo – ele teve um arrepio de horror nem tão fingido assim. – Deus do céu, aquilo é tão pouco atraente.</p>
<p>Eu ri e senti um pouco da tensão em meu peito começando a se dissolver.</p>
<p>– Tem algo em Stevie Rae que me faz sentir bem – não percebi que estava usando o tempo presente, até que Damien parou de sorrir.</p>
<p>– É, ela era demais – ele disse com ênfase extra no era enquanto olhava para mim como se estivesse preocupado com minha sanidade mental. Se ao menos ele soubesse da verdade. Se eu pudesse contar. Mas não podia. Se eu fizesse isso, Stevie Rae ou eu, ou ambas, acabaríamos mortas. E, desta vez, para valer.</p>
<p>Então, ao invés de falar, agarrei o braço de meu amigo evidentemente preocupado, e o fiz descer a escada comigo em direção à sala de estar do dormitório das garotas, onde meus amigos me esperavam (com seus presentes &#8220;pé no saco&#8221;).</p>
<p>– Vamos. Estou sentindo necessidade de abrir presentes – eu menti, cheia de entusiasmo.</p>
<p>– Mal posso esperar para você abrir o meu! – Damien disse efusivamente. – Levei uma eternidade para comprar!</p>
<p>Eu sorri e balancei a cabeça apropriadamente enquanto Damien continuava a falar sem parar sobre sua busca pelo presente perfeito. Pena que aquilo não me ajudava a encarar o que realmente estava me incomodando.</p>
<p>Ainda falando sobre sua busca ao presente, Damien me conduziu ao salão principal do dormitório. Acenei para os montes de garotas agrupadas ao redor das tevês de tela plana, enquanto nos dirigíamos à salinha ao lado, que servia de biblioteca e sala de informática. Damien abriu a porta e meus amigos irromperam em um coro totalmente desafinado de &#8220;parabéns pra você&#8221;. Ouvi Nala resmungar e, pelo canto do olho, eu a vi saindo pela porta, em direção à entrada. Covarde, eu pensei, apesar de estar com vontade de fugir com ela. Quando a canção acabou (graças a Deus), minha gangue veio toda para cima de mim.</p>
<p>– Parabéns! – as gêmeas disseram juntas. Tá, elas não são gêmeas genéticas. Erin Bates é uma garota muito branca de Tulsa, e Shaunee Cole é uma linda mulata descendente de jamaicanos que cresceu em Connecticut, mas as duas são tão bizarramente parecidas que a cor da pele e a região de onde vieram não faziam a menor diferença. São gêmeas espirituais, o que é bem mais forte que a mera biologia.</p>
<p>– Feliz aniversário, Z. – disse uma voz profunda e muito, muito sexy que eu conhecia tão bem. Saí do abraço de sanduíche das gêmeas e fui para os braços do meu namorado, Erik. Bem, tecnicamente, Erik era um dos meus dois namorados. O outro era Heath, um adolescente humano que namorei antes de ser Marcada, e com o qual eu não devia ter mais nada, não fosse pelo fato de eu ter sugado seu sangue, meio que acidentalmente, e com isso ter provocado uma nova ligação entre nós. Estávamos carimbados, então, ele era meu outro namorado à revelia. É, é confuso. Sim, Erik fica louco com isto. Sim, eu suponho que ele vai me dar o fora qualquer dia desses por causa disso.</p>
<p>– Obrigada – murmurei, levantando os olhos para ele e me deixando aprisionar por aqueles olhos incríveis. Erik é alto e sensual, com cabelos escuros de Super-Homem e olhos incrivelmente azuis. Relaxei em seus braços, um gesto que não me permiti nos últimos meses, e temporariamente me aqueci no seu cheiro bom e na sensação de segurança que me vinha quando estava perto dele. Ele me olhou nos olhos e, como nos filmes, por um segundo todo mundo desapareceu e só havíamos nós dois ali. Ao perceber que eu não saía de seus braços, sorriu lentamente esboçando uma leve surpresa, o que provocou uma dorzinha em meu coração. Eu estava pegando pesado com ele e não sabia direito por quê. Por impulso, fiquei na ponta dos pés e o beijei, para grande alegria dos meus amigos.</p>
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