Trecho do Livro: Guia de Estudos para Certificação Ubuntu

Autor: Michael Jang
Editora: Ciência Moderna
ISBN: 9788573938319
» Saiba onde encontrar este livro
O Ubuntu Linux percorreu um longo caminho nos últimos quatro anos, desde sua versão inicial de 2004, tornando-se claramente a distribuição mais popular de Linux. Mesmo não sendo provavelmente o líder em rendimentos, está começando a forçar sua inserção nas empresas.
Sua missão pode ser mais bem expressa pelo Bug nº 1 do Ubuntu, nomeado “A Microsoft tem a maior participação no mercado”. Com a decisão da Dell de vender computadores pré-configurados com o Ubuntu Linux, ao que tudo indica, o Linux, especificamente o Ubuntu Linux, agora tem uma oportunidade no mercado consumidor. O Ubuntu levará o Linux até o ponto em que consumidores normais o considerarão uma alternativa ao Microsoft Windows? Somente o tempo dirá. Porém para chegar neste ponto, o Ubuntu precisa de uma infra-estrutura de comunidade, em outras palavras, precisa de mais administradores de Linux como você mesmo que se especializaram e são certificados na distribuição Ubuntu Linux.
O teste de Certificação Ubuntu (UCP) é direcionado ao administrador de sistemas de nível júnior. Junto com os testes de nível 1 do Linux Professional Institute, o teste UCP, como descrito em www.ubuntu.com/training/certificationcourses, é projetado para demonstrar a habilidade do candidato em:
– Configurar uma rede de sistemas Ubuntu.
– Entender os fundamentos de gerenciamento de pacotes e segurança.
– Realizar tarefas de gerenciamento de senhas.
Como um teste de habilidades administrativas de sistemas, o UCP irá além das habilidades associadas aos Cursos de Ubuntu Desktop em desenvolvimento. Conforme discutido na Introdução e com base no programa de estudos da Certificação Ubuntu em www.ubuntu.com/training/certificationcourses/professional/curriculum, este livro começa com uma análise detalhada da Comunidade Ubuntu; e um entendimento profundo de hardware, instalação e requisitos de manutenção; conhecimento de tarefas administrativas rotineiras; a habilidade de configurar serviços de rede e ambiente de rede; e práticas em configuração do GNOME Desktop Environment.
Embora o foco esteja no GNOME, abreviação de GNU Network Object Model Environment (Ambiente do modelo de objeto de rede GNU), outros ambientes de desktop estão disponíveis no Ubuntu Linux. Entretanto, os requisitos do UCP especificam o GNOME entre os principais desktops Linux.
O Ubuntu Linux não seria possível sem os esforços de Mark Shuttleworth ou o apoio de sua empresa privada, Canonical ltda.
Este capítulo tem como foco os recursos da comunidade Ubuntu. Embora parte deste capítulo esteja diretamente relacionada a comandos ou ferramentas gráficas do Linux, ainda é uma importante etapa no entendimento do Ubuntu Linux. E como são tópicos que fazem parte do programa de estudos UCP, são objeto de interesse para o teste UCP.
OBJETIVOS DA CERTIFICAÇÃO 1.01
Um histórico das versões do Ubuntu
O Ubuntu Linux tem como base os pacotes de desenvolvimento do Debian Linux. Visto que o desenvolvimento do Debian progrediu, o Ubuntu obteve vantagem desses desenvolvimentos, com lançamentos em um ciclo regular de seis meses. Embora a maioria do suporte para o Ubuntu tenha a comunidade como base, a Canonical também oferece suporte comercial pago.
Há diversas variações de Ubuntu Linux, incluindo variações com base em um pacote de desktop e servidor. Novas versões, é claro, estão disponíveis por meio de download. Para ajudar a tornar o Ubuntu acessível em áreas sem conexões de alta velocidade, versões do Ubuntu também estão disponíveis pelos programas ShipIt e Freedom Toaster.
Debian Foundation
O Ubuntu Linux criou sua distribuição com base no trabalho da Debian Foundation. Isso é admissível e talvez até encorajado, visto que pacotes de Debian Linux estão disponíveis para todos de acordo com a GNU General Public License [Licença Pública Geral] (GPL). Além disso, há vários desenvolvedores de Debian que estão agora trabalhando no Ubuntu Linux. Mark Shuttleworth, o proprietário da Canonical, a empresa por trás do Ubuntu Linux, definiu que “todo desenvolvedor de Debian também é um desenvolvedor de Ubuntu”.
As versões do Debian Linux são criadas com base em software livre. As diretrizes de software livre segundo o Debian (DFSG) dizem que o Debian Linux permite a distribuição livre, libera todo o código-fonte, permite modificação e trabalhos derivados e muito mais. Para mais informações, consulte www.debian.org/social_contract.
Uma decisão controversa dos desenvolvedores do Ubuntu é a instalação padrão de drivers “não livres”. Como estes drivers não estão em conformidade com as licenças de código livre aceitas, eles são evitados por alguns usuários de Linux, incluindo vários desenvolvedores de Debian. Isso quer dizer que a instalação padrão do Ubuntu Linux não é completamente formada por código livre. Entretanto, eles promovem uma distribuição Linux que “simplesmente funciona”, o que, em minha opinião, tem aumentado de maneira estrondosa a popularidade do Ubuntu Linux.
Uma segunda decisão que simplificou a tarefa do Ubuntu é sua lista de arquiteturas suportadas. Enquanto o Debian Linux suporta onze arquiteturas (e está trabalhando em outras quatro), o Ubuntu limita suas versões a duas arquiteturas: Sistemas Intel/AMD de 32 e 64 bits. Agora é mais simples ainda, visto que o Ubuntu suporta oficialmente a arquitetura PowerPC desde o Edgy Eft (6.10). O suporte oficial do Ubuntu Server para processadores Sun SPARC terminou com a versão Gutsy Gibbon. Essa decisão limita a quantidade de trabalho que tem de ser feito na criação de pacotes — e, o mais importante, limita o número de plataformas (e hardware associados) que têm de ser testadas e aprovadas para cada lançamento.
Como o Ubuntu Linux não suporta tantas arquiteturas quanto o Debian, o Ubuntu também tem mais flexibilidade com suas versões. Visto que os desenvolvedores principais não têm de criar e testar pacotes para tantas arquiteturas, a tarefa de desenvolvimento é muito mais simples.
A primeira versão do Ubuntu Linux, com o codinome Warty Warthog, foi feita com base em uma ramificação (instável) em desenvolvimento de Debian Linux, conhecida como Debian Etch. Warty Warthog foi lançado em outubro de 2004. Versões do Ubuntu Linux atuais continuam a incorporar pacotes instáveis de Debian durante o ciclo de desenvolvimento para novos lançamentos.
» Leia um trecho do livro Segurança em Redes Sem Fio (Redes Wireless)
» Leia um trecho do livro Voz Sobre IP (VoIP)
» Livro: Aprenda a Investir em Ações e a Operar na Bolsa Via Internet
» Confira as vagas de empregos do Concurso FUNDAP
» Veja a lista atualizada dos Livros mais vendidos no Brasil
» Acompanhe as atualizações através do Feed ou do Twitter
Comentários recentes